Nutrição

Coco brasileiro

Quem for a Portugal, no próximo verão europeu, poderá consumir água de coco como se estivesse no Brasil. Chegarão ao país, a partir do mês de junho, cerca de 500 mil unidades de coco verde brasileiro, graças a um revestimento comestível, desenvolvido pela Embrapa Agroindústria de Alimentos, que pode prolongar em até quatro vezes a vida útil do produto. O uso dessa tecnologia mantêm as características nutricionais do coco natural e a água dentro dele sem alteração de cor ou sabor; atendendo a um mercado consumidor exigente.

Os cocos da variedade anão-verde, que começaram a ser exportados para a Europa, são produzidos no Polo de Fruticultura do Vale do São

Udon, comida japonesa

Pesquisadora investiga memória culinária de imigrantes que vieram ao Brasil em busca de uma nova vida

Molho shoyu feito com tucupi. Miso com feijão-da- praia. Tsukemono de mamão verde. A combinação de fukushinzuke e feijoada. Os arranjos que, aos ouvidos brasileiros podem soar estranhos, foram alvo de um estudo realizado pela pesquisadora Linda Midori Tsuji Nishikido, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

Na dissertação de mestrado Hábitos alimentares esmerilados pelos imigrantes japoneses do pós-guerra no Amazonas (1953-1967): a reconstrução do passado através da memória, Linda navegou pelas reminiscências da memória de imigrantes que vieram ao Brasil em busca de uma nova vida, e suas receitas.

glúten de milho

Pesquisa desenvolvida pela Embrapa demonstrou que a utilização de glúten de milho na alimentação de pacus (Piaractus mesopotamicus) pode deixar os filés mais amarelados. A coloração amarelada do filé em algumas espécies de peixes nativos, como o surubim (Pseudoplatystoma fasciatum) e o pacu, tem sido relatada por produtores de diversas regiões do Brasil. Apesar de não afetar a qualidade nem o sabor da carne, essa característica, quando acentuada, prejudica a comercialização do filé de peixes reconhecidos pela carne branca. Diante do problema, produtores e frigoríficos de Mato Grosso do Sul procuraram a Embrapa em busca de soluções.

O glúten de milho é um subproduto da indústria de milho, produzido após

mandioca

Uma nova variedade de mandioca pode transformar o Brasil em produtor de um valioso insumo industrial e agregar muito valor à produção dessa raiz nativa. O amido ceroso, ou waxy, é procurado pela indústria alimentícia, pois é matéria-prima para composição de pratos congelados e outros produtos. O desenvolvimento de uma mandioca cerosa, que se encontra em andamento na Embrapa, coloca o País na vanguarda da corrida mundial para desenvolver uma mandioca waxy que possa ser produzida em larga escala. Até agora, nenhum país conseguiu desenvolver essa raiz.

O desafio é fazer a própria planta gerar amido diferenciado. Um avanço importante foi obtido pelo Centro Internacional para Agricultura Tropical (Ciat), sediado

alimentos

Uma nova versão da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA) foi lançada pelo Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP. 

A ferramenta on-line disponibiliza dados da composição química e o valor energético de 1,9 mil alimentos consumidos pela população brasileira, incluindo crus e cozidos, adicionados de sal, de óleo ou de tempero, além de produtos manufaturados e pratos compostos. A composição pode ser consultada por 100 gramas de alimentos e medida caseira.

“A tabela fornece informações sobre 34 componentes, incluindo vitaminas e minerais, de alimentos que são os mais importantes para a população brasileira”, disse Elizabete

melão BRS Araguaia

As características agronômicas do híbrido de melão BRS Araguaia, do tipo amarelo, têm surpreendido produtores que testaram o material. Os pontos positivos mais ressaltados na avaliação são produtividade e resistência. Na média, o rendimento gira em torno de 40 toneladas por hectare (t/ha) de frutos comerciais, em condições ideais de cultivo, valor que se equipara às principais cultivares disponíveis no mercado. O híbrido também resiste bem ao fungo oídio, uma das principais doenças que atingem a cultura e apresenta doçura maior e distribuída de forma homogênea em todo o fruto.

Resultado do programa de melhoramento genético de melão da Embrapa, a BRS Araguaia está sendo validada nas principais regiões produtoras

chocolate

Alimento com lactobacilos vivos melhora funções intestinais e reduz risco de doenças como o câncer de cólon

Novo chocolate funcional, produzido na USP, contém micro-organismos vivos que conferem mais benefícios à saúde humana. Além das propriedades antioxidantes presentes no cacau, os probióticos melhoram as funções gastrointestinais, reduzem o risco de constipação e a possibilidade de desenvolvimento de várias doenças como o câncer de cólon. A pesquisa, que foi feita na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP, traz novas alternativas para o mercado de alimentos. O chocolate meio amargo poderá substituir os produtos lácteos encontrados nos supermercados que não podem ser consumidos por pessoas com intolerância à lactose,

Leveduras brasileiras

Pesquisa seleciona leveduras a partir da produção de bioetanol e obtém bebida com aroma e sabor diferenciados

Um estudo desenvolvido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP pode romper com o paradigma de que cervejas de qualidade exigem leveduras oriundas de países onde a produção da bebida é muito tradicional. A partir de leveduras selecionadas na biodiversidade brasileira, foi possível identificar leveduras resistentes ao processo industrial de cerveja e resultaram em bebidas com características diferenciadas de aroma e sabor que agradaram o paladar.

A pesquisa foi realizada por Renata Maria Christofoleti Furlan, a partir do Programa de Pós-Graduação em Microbiologia Agrícola da Esalq, com orientação do professor

suínos e frangos

Os custos mensais de produção de suínos e de frangos de corte calculados pela CIAS, a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa (www.embrapa.br/suinos-e-aves/cias) fecharam 2017 em queda de 8,92% e 9,41%, respectivamente, na soma dos 12 meses do ano. Considerado apenas o mês de dezembro em relação a novembro, o ICPFrango/Embrapa subiu 3,02%, fechando em 190,09 pontos, enquanto o ICPSuíno/Embrapa aumentou 0,45%, encerrando em 199,88 pontos.

Com o aumento nos ICPs, o custo de produção do quilo de suíno vivo em ciclo completo em Santa Catarina passou de R$ 3,48 em novembro para R$ 3,49. Já o custo de produção de frango de corte no Paraná, calculado

alimentos

Para especialista, conceito de alimentos ultraprocessados confronta a indústria, que insiste em negar seus malefícios à saúde

Salgadinhos, refrigerantes e biscoitos: alimentos ultraprocessados feitos com ingredientes de baixo custo e pouco valor nutricional – muito açúcar, sódio, aditivos e sal.  Produzidos com o intuito de serem “irresistíveis” e consumidos facilmente, esses alimentos oferecem riscos à saúde ao promover a obesidade, diabete e outras doenças crônicas relacionadas à alimentação.

Estudos sobre esses produtos e sua influência na saúde humana foram apresentados na revista científica Public Health Nutrition (volume 21, 2018), editada pela Sociedade Britânica de Nutrição. O número especial é dedicado à classificação criada pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e

Custos de produção de suínos e de frangos

Os custos mensais de produção de suínos e de frangos de corte calculados pela CIAS, a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa (www.embrapa.br/suinos-e-aves/cias) tiveram alta em novembro. O ICPSuíno/Embrapa aumentou 2,05%, e fechou em 198,98 pontos, fechando o quarto mês seguido com elevação nos índices. Já o ICPFrango/Embrapa encerrou o 11º mês de ano com elevação um pouco menor, de 0,73%, mas suficiente para inflacionar os custos de produção, chegando aos 184,51 pontos. Com o aumento nos ICPs, o custo de produção do quilo de suíno vivo em ciclo completo em Santa Catarina passou de R$ 3,41 em outubro para R$ 3,48. Já o custo de produção