seguranca do paciente

A segurança do paciente é um componente essencial da qualidade do cuidado. Os incidentes associados aos cuidados de saúde representam uma elevada morbidade e mortalidade em todo o mundo. Por este motivo, e com o objetivo de conscientização geral em prol da segurança do paciente, o Ministério da Saúde e órgãos parceiros à implantação do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), iniciado em 2013, escolheram abril, mês de lançamento do PNSP, como o mês da campanha nacional pela segurança do paciente.

Essa campanha tem como um dos seus objetivos sensibilizar os profissionais de saúde e os próprios pacientes para a temática da segurança do paciente. “A segurança do paciente tem como definição a redução a um mínimo aceitável do risco desnecessário associado ao cuidado de saúde”, explicou Carlos Renato Alves, integrante do Núcleo de Qualidade, Segurança e Gerenciamento de Riscos (Qualiseris) do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).

O protagonismo dos profissionais e das equipes nos processos de qualificação do cuidado é um aspecto central do PNSP, que deve se articular às demais políticas públicas para garantir que as unidades de saúde possam dar novos passos, como a elaboração de planos locais de qualidade e segurança do paciente, com ações monitoradas por indicadores. “No IFF a implantação dos protocolos básicos de segurança do paciente, tais como, identificação do paciente, comunicação efetiva entre os profissionais de saúde, uso seguro de medicamentos, cirurgia segura, higienização das mãos, prevenção de lesão por úlcera de pressão e prevenção do risco de quedas, é prioridade. Essa ação é considerada estratégica para a minimização de eventos adversos evitáveis na assistência à saúde dos pacientes”, salientou Maria Beatriz Carvalho, integrante do Qualiseris.

O desenvolvimento de estratégias para a segurança do paciente no Brasil depende do conhecimento e do cumprimento do conjunto de normas e regulamentos que regem o funcionamento dos estabelecimentos de saúde. Estudos apontam que situações que expõem pacientes a eventos adversos são alarmantes. No Rio de Janeiro, 7,6% dos pacientes internados sofrem eventos adversos por ano. “É importante que todos os serviços de saúde realizem ações que venham ao encontro da segurança do paciente, envolvendo todos os profissionais, inclusive os próprios pacientes, para o entendimento de que a maioria desses eventos são evitáveis e necessitam ser notificados para a compreensão de suas causas e posterior prevenção”, explicou Carlos Renato.

Segundo Vania Neves, integrante do Qualiseris, é de grande importância que todos os profissionais de saúde notifiquem falhas no cuidado, sejam estas no paciente, no ambiente e nos processos de trabalho. E ressalta que é por meio destas notificações que são geradas oportunidades de melhorias nos processos assistenciais.

Qualiseris

Conscientes da necessidade de melhorar continuamente os processos assistenciais nas diversas áreas de atenção, as gerências de Risco, Segurança do Paciente e Qualidade do IFF/Fiocruz uniram seus esforços e passaram a atuar em um novo Núcleo de Qualidade, Segurança e Gerenciamento de Riscos (Qualiseris), como instância promotora da qualidade e segurança do paciente

O objetivo principal do núcleo é fomentar a prevenção, controle e redução de falhas assistenciais através do monitoramento sistemático dos riscos assistenciais e do compartilhamento do conhecimento dos seus atores.

Dentre os benefícios futuros esperados para o Instituto Fernandes Figueira estão: qualificação do cuidado, atendimento às legislações vigentes, proteção da imagem institucional e promoção de uma cultura voltada à qualidade e segurança dos pacientes.

Juliana Xavier
IFF/Fiocruz

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