Sociedade

qimono

Para Yves de La Taille, a moral é um “sistema de valores que se traduzem por princípios e regras cuja aplicação prática é considerada um dever”

Uma proposta de discussão sobre o que é moral e o que é ética, introduzindo, para isso, fatos do mundo contemporâneo, tais como as cada vez mais frequentes chacinas, “triste marca dos tempos atuais”, é o que encontramos no artigo recém-publicado de Yves de La Taille, na Revista USP, em que esse autor parte da constatação de que jovens homicidas, quase todos, matam-se após cometerem uma chacina. O que motiva essa atitude extrema? O autor, ao longo de seu texto, fornece razões prováveis para

preconceito

Análise da vida de mulheres lésbicas que romperam relacionamento conjugal mostra interferência de preconceitos e machismo

Na sociedade atual, mulheres homossexuais sofrem uma situação de dupla vulnerabilidade: vivem em um mundo machista e pautado pela heteronormatividade (ideia de que as pessoas são “naturalmente” heterossexuais; os que não se enquadram nisso são tidos como “anormais”). Diante disso, surge a dúvida de como essas questões podem influenciar a vida amorosa e conjugal de mulheres lésbicas. Esse foi o tema de pesquisa de doutorado da psicóloga Fabiana Esteca, no Instituto de Psicologia (IP) da USP.

Fabiana entrevistou cinco mulheres que já haviam mantido relacionamentos conjugais com outras mulheres, mas estavam separadas no momento.

Dalia Romero

“O desafio que enfrentamos hoje está menos relacionado à proporção de idosos que teremos em 2030 e mais com a definição do modelo de sociedade e de sistema de saúde que queremos”. Esta é uma das questões levantadas, nesta entrevista, pela socióloga Dalia Romero, pesquisadora do Laboratório de Informação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), onde lidera o grupo Informação e Pesquisa em Envelhecimento e Saúde do Idoso. Compreendendo o envelhecimento da população como um fator de sucesso, a especialista ressalta a importância dos estudos prospectivos de futuro: “É fundamental comparar modelos de sociedade para que possamos decidir coletivamente, por meio de

debate na Ensp/Fiocruz

"Da mesma maneira como a sociedade julga com indignação as penas aplicadas no passado, como, por exemplo, a decapitação, o enforcamento e o apedrejamento, futuramente, daqui a 200 ou 300 anos, o modelo prisional atual, que 'enjaula' os indivíduos, provocará a mesma perplexidade". A afirmativa é do professor de Direito Penal da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC/MG) e membro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, Leonardo Yarochewsky, ao criticar duramente as penas aplicadas pelos juízes criminais. Durante o evento O Encarceramento Feminino e os Direitos Humanos, promovido pelo Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural da Escola Nacional de Saúde Pública (Dihs/Ensp/Fiocruz), Yarochewsky indignou-se com

Desconecte-se

Psicólogo e escritor, Alexandre Bez explica os fatores comportamentais do vício da sociedade no mundo virtual

Nos dias atuais parece que o aspecto virtual, devido as redes sociais, adquiriu um valor maior do que o da realidade em si. Ou seja, rouba- nos momentos preciosos e verdadeiros, fazendo com que assim, vivamos momentos numa “bolha ilusória”, ao invés de focarmos no real valor do nosso cotidiano.

“A vida é nosso bem mais precioso e sua qualidade é o foco principal do nosso viver! Essa demanda deve ser respeitada, priorizando as integridades físicas e mentais”, diz o psicólogo e escritor Alexandre Bez. Segundo o especialista, um bom começo de mudança

Leandro Karnal

A Universidade é um espaço de conhecimento, utopia e democracia, que enfrenta, com o avanço de tendências conservadoras na sociedade, um crescente número de inimigos. “Nunca a universidade teve tantos inimigos políticos como nesse momento, e tudo leva a crer que essa guinada conservadora vá se estender por vários anos. O ‘lado bom’ disso é que, com tanta gente nos olhando e criticando, teremos que ser melhores. É hora de a gente dar uma resposta muito eficaz e mostrar o valor de uma grande universidade pública”, afirmou o historiador Leandro Karnal, convidado da sexta edição do Simpósio de Profissionais da Unicamp (Simtec).

Professor do Instituto de Filosofia e Ciências

Especialistas afirmam que a crise política não se encerra com a votação do impeachment no próximo domingo

Os desafios dos setores progressistas da sociedade brasileira frente a um projeto de governo que chegou ao limite e de uma frente conservadora que não se limitará às regras democráticas para chegar ao poder: foram essas algumas das discussões do segundo dia do seminário Futuros do Brasil: Crise atual e alternativas de longo prazo, que aconteceu na terça-feira (12/4) no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RJ), no Flamengo. Em seu segundo e último dia, o encontro, que é organizado pelo Centro de Estudos Estratégicos (CEE) da Fiocruz, reuniu sociólogos, cientistas políticos e ativistas para discutir o que levou ao atual cenário e quais novos caminhos podem ser tomados a partir

Ricardo Alexino

Ricardo Alexino destaca o termo sócio-acêntrico no debate sobre a diversidade social

Pesquisador sobre a sociedade, o professor Ricardo Alexino, da Universidade de São Paulo, foi um dos convidados das X Conferência Brasileira e V Conferência Sul-Americana de Mídia Cidadã, que debateu temas envolvendo Comunicação e Cidadania.

O professor falou à TV Unesp sobre como termos a falsa sensação de que a mídia pauta a sociedade, quando é o contrário que acontece. “Temos essa pseudo sensação de que a imprensa está agendando, está pautando, que ela está criando as questões sociais, mas a verdade não é essa”, diz Ricardo.

O espaço da Comunicação também é responsável para dar visibilidade

Usptalks – “Violência contra a mulher”, com as palestrantes Ana Flávia d’Oliveira, professora da Faculdade de Medicina da USP, e a promotora de Justiça Silvia Chakian, do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid) do Ministério Público de São Paulo

Debate no USP Talks aponta que, enquanto não se desconstruir a cultura do machismo introjetada na sociedade, muito pouco mudará para as mulheres

A violência sexual, física, moral e psicológica contra a mulher é um tema atualmente em evidência na mídia. Vide o caso do estupro coletivo contra uma adolescente no Rio de Janeiro, no final de maio, e a agressão sofrida pela ex-modelo e atriz Luiza Brunet cometida por seu ex-marido, em começo de julho. Exemplos como esses são visíveis, cada vez mais, no cotidiano de todas as classes sociais e ocorrem de forma silenciosa em casa, no trabalho, na rua, no transporte público.

Dados da Secretaria de

manifesto

O difícil momento pelo qual passa a sociedade brasileira requer serenidade de todos, em especial das lideranças e das instituições públicas, para que a superação dos desafios que se apresentam na atual conjuntura seja permeada pelo fortalecimento da democracia e pela inadmissibilidade de quaisquer retrocessos nos direitos de cidadania conquistados pelos brasileiros.

A Fundação Oswaldo Cruz, instituição atingida diretamente pela ditadura instaurada em 1964 - cuja intolerância ao pensamento crítico levou à perseguição e à cassação de cientistas -, e que lutou pela construção da democracia e pela saúde como um direito universal, vem manifestar sua preocupação diante do grave quadro político do país, com iminente ameaça às regras democráticas

Estatuto da Criança e do Adolescente

Neste 13 de julho, o Estatuto da Criança e do Adolescente comemora 25 anos de criação. O ECA foi instituído pela Lei 8.069, de 1990, e regulamenta os direitos das crianças e dos adolescentes inspirado pelas diretrizes fornecidas pela Constituição Federal.

O Estatuto estabelece os direitos e deveres de menores de 18 anos e protege as crianças e adolescentes em todo o país, principalmente nas áreas de educação, saúde, trabalho e assistência social. Muitos avanços foram ocasionados pelo Estatuto, entre eles o aumento no número de denúncias de maus tratos infanto-juvenis e punições aos agressores.

Segundo o ECA, é considerado criança quem tem até 12 anos incompletos. Já entre