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Vamos Ler

Questões de gênero, como os ideais de “homem” e “mulher”, seus papéis sociais, as relações com o trabalho, a emancipação feminina e a modernidade tinham destaque na imprensa nas décadas de 1930 e 1940. Em busca de aconselhamento e orientação relacionados a conflitos íntimos, leitores enviavam cartas à revista de variedades Vamos Ler!, demonstrando nelas a sua compreensão do que era ser normal. Nas cartas, homens e mulheres traziam à tona uma diversidade de trajetórias de vida e lugares de fala que, em sua subjetividade, nem sempre dialogavam com o que os médicos defendiam como “normal”.

Para investigar como a normalidade, enquanto categoria da medicina mental, circulava entre a população leiga, Carolina da Costa de Carvalho, mestranda em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), analisou a participação ativa do público leitor nas seções de correspondência da revista, partindo da hipótese de que a apropriação discursiva de categorias médicas é marcada por uma “polifonia de sentidos”, e não por homogeneidade.

Na nota de pesquisa Uma leitura de gênero: representações de normalidade na revista Vamos Ler!, 1936-1948, Carolina ressalta a importância das cartas como fonte primária para pensar o alcance e os limites das propostas médicas de normatização social e apresenta os leigos como personagens ativos na construção das identidades de gênero.

“As narrativas de si dos leitores demonstram que suas experiências individuais, como as novas formas de relacionar-se no namoro, no casamento, no ambiente de trabalho e na família, influenciavam muito mais a noção leiga de normalidade do que as prescrições médicas alicerçadas unicamente sobre os papéis sociais “naturais”, como a maternidade para as mulheres”, afirma a autora.

Saiba mais no blog da revista História, Ciências, Saúde - Manguinhos.

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