onscientizacao sobre saude publica

Em mais uma oportunidade de levar o conhecimento científico além da bancada do laboratório, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) promoveram ações de conscientização em torno de temas de importância para a saúde pública, em eventos pela cidade do Rio. Da Zona Norte à Zona Oeste, foram abordados o sistema imunológico e suas funções, a diversidade de insetos, prevenção de doenças e os cuidados com o meio ambiente.

Os Laboratórios de Inflamação, de Imunofarmacologia e de Comunicação Celular do IOC/Fiocruz integraram o projeto Sábado da Ciência, iniciativa mensal promovida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Espaço Ciência Viva, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Realizado no último final de semana de novembro, o evento Ataque, defesa e equilíbrio: uma viagem pelo sistema imune reuniu cerca de 250 pessoas. Com a atividade Respirar Bem, coordenada pela pesquisadora Patrícia Silva, do Laboratório de Inflamação ressaltou cuidados com o sistema respiratório para a prevenção de doenças, como a asma, o enfisema (associado ao tabagismo) e a silicose (doença ocupacional). Além de conhecer as características básicas sobre a fisiologia dos pulmões, os participantes visualizaram, com o uso de microscópios, estruturas saudáveis e doentes do órgão. Jogos e brincadeiras estimularam jovens e crianças a interagir com peças feitas de garrafas e balões que simularam o funcionamento do sistema respiratório.

A microbiota humana, conjunto de microorganismos que vivem em harmonia com os seres humanos e tem relevante importância para o sistema imunológico, foi o destaque apresentado pelo Laboratório de Imunofarmacologia do IOC/Fiocruz. Coordenada por Clarissa Maya Monteiro, a atividade teve como objetivo aproximar o público do conhecimento sobre o sistema de defesa do organismo. Hábitos alimentares e de higiene, por exemplo, podem interferir nas bactérias presentes no organismo e ajudar a prevenir distúrbios na microbiota, que podem levar a doenças como alergias e à obesidade. Para ilustrar a dimensão reduzida desses micro-organismos, os pesquisadores disponibilizaram placas com crescimento bacteriano para visualização. E na parte interativa, o público pode preparar uma solução para contemplar a ação de bactérias por meio de microscópios.

A equipe do Laboratório de Comunicação Celular, liderada pelo pesquisador Luiz Anastácio Alves, em parceria com estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), apresentou o software educativo Ciências – uma forma animada de aprender. Os visitantes tiveram a oportunidade de interagir com a ferramenta que permite o aprendizado, de forma didática, de conceitos sobre imunologia, fisiologia celular e técnicas de comunicação celular. Por meio da plataforma, que pode ser acessada online (clique aqui), é possível simular práticas de laboratório e desvendar o funcionamento de estruturas do sistema imune, como o baço, o timo e os linfonodos. Lâminas dos órgãos linfoides também foram disponibilizadas para visualização com o uso de microscópios. 

Qualificação de escoteiros

Partindo para a Zona Oeste do Rio, pesquisadores dos Laboratórios de Doenças Parasitárias e de Bioquímica Experimental e Computacional de Fármacos, em parceria com 111º Grupo Escoteiro do Ar Santos Dumont, desenvolveram atividades de divulgação científica em torno da entomologia, prevenção em saúde, meio-ambiente e horticultura. Parte do processo de formação dos escoteiros, a chamada Rodada de Especialidades foi promovida pela União dos Escoteiros do Brasil (UEB), também na última semana de novembro. O encontro reuniu mais de 300 crianças e jovens, de 7 a 21 anos, no Instituto Nacional de Endemias Rurais (INERU/IOC), em Jacarepaguá. 

O papel dos insetos na natureza, a sua relação com os indivíduos e a transmissão de doenças foram os destaques na área da entomologia. De forma lúdica, o jogo Ache os flebotomíneos desafiou os escoteiros a reconhecer e coletar os vetores da leishmaniose, representados na forma de imagens. Foram disponibilizados, ainda, materiais informativos e gavetas entomológicas para a visualização de espécimes de insetos preservados. Reginaldo Peçanha Brazil e Wagner Lança Passos, ambos do Laboratório de Doenças Parasitárias, foram os coordenadores da atividade.

À frente do stand Prevenção em Saúde, o Laboratório de Bioquímica Experimental e Computacional de Fármacos apresentou uma série de atitudes que podem contribuir para evitar ou tratar doenças de forma precoce. A manutenção de um calendário de vacinação atualizado, hábitos de alimentação saudáveis e de consultas regulares ao médico são algumas das rotinas necessárias. Foram disponibilizadas informações a respeito de doenças emergentes e reemergentes, com destaque para as arboviroses, como a dengue, zika e chikungunya. A atividade foi coordenada pelo pesquisador Flávio Rocha da Silva.

O encontro abordou, ainda, os cuidados com o meio ambiente, o consumo de água potável, a lavagem correta das mãos e a higienização dos alimentos, que também podem trazer melhorias na qualidade de vida. Técnicas para a criação e manutenção de hortas e conhecimentos básicos sobre tipos de adubo, pragas e doenças e sazonalidade de cultivos também fizeram parte das atividades.

Lucas Rocha
IOC/Fiocruz

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