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Programa conta com a participação de 35 alunos, a maioria de pós-graduação

A Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unicamp e a Rede Ibero-Americana de Investigação em Câncer (Ribecâncer) promoveram, de 15 a 18 de junho, o III Workshop Internacional “Descoberta e desenvolvimento de fármacos anticâncer: do produto natural até a clínica”. 

Encontro de medicinaAo todo, 35 estudantes, a maioria de pós-graduação, participam do programa, que é financiado pelo Programa Ibero-Americano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (CYTED), plataforma que promove o suporte à cooperação multilateral em ciência e tecnologia, orientada à transferência de conhecimentos, experiências, informações, resultados e tecnologias entre os países da região.

De acordo com o diretor da FCF, professor João Ernesto de Carvalho, o workshop foi uma das iniciativas do projeto, cujo objetivo principal é a busca por substâncias que possam compor novas drogas de combate ao câncer. “Trabalhamos de forma integrada com instituições da Espanha, Costa Rica, Panamá, Chile e Guatemala. A grande maioria das substâncias que temos investigado vem de plantas, algumas delas muito promissoras”, afirma.

O docente estima que, nos três anos de funcionamento da Rede, já foram analisadas nos laboratórios do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) cerca de 600 substâncias em culturas de células tumorais humanas. “A cooperação entre os países que integram a Ribecâncer é muito importante porque oferece resultados em duas frentes: formação de recursos humanos qualificados e avanço na descoberta de princípios ativos que, futuramente, poderão compor fármacos para serem usados no tratamento do câncer”, considera.

O workshop foi coordenado pelo próprio Carvalho e pelos professores Arturo San Feliciano (Universidade de Salamanca, Espanha) e Valdir Cequinel Filho (Univali-SC). O evento somou 18 sessões teóricas, divididas em três módulos temáticos principais, estruturados de maneira a tratar de forma sequencial e integrada aspectos como a identificação de alvos farmacológicos, o desenho de novos fármacos e a investigação dos princípios ativos mais eficazes, entre outros.

De acordo com o professor José Luis López-Pérez, da Universidade de Salamanca, o Brasil tem participação importante no projeto, tanto por causa da excelência de seus pesquisadores, quanto pela sua vasta biodiversidade, que oferece inúmeras fontes para a identificação de substâncias anticancerígenas. Tanto López-Pérez quanto Carvalho afirmaram que, mesmo com o encerramento do projeto, previsto para o ano que vem, as pesquisas terão continuidade por meio de convênios que deverão ser assinados pelas instituições envolvidas.

Texto: Manuel Alves Filho
Imagens: Antônio Scarpinetti
Edição de Imagens: Fábio Reis
Portal Da Unicamp

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