Fumarato de Tenofovir Desoproxila + Lamivudina

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) foi incluído como local de fabricação do Fumarato de Tenofovir Desoproxila + Lamivudina (300+300) mg, genérico do Duplivir, assim denominado por reunir os dois princípios ativos em um único comprimido. A confirmação foi emitida, na última quinta-feira (8/8), pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com isso, o Instituto passa a executar todo o processo produtivo deste importante antirretroviral, usado por pessoas que vivem com HIV/Aids.

Trata-se de uma grande conquista para a Fundação, já que representa a conclusão de mais uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP). No ano passado, o Instituto já havia finalizado a absorção tecnológica do imunossupressor Tacrolimo.

Segundo o diretor de Farmanguinhos/Fiocruz, Jorge Mendonça, a inclusão da unidade como local de fabricação do Duplivir significa que a instituição cumpriu o objetivo integral da parceria, uma vez que absorveu todo o processo fabril do medicamento em suas instalações. “Além disso, a absorção inclui também a nacionalização dos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFA) utilizados na fabricação deste antirretroviral, o que fortalece a indústria farmoquímica nacional”, destacou.

O medicamento é fruto de uma parceria assinada em 2014, na qual a indústria privada nacional Blanver transferiu a tecnologia para Farmanguinhos. Ao longo desse período de PDP, o Instituto distribuiu mais de 368 milhões de unidades farmacêuticas do Duplivir. O total previsto para este ano é de mais de 75 milhões de comprimidos para abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é de mais de 140 milhões de unidades farmacêuticas para 2020.

Benefícios da PDP

Vários são os benefícios a partir da PDP. Segundo o diretor Jorge Mendonça, a produção pública significa a garantia do abastecimento do SUS; economia aos cofres públicos; ampliação do acesso aos programas de saúde; fortalecimento das indústrias farmoquímica e farmacêutica nacionais, uma vez que prevê a internalização do princípio ativo (principal substância do medicamento, responsável pelo efeito terapêutico); e geração de renda e emprego no país.

Neste sentido, o diretor destaca ainda o empenho de todas as áreas envolvidas para a conclusão dessa PDP. Afinal, a internalização da tecnologia foi um processo longo, e envolveu vários setores de Farmanguinhos, requerendo grande esforço dos profissionais para tornar esse projeto uma realidade para o país. Desta forma, mais uma vez Farmanguinhos cumpre seu papel essencial para o país, atuando sempre em defesa da vida.

Alexandre Matos
Farmanguinhos/Fiocruz

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