Saúde

Triatoma infestans

Às vésperas do aniversário dos 119 anos da Fiocruz, dia 25 de maio, a instituição tem mais um motivo para comemorar. Foi aprovada, nesta sexta-feira (24/5), resolução que institui 14 de abril como o Dia Mundial da Doença de Chagas. O anúncio aconteceu durante a 72ª Assembleia Mundial da Saúde (AMS), encontro anual que reúne ministros da saúde dos 194 estados-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) e representantes de instituições de destaque da saúde global para discutir temas como emergências de saúde e mudanças climáticas. A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, está na comitiva representando o Brasil. A decisão será formalizada na próxima terça-feira (28/5) durante a plenária final da Assembleia.

 “Precisamos romper o

Tacrolimo

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) iniciou a produção do imunossupressor Tacrolimo, usado para evitar rejeição de rim e fígado transplantados. No total, serão fabricadas mais de 90 milhões de unidades farmacêuticas deste medicamento vital para pacientes submetidos a transplante desses órgãos. A demanda foi solicitada pelo Ministério da Saúde (MS) a fim de suprir a falta momentânea do produto no Sistema Único de Saúde (SUS).

Essa produção emergencial demonstra a capacidade técnica da instituição, que, mais uma vez, atua de forma estratégica para o país, possibilitando o acesso dos pacientes ao tratamento na rede pública de saúde. Neste sentido, já foram enviadas 1.123.000 cápsulas de tacrolimo 1mg para o Serviço de Armazenagem e

Revista Poli

Uma política ancorada na solidariedade: assim foi definida a ideia de seguridade social prevista na Constituição de 1988, envolvendo as áreas de saúde, previdência e assistência social. Esse é o tema da matéria de capa da última edição da Revista Poli, editada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), que discute também os efeitos da proposta de reforma da previdência que tramita no Congresso sobre a saúde da população idosa. 

Os desafios de se garantir o direito universal à saúde nas regiões de fronteiras é outro tema abordado na revista, que cita não apenas o exemplo da recente migração de venezuelanos em Roraima – que o discurso governamental usou como justificativa para a perda

diabetes

“O diabetes mellitus (DM) é uma doença onerosa, de ocorrência frequente e incidência crescente em todo o mundo e, de acordo com cálculos estimados para 2015 pela Internacional Diabetes Federation (IDF), a sua prevalência foi 415 milhões, ou 8,8% da população mundial”. Essa questão é tema de um artigo da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), que avaliou os fatores associados à qualidade de vida de brasileiros e de diabéticos. As projeções para o ano de 2040 apontam que 642 milhões de pessoas (10,4%) terão DM, constituindo assim um problema de saúde pública em potencial, alerta o artigo.

O artigo Fatores associados à qualidade de vida de brasileiros e de diabéticos: evidências de um inquérito

Congresso do BRAINN

Pesquisadores da Austrália estão desenvolvendo dispositivos eletrônicos implantáveis para pacientes com epilepsia. O objetivo é prever convulsões, identificar o padrão de frequência das crises e até liberar medicamentos a fim de evitar novos episódios. Os aparelhos ainda não são comercializáveis, mas alguns deles já estão em fase de testes em humanos.

A epilepsia atinge cerca de 1% da população mundial e, mesmo assim, ainda está envolta em estigmas e mistérios. Por algum motivo genético ou ambiental, um conjunto de células do cérebro fica extremamente ativo, a ponto de tornar os sinais elétricos completamente desorganizados. Esse descompasso culmina muitas vezes em perda de memória e em convulsões.

“A epilepsia não é uma doença rara e tem

Sobrepeso na adolescência

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) sugere que adolescentes com sobrepeso têm risco aumentado de desenvolver doenças cardiovasculares tanto quanto jovens obesos.

Testes de desempenho cardíaco feitos com voluntários entre 10 e 17 anos revelaram que os dois grupos – sobrepeso e obesidade – apresentam resultados muito parecidos.

A pesquisa teve apoio da FAPESP e foi publicada na revista Cardiology in the Young. Participaram do trabalho cientistas da Kennesaw State University, dos Estados Unidos, e da Faculdade de Juazeiro do Norte, no Ceará.

“Até recentemente, o sobrepeso na adolescência não era considerado um fator de risco tão importante para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como é a obesidade. Constatamos que os

Aedes albopictus

Duas pesquisas recém-publicadas na revista científica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz alertam para a importância das ações vigilância para o controle da febre amarela e das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Em um artigo, cientistas relatam a primeira infecção por febre amarela do Rio de Janeiro em 2019. Registrado em um macaco, o caso ocorreu em Casimiro de Abreu, na Região das Baixadas Litorâneas – mesmo município onde, em março de 2017, foram diagnosticados os primeiros pacientes com a doença no estado após mais de 80 anos. De forma inédita, o trabalho revela a persistência do vírus na Mata Atlântica por três estações de transmissão, apontando a possibilidade de circulação silenciosa. Em outro estudo, pesquisadores

Atendimento médico

A equipe do Projeto Avaliação do Desempenho do Sistema de Saúde (Proadess) do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) lançou o 4º Boletim Informativo. Intitulado Monitoramento da assistência hospitalar no Brasil (2009-2017), o documento mostra, dentre outros aspectos, a situação da oferta de leitos à população na rede hospitalar brasileira. O dado que mais chama a atenção no relatório é a queda no número de hospitais gerais e especializados inscritos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), no período de 2009 a 2017.

Segundo os dados do Proadess, houve uma redução de 3,7%, o que significa que se em 2009 haviam 6.041 hospitais, este número cai para 5.819 unidades oito

Tomografia por emissão de pósitrons

Um estudo feito na Universidade de São Paulo (USP) e publicado na revista Drug and Alcohol Dependence pode ajudar profissionais de saúde a identificar pacientes que, após passarem por um tratamento para dependência de cocaína, apresentam risco aumentado de recair no uso da droga.

Segundo os autores, os achados reforçam a necessidade de uma atenção diferenciada para esses casos considerados mais graves.

A pesquisa foi coordenada pelo professor da Faculdade de Medicina (FM) da USP Paulo Jannuzzi Cunha, bolsista de pós-doutorado da FAPESP. Também teve apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Os pesquisadores acompanharam 68 pacientes internados para tratamento da dependência de cocaína no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas

músculos humano

Estudo precisa de voluntários para avaliar dores toleráveis nas pessoas por meio de choques pontuais

Para entender melhor dores crônicas causadas pela execução de movimentos e alguns mecanismos que podem estar relacionados à manutenção da dor, Rafael Alaiti, doutorando do Programa em Neurociências e Comportamento da USP desenvolve pesquisa sobre a relação entre movimento e dor. Seu objetivo é analisar como alguns parâmetros de movimentos de determinados músculos se modificam pela indução da dor através de choques elétricos.

Em sua fase atual, o estudo está recrutando pessoas para passarem por esse experimento como voluntárias. O doutorando assegura que a intensidade dos choques será calibrada individualmente para cada pessoa. Assim, serão produzidas apenas dores pontuais durante

rastreamento neonatal

Nunca foi tão grande a possibilidade de surgirem novos tratamentos para as doenças falciformes – causadas por alterações genéticas na hemoglobina, proteína que transporta o oxigênio e dá a cor avermelhada ao sangue. Ainda assim, é necessário investimento constante em políticas de saúde, como os programas de rastreamento em recém-nascidos, sobretudo na África Subsaariana.

As conclusões são de um amplo estudo de revisão publicado na Nature Reviews Disease Primers e assinado por especialistas dos Estados Unidos, Reino Unido, Gana e Brasil.

A todos os distúrbios causados por alterações na hemoglobina dá-se o nome de hemoglobinopatias. Entre esses distúrbios estão as doenças falciformes, sendo a mais grave delas a anemia falciforme. Outras hemoglobinopatias com bastante importância