Martina Schulze e Celso Lafer, após a assinatura do Memorando de Entendimento

A FAPESP e o Centro Alemão de Ciência e Inovação em São Paulo (DWIH-SP), por meio do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), assinaram em 16/07 um Memorando de Entendimento com o objetivo de aumentar as oportunidades de cooperação em ciência, tecnologia e inovação entre pesquisadores no Estado de São Paulo e na Alemanha.

O documento prevê a cooperação por meio do apoio à realização de reuniões científicas para identificação de temas de pesquisa de interesse mútuo e de fontes de financiamento a projetos conjuntos selecionados pelas duas instituições.

Criado em 2012, o DWHI-SP reúne representantes de universidades e agências de fomento e do setor privado. É um dos seis Centros criados pelo Ministério de Relações Exteriores da Alemanha no mundo, também sediados em Moscou (Rússia), Nova Délhi (Índia), Nova York (Estados Unidos), Tóquio (Japão) e Cairo (Egito). A instalação do Centro em São Paulo foi coordenada pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Brasil) e pelo DAAD, instituição que mantém acordo com a FAPESP desde 1988.

Participaram da cerimônia de assinatura Celso Lafer, presidente da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico, Friedrich Däuble, cônsul-geral da República Federal da Alemanha em São Paulo, Martina Schulze, diretora do DAAD no Brasil e presidente do Conselho Diretor do DWIH-SP, e Marcio Weichert, coordenador do DWIH-SP.

“O Memorando dá uma dimensão adicional às relações entre Brasil e Alemanha em matéria de Ciência, Tecnologia e Inovação, pois propõe o trabalho em rede, que é mobilizador de várias instâncias”, disse Celso Lafer na abertura da solenidade. “Na FAPESP, temos a convicção de que a ciência no mundo contemporâneo não é uma atividade territorialmente localizada, ela acontece pela interação dos pesquisadores, onde quer que eles estejam.”

Hoje a FAPESP mantém 134 acordos internacionais de cooperação científica com 129 agências de financiamento, instituições de ensino e pesquisa e empresas de 18 países nas Américas, Europa, Ásia, África e Oceania. Com a Alemanha, a Fundação tem acordos vigentes com Ministério de Estado de Ciências, Pesquisa e das Artes do Estado Livre da Baviera (STMWFK), representado pelo Bavarian University Center for Latin America (Baylat), Ministério Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF), Sociedade Alemã de Amparo à Pesquisa (DFG), Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), University of Münster (WWU), Fraunhofer-Gesellschaft.

“Os acordos que temos com instituições da Alemanha permitiram que criássemos não somente o intercâmbio, mas algo que para nós, na FAPESP, tem um valor especial, que são projetos de pesquisa que são concebidos e desenvolvidos em conjunto por cientistas dos dois países”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz. “A Alemanha é um dos países mais importantes na nossa pauta de cooperação científica e esses acordos permitem que tenhamos projetos de grande fôlego e envergadura. A ciência precisa ser feita pela colaboração daqueles cientistas que são os mais capazes em determinados assuntos e queremos encontrar oportunidades para interagir com esses cientistas com a ajuda do DWIH-SP."

São Paulo foi escolhida para instalação de um Centro Alemão de Ciência e Inovação por sua representatividade no cenário político internacional, pelo histórico de cooperação com a Alemanha e pelas perspectivas de sucesso das parcerias, segundo Weichert.

“O DWHI em São Paulo tem a missão de aproximar os dois países. Consideramos que a FAPESP é uma das mais importantes instituições de apoio à pesquisa no Brasil e tem sido um excelente parceiro. Temos, no Consulado-Geral, dois pilares de cooperação Brasil e Alemanha a que atribuímos a mesma importância: o econômico, pela enorme presença de empresas alemãs no estado de São Paulo, e o cultural, que inclui a cooperação científica”, disse Friedrich Däuble.

Weichert acredita que o relacionamento entre o Centro Alemão e a FAPESP atingiu um momento de amadurecimento. “Somos uma organização que faz a ponte entre as instituições alemãs e as instituições brasileiras. Com a assinatura de um documento que estabelece a cooperação passamos a ter um parceiro brasileiro produtivo e confiável para construir um programa de debates conjunto, que, aliás, começa com a organização do 4º Diálogo Brasil-Alemanha, no final de setembro, que pretende mobilizar um grande número de pesquisadores”, disse.

O DWIH-SP agrega hoje 12 instituições de pesquisa e agências de fomento alemãs, muitas representadas no Brasil, como a Universidade de Tübingen, que terá uma delegação em visita à FAPESP ainda em julho. O Centro Alemão em São Paulo oferece apoio a pesquisadores e instituições brasileiras na identificação de parceiros não apenas nesse círculo de associados, mas no conjunto de potenciais colaboradores no território alemão.

Para Martina Schulze, a assinatura do Memorando de Entendimento é um passo importante. “A FAPESP é uma organização de muito peso e muita aceitação no âmbito científico alemão e acredito que vamos atingir e unir mais pesquisadores para que eles façam ciência de forma autônoma.”

Agência FAPESP

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