Especialistas discutiram questões da imunologia relacionadas à infecção pelo Trypanossma cruzi, neuroimunologia e eferocitose, entre outros

O Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná) sediou o IX Simpósio Sul de Imunologia, entre 18 e 20 de maio, que teve como principal diferencial um novo formato, mais intimista, que proporcionou uma maior aproximação entre os pesquisadores e estudantes. Além das palestras, o evento incluiu em sua programação o tradicional espaço Imunologia do Amanhã, onde 16 dos 50 trabalhos de estudantes de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado selecionados foram apresentados de forma oral. Organizado pelos pesquisadores da Fiocruz Paraná Pryscilla Wowk e Juliano Bordignon, a edição 2016 contou com um comitê avaliador formado por pesquisadores de vários estados brasileiros e instituições como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Londrina (UEL).

“Por ser uma edição mais restrita, fizemos uma seleção prévia de trabalhos de 50 estudantes, que tinham alguma atuação na área de Imunologia. Apesar de não ter sido aberto para estudantes de um modo geral, todos que participaram estavam realmente interessados em Imunologia. A troca científica foi mais intensa e acabou aproximando muito todos os participantes”, reforçou Pryscilla Wowk. “O que nos deixou muito felizes foi receber o reconhecimento do evento pela Sociedade Brasileira de Imunologia e isso se comprovou porque recebemos inscrições de estudantes de fora da região Sul, de estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul e com isso percebemos que o Simpósio vem crescendo a cada ano e sua qualidade científica também”, comemorou a pesquisadora da Fiocruz Paraná.

Participando pela segunda vez do evento, a graduanda da Universidade Federal de Santa Catarina, Jéssica Copetti, também falou sobre a importância da proximidade com os pesquisadores. “Apresentei trabalhos nas duas edições que participei. Já estive em um congresso internacional e acho que este Simpósio traz a vantagem de aproximar mais as pessoas. Nos sentimos menos intimidados para abordar os pesquisadores, principalmente nessa condição de graduanda. De todos os pesquisadores que conversei, não teve nenhum que não foi receptivo”, avalia a estudante de Ciências Biológicas e integrante do programa de Iniciação Científica do Laboratório de Imunologia da UFSC.

O pesquisador da Universidade de Londrina, Phileno Pinge Filho, um dos idealizadores do evento e participante de todas as edições, destaca que, embora cada edição tenha sua forma de organização, todas têm como forte característica a diversidade de pesquisadores participantes. “Isso é um marco forte do Simpósio Sul de Imunologia, que traz uma abordagem translacional. Além disso, esse aconchego, estimula as interações científicas, tão essenciais para a pesquisa”, ressaltou.

Entre os temas debatidos durante o evento estiveram questões da imunologia relacionadas à infecção pelo Trypanossma cruzi, neuroimunologia, eferocitose e diferenciação de células T e células-tronco que foram apresentados na seção Imunologia do amanhã e na forma de pôster. Ao final da programação, os doze melhores trabalhos, apresentados pelos estudantes e avaliados pelo comitê científico foram premiados.

Saiba mais sobre e evento no site da Fiocruz Paraná.

Fiocruz Paraná

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