Mandetta

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou nesta segunda-feira (22/7), em Campo Grande, novos recursos para o Mato Grosso do Sul, visando ampliar a assistência à saúde. O Ministério da Saúde, em parceria com a Fiocruz, vai criar um laboratório de residência médica para qualificar os serviços na Atenção Primária. A medida tem como objetivo fortalecer os serviços prestados à população, ampliando e qualificando o monitoramento dos indicadores na Atenção Primária à Saúde. Mandetta também anunciou a implantação do programa Saúde na Hora na Unidade de Saúde da Família (USF) Iracy Coelho, e apresentou os novos dados do boletim de hepatites virais no Brasil. Também hoje o MS divulgou o novo Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais como parte da estratégia de prevenção das atividades do Julho Amarelo, que visa prevenir as hepatites A, B, C, D e D.

O laboratório de residência médica para qualificar os serviços na Atenção Primária terá um incentivo de R$ 78,1 milhões. A iniciativa contará com a participação de 9 USF e 41 Equipes de Saúde da Família. Estre as ações e objetivos do projeto estão o fortalecimento das ações de vigilância em saúde, aquisição de equipamentos, realização de oficinas para uso racional de medicamentos, desenvolvimento de pesquisas de avaliação da Atenção Primária, implantação de dois observatórios para apoiar o trabalho de equipes de Saúde da Família, implantação do serviço de telemedicina e a oferta de até 45 bolsas de residência em Medicina da Família e Comunidade, além de 100 bolsas para Residência Multiprofissional Saúde da Família.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, presente à solenidade, disse que "o lançamento do laboratório para inovação da Atenção Primária, numa parceria da Fundação com o Ministério da Saúde, fortalece o trabalho e o engajamento da Fiocruz no Mato Grosso do Sul e o compromisso com a inovação na atenção primária. O laboratório reforça também o compromisso firmado pela ONU, por meio da Agenda 2030, de saúde para todos, para que ninguém seja deixado para trás. O laboratório vai contribuir para o avanço da atenção primária e o fortalecimento do SUS".

Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais

O número de pacientes notificados com casos de hepatites virais no Brasil aumentou 20% de 2008 a 2018, de acordo com o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2019, divulgado hoje (22/7) pelo Ministério da Saúde. Em 2008, foram registrados 35.370 casos. Dez anos depois, esse número saltou para 42.383. Apesar do aumento, o levantamento apontou queda de 9% no total de mortes, saindo de 2.402 em 2007 para 2.184 em 2017.

Nas vésperas do Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, em 28 de julho, o Ministério da Saúde alerta para a importância do diagnóstico e tratamento da doença. Desde janeiro deste ano foram enviados para todos os estados 24 mil tratamentos completos para hepatite C. A expectativa é que cerca de 50 mil pessoas com infecção pelo vírus C sejam tratadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ainda neste ano. Atualmente, mais de 500 mil pessoas convivem com o vírus C da hepatite e ainda não sabem, já que se trata de uma doença silenciosa que geralmente não apresenta sintomas até que atinja maior gravidade.

Agência Fiocruz de Notícias

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