sede da FAPESP

Pesquisadores de diversas áreas do conhecimento se reuniram na sede da FAPESP, no dia 22 de maio, a fim de tirar dúvidas sobre o processo de submissão de propostas para a 15ª chamada da modalidade Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA), que financia a organização de cursos de curta duração para alunos de pós-graduação do Brasil e do exterior.

O Diálogo sobre Apoio à Organização de Cursos em Pesquisa Avançada apresentou os critérios usados na avaliação e seleção das propostas, que serão recebidas até o dia 9 de agosto.

Os projetos selecionados serão conhecidos no dia 28 de outubro e as escolas ocorrerão a partir de março de 2020.

“Essa é uma modalidade de evento científico que tem a característica de escola. Não é um simpósio, seminário, conferência ou um congresso. Os proponentes devem se preocupar em montar um evento que tenha em torno de 10 dias de duração. No início, devem ser apresentados os fundamentos do tema em questão e, então, evoluir até a ciência de ponta desenvolvida pelos palestrantes convidados”, disse Regina Lúcia Batista da Costa de Oliveira, gerente da Diretoria Científica.

Roberto Marcondes Cesar Junior, membro da Coordenação Adjunta de Ciências Exatas e Engenharias da FAPESP, ressaltou que o programa foi criado com o objetivo de treinar pós-doutorandos e estudantes de pós-graduação e graduação em temas avançados de pesquisa, além de divulgar a infraestrutura de pesquisa de São Paulo, de modo a estimular jovens talentos de diversas partes do mundo a fazer pesquisa no Estado.

“Atrair jovens talentosos para São Paulo é o que vai garantir a continuidade da pesquisa paulista no futuro”, disse.

Por isso metade dos 100 estudantes selecionados e palestrantes convidados devem ser de outros países. Além disso, 50% dos professores devem atuar em instituições de ensino e pesquisa sediadas em São Paulo. Tanto os brasileiros quanto os estrangeiros precisam estar disponíveis para interagir com os alunos e auxiliá-los nas atividades práticas, que devem fazer parte da programação.

“Em muitas escolas tivemos atividades práticas, que envolviam, por exemplo, programação computacional ou realização de experimentos. Esse é um atributo desejado nas propostas”, disse Marcondes Cesar.

Além disso, o programa deve incluir visitas a instalações de pesquisa do Estado de São Paulo, como laboratórios e bibliotecas, não necessariamente relacionadas ao tema dos cursos.

Marcondes Cesar ressaltou a importância da divulgação internacional do evento, a fim de atrair as inscrições de fora do país.

“Publicar anúncios na Nature ou na revista de maior impacto na sua área é uma boa alternativa”, disse.

A programação deve obrigatoriamente prever espaço para que os alunos apresentem seus trabalhos e também para uma apresentação da FAPESP, com o objetivo de divulgar as linhas de financiamento oferecidas.

Ao final, os alunos devem preencher uma avaliação dos diferentes aspectos do evento, como qualidade da organização, qualidade dos minicursos e palestras, interesse dos temas escolhidos, atualidade dos temas escolhidos, oportunidades para intercâmbio com colegas, qualidade das acomodações e da infraestrutura e impacto da Escola para os participantes.

Desde 2009, a FAPESP já apoiou a organização de 75 escolas nas diversas áreas do conhecimento. Já foram abordados temas como doenças negligenciadas, proteômica, metodologia em ciências humanas, arbovirologia, astrobiologia, vacinas, ciência do metano, neurociência social e afetiva e muitos outros.

Para 2019 foram aprovadas 11 escolas, a partir de projetos submetidos na 14ª chamada.

Mais informações sobre a 15ª chamada de propostas da ESPCA – incluindo a relação dos itens financiáveis, critérios de prestação de contas e requisitos do pesquisador responsável – estão disponíveis em espca.fapesp.br/detalhe/chamada/15.

André Julião
Agência FAPESP

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

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