evento sobre o PIPE

Levar informações e tirar dúvidas sobre o Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP são os principais objetivos das palestras que estão sendo realizadas em cidades do interior paulista ao longo do ano pelos coordenadores adjuntos de inovação da Fundação.

O segundo evento de 2019 ocorreu na cidade de Araçatuba, em 24 de abril. O próximo, em 29 de maio, será em Lorena, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Lorena (Acial), na rua Cel. José Vicente, 132.

Durante o ano serão realizadas sete edições do Diálogo sobre Apoio à Pesquisa para Inovação na Pequena Empresa no interior e outras quatro na capital. Em São Paulo, a próxima será em junho.

Os diálogos são uma oportunidade para empreendedores e empresários compreenderem os mecanismos dos projetos PIPE, além de poderem esclarecer dúvidas sobre os procedimentos de submissão, do funcionamento do programa e do apoio financeiro da Fundação.

“Em Araçatuba, me impressionou a grande presença de pessoas de outras cidades da região que foram especialmente acompanhar o evento. Tive contato com cinco alunos de engenharia que vieram de Ilha Solteira, e também com pessoas das cidades de Guararapes, Birigui, Rubiácea, Penápolis e Lins”, disse Lúcio Angnes, membro da coordenação adjunta da diretoria científica da FAPESP na área de Pesquisa para Inovação. “Estiveram presentes cerca de 60 pessoas.”

“A importância das palestras no interior está no incentivo para que empreendedores apresentem projetos ao PIPE, o que pode ser um indutor de novas propostas”, disse Angnes, que participou do encontro em Araçatuba.

“Com a realização dos eventos no interior, passamos a proporcionar diálogos para aqueles que talvez não possam vir a São Paulo nos quatro eventos anuais que acontecem na FAPESP”, disse.

“Além de esclarecer as dúvidas, apresentamos casos de sucesso de empresas que tiveram projeto e chegaram ao mercado com a inovação desenvolvida por eles”, disse Angnes.

Uma das dúvidas presentes nas perguntas da plateia em Araçatuba foi o número de horas que o proponente precisa se dedicar ao projeto PIPE. Muitos daqueles que apresentam um projeto PIPE tem outra atividade, como professor, aluno ou profissional em outra empresa.

“Explicamos que, se a dedicação for exclusiva, o proponente pode almejar uma bolsa da FAPESP para desenvolver o projeto. O tempo mínimo que o coordenador deve se dedicar à coordenação do projeto é de 24 horas por semana, mas nesse caso não será concedida bolsa ao proponente”, disse Angnes.

Os diálogos do PIPE no interior contam com parcerias do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e participação do Serviço Nacional de Aprendizagem (Senai), da Desenvolve SP-Agência de Desenvolvimento Paulista e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O programa apoia a execução de pesquisa científica e/ou tecnológica em pequenas empresas com até 250 empregados, sediadas no Estado de São Paulo. Os projetos são executados por pesquisadores com vínculo empregatício com a empresa ou a ela associados para a sua realização.

Os projetos são realizados em duas fases. A primeira, com duração de até nove meses, tem foco principalmente na demonstração da viabilidade tecnológica da ideia inicial. Tanto pode ser um produto, como um processo ou um serviço. Nessa etapa, os recursos disponíveis são de até R$ 200 mil. A segunda fase é a de desenvolvimento do produto/processo/serviço e tem duração de no máximo 24 meses, com até R$ 1 milhão em valores não reembolsáveis.

O 2º ciclo de análise de 2019 do PIPE, que conta com R$ 15 milhões reservados para atendimento às propostas selecionadas, recebe propostas até 29 de abril.

Mais informações: www.fapesp.br/pipe.

Marcos de Oliveira
Agência FAPESP

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

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