cemitérios oitocentistas

Caroline Rodrigues apresenta, na Unesp de Franca, a dissertação de mestrado Do Sagrado ao Secular: A Contribuição do Saber Médico Para a Construção dos Cemitérios Oitocentistas em 16 de novembro.

Resumo
Em 1832, as cidades de Salvador e do Rio de Janeiro tornam-se sedes das Faculdades de Medicina do Brasil. O contato dessas sociedades com os médicos coloca-as como alvo de seus olhares e críticas. Os novos médicos preocuparam-se com os problemas urbanos, em especial com os sepultamentos, que até então eram realizados no interior das igrejas. Por traz de tal prática havia uma longa tradição religiosa, que, na contramão da perspectiva médica, estabelecia as normas pelas quais os indivíduos deveriam proceder quando se encontravam com a morte.

Os atos fúnebres presentes no Brasil foram entendidos por esses médicos como um problema de saúde publica, tornando-se, assim, parte de seus estudos e inquietações. Diante desse quadro o objetivo maior da presente pesquisa está em pensar como se deu a recepção do discurso médico e quais as alterações que esse conseguiu realizar nas vigentes formas de sepultar. Partindo da analise de escritos médicos, periódicos e legislações, buscaremos compreender o processo de instauração das propostas médicas que culminaram na construção dos primeiros cemitérios, nos moldes higiênicos.

Banca Examinadora

. Jean Marcel Carvalho França – Orientador
. Tânia Regina de Lucca – Unesp/Assis
. Karina Anhezini de Araújo – FCHS

Portal Unesp

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