campanha pelo fim da violência de gênero

A campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres é uma mobilização global da sociedade civil para engajamento na prevenção e na eliminação da violência contra as mulheres e meninas. Anualmente, tem início no dia 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, e vai até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. No Brasil, a iniciativa dura 21 dias, pois tem como marco o dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra. A cor laranja, associada à causa, representa a determinação, criatividade e encorajamento necessários para a construção de um futuro livre de violência baseada em gênero.

Desde 2016, a iniciativa, na Fiocruz, é coordenada pelos professores e pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) Corina Mendes e Marcos Nascimento e promove atividades com o intuito de construir uma cultura institucional voltada ao enfrentamento às várias formas de violência contra mulheres e meninas, entendendo que para tal é necessário refletir sobre gênero, saúde, sexualidade e direitos humanos. “Temos feito isso em um movimento solidário, inclusivo, onde contamos com parceiros e parceiras de diferentes instituições e, assim, vamos formando uma trama bem potente”, conta Corina.

Desde 2008, a iniciativa é apoiada pela campanha “Una-se pelo fim da violência contra as mulheres até 2030” das Nações Unidas (ONU). O secretário-geral da Organização, António Guterres, enfatiza que a mobilização visa aumentar a conscientização, estimular os esforços de defesa e compartilhar conhecimentos e inovações sobre a temática. Em novembro de 2018, Guterres declarou, em evento realizado pela ONU, que o mundo só vai se orgulhar de ser “justo e igualitário” quando as mulheres puderem viver livres do medo e da insegurança cotidiana.

“Quando as instituições deixam de acreditar nas vítimas, permitem a impunidade ou deixam de implementar políticas de proteção, elas enviam uma mensagem bem forte de que toleram e permitem a violência”, afirmou ele. No mesmo evento, na presidência da 73ª Assembleia-Geral da ONU, Maria Fernanda Espinosa informou que 35% das mulheres em todo o mundo já sofreram algum tipo de violência física ou sexual, que ocorre, na maioria dos casos, pelo parceiro íntimo da vítima.

Agenda Laranja

Com o objetivo de fortalecer a campanha de 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres e intensificar o debate, a iniciativa realizou, em 25 de novembro, um encontro com o tema De Cairo a Nairóbi: desafios para sustentar e ampliar a agenda da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, com a assessora de políticas e advocacy para América Latina do Ipas, Beatriz Galli, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), Cristiani Machado, e o coordenador da Rede Brasileira de População e Desenvolvimento (Rebrapd), Richarlls Martins.

Na próxima segunda-feira (9/12) o tema da última sessão da Agenda Laranja de 2019 será Fazer visível o invisível: o casamento infantil e as uniões na América Latina e Caribe, com o especialista em adolescentes e juventude do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) de Nova York, José Roberto Luna. O evento, gratuito e aberto ao público, será realizado, de 11h30 às 13h30, no IFF/Fiocruz (Avenida Rui Barbosa 716, Flamengo, no anfiteatro do Centro de Estudos Olinto de Oliveira).

Everton Lima
IFF/Fiocruz

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