Sociedade

São Carlos

O município de São Carlos, no interior paulista, registrou nos últimos sete anos aumento no número de profissionais com doutorado. Hoje, são mais de 2.530 doutores em uma cidade com aproximadamente 250 mil habitantes – proporção de um doutor para cada 100 moradores, média quase 10 vezes maior que a nacional.

Os dados são de um estudo conduzido por Hamilton Varela, professor do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP).

“A cidade se tornou um grande polo de atração de pessoas capacitadas, elevando seu nível de trabalho. Nossas universidades e institutos de pesquisa estão consolidando cada vez mais suas atividades”, disse José Galizia Tundisi, secretário municipal de Meio Ambiente,

Cadernos de Saúde Pública

Produzida pela Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), a revista Cadernos de Saúde Pública de maio de 2019 dedicou um espaço temático sobre o desastre da Vale, em Brumadinho, Minas Gerais, o mais grave do país, ocorrido em janeiro deste ano. São três artigos que examinam as razões e efeitos do desastre. 

Em um dos artigos, Da política fraca à política privada: o papel do setor mineral nas mudanças da política ambiental em Minas Gerais, Brasil, os autores argumentam que, ao longo dos últimos 20 anos, o setor extrativo mineral vem desenvolvendo um poder de influência desproporcional sobre os agentes públicos em Minas Gerais, Brasil. Associado a esse fenômeno, identificam uma série de alterações na legislação ambiental estadual

trabalho

As formas históricas de escravidão, com cerceamento à liberdade por meio de grilhões e feitores, quase desapareceram no mundo contemporâneo. Mas, com outras ambientações, não menos violentas, condições análogas às do trabalho escravo subsistem e constituem um elo importante nas cadeias produtivas da economia capitalista do século 21.

Essa evidência permeou as apresentações e os debates do seminário internacional “Trabalho escravo contemporâneo e tráfico de pessoas: desafios para a erradicação”, realizado no dia 13 de maio no auditório da FAPESP, em São Paulo.

O evento foi organizado pela Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, do Ministério Público do Trabalho (MPT), em parceria com o Observatório de Direitos Humanos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Global Research Council

A equidade de gênero em pesquisa científica está na agenda na 8ª Reunião Anual do Global Research Council (GRC), que reúne organizações de apoio à pesquisa dos cinco continentes e se encerra em São Paulo nesta sexta-feira (03/05).

Destacou-se no evento um estudo realizado pelo Gender Working Group (GWG, Grupo de Trabalho sobre Gênero do GRC), com levantamento de 53 casos de promoção da participação das mulheres em pesquisa.

Os exemplos analisados contemplaram ações realizadas em 28 países, cobrindo todas as cinco regiões englobadas pelo GRC (Américas, Europa, Ásia, África e Oceania). E foram reunidos em um livreto, já disponível on-line: Supporting Women in Research: Policies, Programs and Initiatives Undertaken by Public Research Funding

revista Cadernos de Saúde Pública

A revista Cadernos de Saúde Pública de abril está no ar abordando a saúde e os direitos da população trans em espaço temático da edição. “No campo da Saúde, a vulnerabilidade de travestis e transexuais pode ser exemplificada pelos alarmantes índices de violência e assassinatos sofridos, pelos agravos relativos à saúde mental e pela alta prevalência do HIV”, destaca o editorial da revista. Simone Monteiro, Mauro Brigeiro e Regina Maria Barbosa assinam o editorial, em que alertam para o fato de que o estigma e a discriminação sexual têm sido apontados como importantes obstáculos ao acesso desse segmento social aos serviços de prevenção e cuidado.

Em março de 2018, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou que,

monitores pesqueiros

No início do mês, aconteceu em Marabá-PA curso de formação de monitores pesqueiros. Foi uma atividade do projeto “Monitoramento e gestão participativa da pesca artesanal como instrumento de desenvolvimento sustentável em comunidades da região amazônica”, o Propesca.

Liderado pela Embrapa, o projeto é executado em parceria com a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), com a Cooperativa de Trabalho, Prestação de Serviços, Assistência Técnica e Extensão Rural (Coopter) e com colônias e associações de pescadores das regiões de atuação do Propesca, que envolve três estados: Tocantins, Pará e Roraima.

A responsável pela coordenação das ações da Unifesspa no projeto é a professora Cristiane Cunha, ligada ao Núcleo de Educação Ambiental (Neam) da universidade.

Amigos do Figueira

Com o objetivo de auxiliar as ações do Núcleo de Apoio a Projetos Educacionais e Culturais (Napec) do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), a direção do Instituto, em parceria com o Escritório de Captação de Recursos da Fiocruz, lançou o programa Amigos do Figueira. A iniciativa visa arrecadar mais recursos para projetos como o Novos Caminhos e o Humanização Hospitalar. O objetivo agora é reforçar a campanha voltada para o De Volta pra Casa, que apoia a desospitalização de crianças internadas por longos períodos. 

De Volta pra Casa propõe a doação de pouco mais de R$1 por dia, o que torna possível ajudar no retorno de pacientes para

Campanha Fiocruz

A Fiocruz iniciou (11/4) a campanha SOS Manguinhos e Brejinho (Cidade de Deus), em diálogo com o serviço de saúde, de assistência social, com organizações comunitárias e lideranças sociais desses territórios para recolhimento de donativos para famílias atingidas pelas enchentes de segunda-feira (8/4). A mobilização acontece por iniciativa do Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc-SN), da Cooperação Social da Presidência, das unidades Fiocruz e do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Farias (CSEGSF) da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). 

O Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), a sede do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) em Jacarepaguá, e o pavilhão de diversas unidades situadas no campus Manguinhos

Revista Radis

"Abenção, vô”. Uma criança de oito anos vem tomar a benção de Dileudo Guimarães, 54 anos, assim que ele entra na Escola Municipal São Pedro, no Quilombo Bom Jardim. O estudante é seu neto Diogo, filho de Dilena, servente da escola. A cena se repete por onde ele passa — seja na localidade onde nasceu, nas proximidades do Lago do Maicá, em Santarém, no oeste do Pará, ou nas comunidades vizinhas, entre os Rios Amazonas e Tapajós. Além de seus netos e afilhados, são conhecidos que guardam o costume, por respeito, de tomar a benção dos mais velhos. Na trilha pela mata, que corta o quilombo, Dileudo rememora histórias da terra onde nasceram seus antepassados

OTSS Bocaina

Como uma tecnologia social pode ser incorporada no dia-a-dia de uma comunidade tradicional? O intercâmbio de saberes entre a academia e os povos e comunidades que vivem no território da Bocaina é o eixo norteador da política de atuação do Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS). Nesse contexto, desde 2009, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) apoia iniciativas da Fiocruz na região, no campo da saúde territorializada, ou seja, ações que constroem um ambiente saudável por meio de práticas sustentáveis que dialoguem com o modo de vida de caiçaras, indígenas e quilombolas.

A pauta central das ações desenvolvidas pelo OTSS é a promoção da saúde. Esse tema se amplia para olhar os

programa Ciência Aberta

Com 14% da população com mais de 60 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil continua sendo um país de jovens. No entanto, a tendência é que siga envelhecendo cada vez mais rápido.

Na avaliação de pesquisadores e especialistas que participam do segundo episódio do programa Ciência Aberta em 2019, com lançamento nesta terça-feira (09/04), o país não se preparou para o aumento na proporção de idosos, que era de 10,8% em 2010 e de apenas 4,1% em 1940. O programa é uma parceria da FAPESP com o jornal Folha de S. Paulo.

“Enquanto os países desenvolvidos enriqueceram primeiro, para depois envelhecer, nós estamos envelhecendo com pobreza. E não só