Sociedade

debate

Durante as comemorações dos 65 anos da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), realizado de 3 a 6 de setembro, uma dos temas em debate foi o suicídio, fato violento que mais mata no mundo, segundo a pesquisadora do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/Ensp), Cecilia Minayo. A mesa-redonda intitulada Falar é a melhor solução: Setembro Amarelo, realizada em 5 de setembro, contou com participação de pesquisadores do tema que abordaram diferentes aspectos sobre o suicídio, como suicídio de idosos, comportamento suicida na infância e adolescência, comportamento suicida na formação médica pediátrica, além da crise do suicídio indígena no Brasil. 

A pesquisadora emérita da Fiocruz e coordenadora científica

Há 30 anos, as Nações Unidas aprovaram a Convenção sobre os Direitos da Criança. O documento, assinado também pelo Brasil, reconhece o papel do Estado na luta contra a exploração econômica e na proteção da infância dos trabalhos considerados perigosos, que possam trazer riscos à saúde física e mental ou interfiram na educação nessa fase da vida. De olho nesse marco histórico, a reportagem de capa da Revista Poli, editada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), traz os números e apresenta as diferentes realidades do trabalho infantil no país. 

Em outra reportagem, você vai conhecer as diferentes propostas de recriação do Fundeb, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos

depressão

O Setembro Amarelo é o mês de prevenção ao suicídio, uma campanha importante para abordar um fenômeno complexo. O objetivo é estimular o debate sobre o tema para garantir ajuda e atenção adequadas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a segunda maior causa de morte no mundo entre a população de 15 a 29 anos. Anualmente, mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida, porém nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. Embora, em 2019, os índices terem caído globalmente, a taxa entre adolescentes que vivem nas grandes cidades brasileiras aumentou 24% entre 2006 e 2015, segundo pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

indígenas

São 9,6 milhões de hectares entre os estados de Amazonas e Roraima em uma região rica em minérios. Nela, vivem cerca de 26 mil indígenas ianomâmis que têm sido altamente impactados pela presença de garimpeiros ilegais. Recentemente, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) chamou atenção para os dados preliminares de uma pesquisa inédita que revela a contaminação por mercúrio em mulheres e crianças, das aldeias de Maturacá e Ariabu, localizadas na Região de Maturacá no estado do Amazonas. De acordo com o estudo que analisou amostras de cabelo de quase 300 indivíduos, 56% dos indígenas apresentaram concentrações de mercúrio acima do limite estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 2 microgramas por grama

Tiago Lopes Marques

Elaborar projetos de leis e debater na Câmara Federal temas de grande importância para a sociedade brasileira. Essas são algumas das atribuições de um deputado federal. No entanto, essas mesmas funções também serão exercidas durante sete dias por estudantes de ensino médio de escolas públicas e particulares de todo o país, por meio do Programa Parlamento Jovem Brasileiro. Dos 78 selecionados, a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) vai ter um representante – Tiago Lopes Marques, de 16 anos, aluno do 2º ano do ensino médio, da habilitação de Gerência em Saúde, foi aprovado no programa e irá vivenciar na prática o trabalho dos deputados federais, de 23 a 27 de setembro, em Brasília.

doação de sangue inter-religiosa

Ação pretende combater a intolerância religioso doando vida

No domingo, 01 de setembro, o Instituto Expo Religião que é composto por diferentes segmentos religiosos (Católico, Budismo, Evangélico, Fé Bahá’í, Hare Krishna, Judaísmo, Muçulmanos, Umbanda, Matrizes Africanas, Espiritismo, Paganismo, Xamanismo, Indígena, Catimbó, Mórmon) e 02 segmentos não religiosos (Maçonaria e Ciganos), irá  realizar uma Ação Social, reúne pelo segundo ano consecutivo, diversos Líderes Religiosos e suas comunidades, com seus trajes, em uma grande doação de sangue no Hemorio, às 8h.

Luzia Lacerda, idealizadora do Instituto e organizadora da ação, convida todos os interessados em ajudar, e comenta que a proposta é além de fazer o bem, trazer a conscientização das pessoas de que todos são irmãos

Fiocruz e UNFPA

Intensificar a cooperação Sul-Sul por meio de promoção da saúde para crianças e jovens, assim como saúde materna, direito reprodutivo e combate à violência de gênero. Essas foram as prioridades identificadas para o início do trabalho em parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). As instituições assinaram um Memorando de Entendimento (MdE) em julho, paralelo ao Fórum Político de Alto Nível para o Desenvolvimento Sustentável, na sede da UNFPA em Nova York.

Profissionais da Fundação e do UNFPA se reuniram na Fiocruz entre os dias 7 e 9 de agosto para definir as ações iniciais a serem tomadas e preparar um documento que será apresentado em

indicadores

O Centro de Estudos da Metrópole (CEM) desenvolveu uma nova plataforma que permite a qualquer interessado verificar em mapas e gráficos interativos os números absolutos e relativos sobre como se distribuem distintos grupos populacionais na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

Intitulada ReSolution, acrônimo para Resilient Systems for Land Use Transportation (Sistemas Resilientes para Transporte Terrestre), a inovação acaba de ser lançada e pode ser consultada em http://200.144.244.157:8000/resolution. O CEM é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP.

O portal ReSolution apresenta 97 variáveis absolutas e relativas. Uma delas é a concentração da população branca, amarela, parda e negra na RMSP, informada por meio do indicador cor-etnia. Na região central

Artefatos de pedra lascada

Um grupo de arqueólogos e geólogos de universidades brasileiras afirma ter descoberto os mais antigos indícios da saída de hominídeos da África, considerada o berço da humanidade. As camadas geológicas em que foram encontrados seixos lascados e lascas, oriundos de escavações feitas entre 2013 e 2016 no vale do rio Zarqa, na Jordânia, foram datadas por três métodos distintos e atingiram a idade máxima de aproximadamente 2,5 milhões de anos.

Se os dados estiverem corretos, esses artefatos líticos teriam sido produzidos pelas mãos de humanos arcaicos pertencentes a populações de Homo habilis, a primeira espécie conhecida do gênero Homo, 400 mil anos antes do registro considerado até agora como o mais antigo da presença de

Fundação Oswaldo Cruz

Entre maio e outubro de 2015, pesquisadores entrevistaram cerca de 17 mil pessoas com idades entre 12 e 65 anos, em todo o Brasil, com o objetivo de estimar e avaliar os parâmetros epidemiológicos do uso de drogas. O 3° Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira foi coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e contou com a parceria de várias outras instituições, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e a Universidade de Princeton, nos EUA.

A divulgação da pesquisa científica destinada à realização do 3° Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira é o primeiro resultado de entendimentos iniciais entre a Secretaria

Susam reunirá parteiras indígenas

Um total de 45 parteiras de diferentes etnias indígenas estarão reunidas na comunidade Uaretê, de São Gabriel da Cachoeira (Amazonas), nos dias 6 e 7 de agosto, para a realização da 15ª oficina de troca de saberes do projeto Redes vivas e práticas populares de saúde: conhecimento tradicional das parteiras e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da rede de atenção à saúde da mulher no Estado do Amazonas. O projeto é desenvolvido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório de História, Políticas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), e conta com aporte financeiro do Ministério da Saúde