Meio Ambiente

Mapeamento

Recentemente, foi noticiado que florações de algas no sistema de reservatórios em cascata do rio Tietê provocaram a morte de peixes e afastaram turistas no noroeste paulista. Em razão desse problema, o Laboratório de Instrumentação de Sistemas Aquáticos (LabISA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) fez uma análise do local por meio de imagens de satélite e coleta de dados.

Os pesquisadores do LabISa concluíram que esses eventos são mais frequentes e intensos durante o verão, porque tanto o aumento da temperatura quanto a maior disponibilização de nutrientes no reservatório estimulam o processo de eutrofização no sistema aquático, o que favorece o desenvolvimento de algas. A eutrofização é o processo pelo qual um

leguminosa recupera pastagens

Pesquisadores da Embrapa criaram uma cultivar de leguminosa capaz de servir de forragem para solos de média fertilidade. A nova forrageira tem alto potencial para fixação biológica de nitrogênio (FBN) e é capaz de acrescentar ao solo até 248 kg do elemento por hectare, anualmente, o que a torna ótima opção para a recuperação de pastagens degradadas.

Chamada de Estilosantes Bela, a cultivar foi desenvolvida por pesquisadores da Embrapa Cerrados (DF) e da Embrapa Gado de Corte (MS), em parceria com a Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras (Unipasto). O objetivo do trabalho foi melhorar o desempenho de bovinos, de rebanhos leiteiros ou de corte, por meio de seu emprego em

Enchente em Trizidela do Vale

Quando ocorre uma enchente – algo tão comum no cotidiano das cidades brasileiras – os alertas gerados pelos centros de monitoramento são fundamentais para preparar a população e evitar a perda de vidas.

Esses centros trabalham com dados obtidos por instrumentos científicos que auxiliam na previsão, mas há outros tipos de informação também importantes, que podem contribuir para diminuir o impacto de desastres. São as notificações enviadas pelos próprios moradores dos locais afetados, que conhecem melhor do que qualquer um a dimensão do problema.

O transtorno causado pelas enchentes tende a aumentar em decorrência das mudanças climáticas globais. Por conta disso, um novo projeto de pesquisa pretende investigar como melhorar o fluxo de informações entre

queimada

Cientistas concluíram que a presença das cinzas das queimadas altera a composição química do solo e, quando ocorre o escoamento superficial após uma chuva, substâncias presentes nelas atingem as águas subterrâneas e superficiais, contaminando-as. Compostos nitrogenados e potássio, especialmente, se solubilizam na água e, em altas concentrações, se tornam tóxicos às espécies aquáticas e aos organismos do solo e também afetam a qualidade da água.

Esses resultados são importantes porque, ao longo do tempo, o fogo tem sido utilizado na agricultura como estratégia para o manejo de áreas. As cinzas das queimadas são compostas por grande quantidade de nutrientes (cálcio, fósforo, magnésio, nitrogênio, entre outros) que fertilizam o solo, e, por isso, favorecem o crescimento

plantas do Cerrado

“As pessoas só dão valor para aquilo que conhecem.” Foi este pensamento que inspirou a pesquisadora Giselda Durigan a coordenar a empreitada coletiva que resultou no livro Plantas pequenas do Cerrado: biodiversidade negligenciada.

Com 720 páginas, quase todas ilustradas com deslumbrantes fotos coloridas, o livro apresenta um levantamento exaustivo das plantas de pequeno porte, que são o sustentáculo do Cerrado.

Destinada à distribuição gratuita para bibliotecas, institutos de pesquisa e estudiosos, e também disponibilizada em arquivo PDF aberto para todos os interessados, a obra teve sua publicação financiada pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Durigan, pesquisadora do Instituto Florestal do Estado de São Paulo, explica que a publicação é resultado de

Lagarta Anticarsia gemmatalis

Estudos realizados por pesquisadoras da Embrapa Meio Ambiente (SP) avaliaram a bioatividade de extratos de quatro plantas no combate às lagartas Helicoverpa armigera e Anticarsia gemmatalis, duas importantes pragas agrícolas. As cientistas descobriram que os extratos das espécies vegetais Clerodendrum splendens, Conyza canadensis, Tithonia diversifolia e Vernonanthura westiniana produzem efeitos com potencial para controlar os insetos, como redução de peso ou do consumo de folhas e, no caso da A.gemmatalis, foram encontrados efeitos inseticidas com até 80% de mortalidade. Os resultados abrem oportunidades para o desenvolvimento de produtos naturais a serem usados em cultivos orgânicos, ou mesmo o emprego dessas plantas para a síntese de novos compostos inseticidas.

As cientistas avaliaram cada planta diluída em

espécies de borboletas

Em meio ao caos urbano da movimentada Avenida Brasil, principal via da cidade do Rio de Janeiro com mais de 58km de extensão, os 800 mil metros quadrados do campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, na zona Norte, destacam-se não somente por suas magníficas estruturas arquitetônicas, como a do Castelo Mourisco - tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) -, mas também por sua rica biodiversidade, se tornando inspiração para visitantes, funcionários e pacientes que transitam rotineiramente pelo local. 

Atuando como uma espécie de refúgio para a fauna brasileira que resiste bravamente à destruição de seus habitats naturais devido ao intenso processo de urbanização do entorno, o campus é o local

eucalipto

A soja é mais tolerante à sombra das árvores em um sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) do que o milho. Essa é uma das conclusões da avaliação de cinco anos de diferentes configurações de sistemas integrados realizada no maior experimento de ILPF conduzido pela Embrapa, em Sinop (MT).

De acordo com resultados publicados por pesquisadores da Embrapa Agrossilvipastoril (MT), a lavoura de soja só apresentou redução na produtividade devido à menor incidência de sol a partir do quarto ano de implantação dos sistemas. Já o milho, cultivado em segunda safra, apresentou queda da produtividade desde o terceiro ano agrícola.

A pesquisa foi feita em um experimento de 72 hectares, em que sistemas de produção de

Polinização

Das 191 plantas cultivadas ou silvestres utilizadas para a produção de alimentos no Brasil, com processo de polinização conhecido, 114 (60%) dependem da visita de polinizadores, como as abelhas, para se reproduzir. Entre esses cultivos estão alguns de grande importância para a agricultura brasileira, como a soja (Glycine max), o café (Coffea), o feijão (Phaseolus vulgaris L.) e a laranja (Citrus sinensis).

Esse serviço ambiental (ecossistêmico), estimado em R$ 43 bilhões anuais, fundamental para garantir a segurança alimentar da população e a renda dos agricultores brasileiros, tem sido ameaçado por fatores como o desmatamento, as mudanças climáticas e o uso de agrotóxicos. A fim de combater essas ameaças, que colocam em risco a produção de

editorial publicado na revista Science

O físico Paulo Artaxo, membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) e membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (IPCC), assina, a convite da Science, o editorial da edição atual da revista, uma das mais respeitadas publicações científicas.

No texto Working together for Amazonia, Artaxo destaca a necessidade de fortalecer o papel da ciência na elaboração de políticas ambientais e econômicas sustentáveis, face ao crescimento do desmatamento.

Em outro trecho, o professor titular do Instituto de Física da Universidade de São Paulo diz que a floresta tropical é um tesouro brasileiro que deve ser bem mantido para esta e as futuras gerações.

túnel de vento do IPT

Projeto do IPT aprofunda conhecimentos para avaliação de risco de queda; tipuana e eucalipto foram estudados

O início do período de chuvas nas grandes cidades não traz apenas problemas relacionados a deslizamentos de terra e às inundações, mas também um aumento no número de queda de árvores, causando problemas na circulação de veículos, prejuízos em edificações e, o mais grave, riscos de acidentes para a população. Para diminuir as incertezas da análise de risco de queda, um projeto iniciado em 2015 em parceria entre o Laboratório de Árvores, Madeiras e Móveis e o Laboratório de Vazão, ambos do IPT, avaliou durante três anos o comportamento das árvores sob a força do vento.

A ferramenta empregada pelos