Meio Ambiente

cidades médias

Pesquisa constata que município do interior de Tocantins passa a ter status de capital

A expansão da fronteira agrícola em direção à Amazônia, na última década, tem um componente urbano que muitas vezes passa despercebido, com o desenvolvimento de cidades de porte médio que passam a cumprir funções que antes eram exclusivas das capitais estaduais e grandes centros, diz a dissertação de mestrado “Fronteira e reestruturação produtiva na Amazônia Brasileira (2003-2013): um estudo sobre a mudança na hierarquia urbana do município de Araguaína (TO) na Amazônia Oriental”, defendida por Evaldo Gomes Júnior no Instituto de Economia (IE) da Unicamp.

“Chamo isso de fronteira agrícola de conteúdo urbano. Ela avança, do ponto de vista produtivo,

Meio Ambiente

Altas concentrações na Santa Genebra, em Campinas, se assemelham a índices de regiões industriais da China

Uma pesquisa da Unicamp conduzida pela bióloga Ângela Cruz Guirao constatou altas concentrações de fósforo (P) e nitrogênio (N) na Mata de Santa Genebra, situada na região oeste de Campinas, no distrito de Barão Geraldo. Conforme o estudo, as taxas encontradas na unidade de conservação de uso sustentável do município se assemelham a índices de regiões industriais da China, país que apresenta os mais altos valores do mundo, devido à poluição atmosférica provocada pela industrialização.

Elevadas taxas destes nutrientes geram diversos impactos no ecossistema da Mata, considerada como o maior fragmento florestal de Campinas, com 251 hectares de

Dos 26 estados brasileiros, apenas São Paulo possui uma comissão e uma política de conservação, restauração e uso sustentável da biodiversidade – elaborada com apoio do Programa BIOTA-FAPESP

A aprovação recente do novo marco legal da biodiversidade do Brasil – que regulamenta o acesso ao patrimônio genético de plantas e animais nativos brasileiros e ao conhecimento tradicional associado – representou um grande avanço do país nesse seara, avaliam pesquisadores da área.

Agora, a comunidade científica espera que o país dê mais um importante passo nesse campo e ratifique, nos próximos meses, o Protocolo de Nagoya – acordo internacional sobre o acesso a recursos genéticos e a repartição justa e equitativa dos benefícios de sua utilização, estabelecido em 2010 pela Convenção sobre Biodiversidade Biológica (CDB) da Organização das Nações Unidas (ONU).

A expectativa foi ressaltada pelo secretário executivo da CDB, o brasileiro Braulio

Hilton Silveira Pinto, da Unicamp, é um dos entrevistados do programa SP Pesquisa

O 12º programa SP Pesquisa, que será exibido pela TV Cultura no sábado (13/06) e pela Univesp TV no domingo (14/06), vai tratar do impacto do aquecimento global na produção agrícola brasileira e mostrar iniciativas de pesquisas que buscam garantir a produção de alimentos num cenário de mudanças climáticas.

Os pesquisadores estimam que o aumento da temperatura e as mudanças no regime de chuvas impactarão as culturas que sustentam o agronegócio no Brasil.

As perdas projetadas podem chegar a R$ 7 bilhões. A soja, por exemplo, poderá registrar perdas de até 12% na produção nos próximos 10 anos.

A equipe do programa SP Pesquisa foi até Jaguariúna, no interior paulista, registrar um experimento inédito

Dados analisados são armazenados num sistema de banco de dados

Em 30 anos de pesquisas e monitoramento, foi possível entender a interação entre plantios florestais e a água

Com o objetivo de avaliar o impacto do manejo florestal sobre os recursos hídricos, o Programa Cooperativo sobre Monitoramento e Modelagem de Bacias Hidrográficas (Promab), que faz parte do Instituto de Pesquisa e Estudos Florestais (IPEF), monitora, constantemente, 21 microbacias experimentais em empresas do setor florestal. O projeto é coordenado pelo professor Silvio Ferraz, do Departamento de Ciências Florestais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba. Além de Ferraz, colabora no programa o professor colaborador permissionário do departamento e idealizador do Promab, Walter de Paula Lima. No IPEF, o programa é

Serão apoiadas pesquisas na Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado

A FAPESP e o Natural Environment Research Council (NERC), do Reino Unido, convidam pesquisadores a enviarem propostas para a chamada com o tema “Understanding and Sustaining Brazilian Biome Resources”.

A chamada está aberta a submissões conjuntas de pesquisadores brasileiros e britânicos e tem apoio, no Reino Unido, do Newton Fund.

FAPESP e NERC pretendem, por meio da chamada, apoiar pesquisas em biomas brasileiros – incluindo a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, a Caatinga e o Cerrado – que possam melhorar o conhecimento: do papel da biodiversidade no funcionamento de ecossistemas; dos promotores e do impacto de mudanças; e de alternativas de gerenciamento e de restauração.

O NERC disponibilizará até £ 2 milhões para financiar

Estrutura experimental para testes das futuras instalações do AquaLab

Laboratório do Instituto Oceanográfico funcionará em área cedida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura

Um local para o desenvolvimento da aquicultura (técnica de cultivo de animais e plantas aquáticos) com o uso sustentável do ambiente marinho e um laboratório didático flutuante para práticas de criações no mar. Esse é propósito do AquaLab, um projeto do Instituto Oceanográfico (IO) da USP que deve ser implantado no mar da Enseada do Flamengo, no município de Ubatuba, no Estado de São Paulo.

O primeiro passo para a instalação dessa fazenda marinha foi realizado no dia 14 de abril com assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica entre a USP e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA)

Em junho, projeto educativo estará nos municípios de Três Rios (Rio) e Belo Horizonte (Minas) com oficinas pedagógicas para abordar a articulação entre os temas de saúde e meio ambiente em sala de aula

Em junho, a equipe da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), projeto educativo, coordenado pela vice-presidência de Ensino, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), estará nos municípios de Três Rios (Rio de Janeiro) e Belo Horizonte (Minas Gerais), para oferecer as oficinas pedagógicas aos professores locais, abordando a articulação entre os temas de saúde e meio ambiente em sala de aula. As atividades em ambas as cidades integram a programação de atividades da Olimpíada pensadas para a Semana do Meio Ambiente,

As projeções do IPCC, do Inpe e de outros grupos apontam para um aumento dos extremos hidrológicos na região

Seca e cheia são fenômenos naturais na Amazônia, aos quais as comunidades ribeirinhas encontram-se bem adaptadas. Nos últimos anos, porém, esses eventos têm se tornado mais extremos, deixando moradores de locais remotos cada vez mais sujeitos à escassez de água, alimentos e sem acesso a transporte, serviços de saúde ou de ensino.

As conclusões são de um estudo conduzido por Patricia Pinho, professora visitante do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP) e associada da rede INCLINE de pesquisas interdisciplinares em mudanças climáticas. Os dados foram apresentados durante a FAPESP Week UC Davis in Brazil – evento que reuniu em maio 26 cientistas da Universidade da Califórnia (UC)

As baleias-jubarte são encontradas desde o sul ao extremo norte da costa brasileira

Pesquisadora avalia saúde de baleias-jubarte na costa do Brasil e sua relação com o ambiente e o homem

A partir de análises visuais, estudos de campo e autópsias, a pesquisadora Kátia Regina Groch estudou a saúde das baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae) na costa brasileira. Em sua pesquisa realizada na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, ela analisou como se dá a interação do animal com as atividades humanas na região, com sua própria espécie, com animais predadores e qual o impacto na sua sanidade.

As baleias-jubarte são uma das 14 espécies de cetáceos da subordem dos Misticetos, os quais possuem barbatanas no lugar de dentes. Com até 16 metros de comprimento, sua grande

herbívoros

Artigo é publicado na revista revista Science Advances

O declínio dos grandes herbívoros do mundo, especialmente na África e partes da Ásia, está levantando o espectro de uma "paisagem vazia" em alguns dos ecossistemas mais diversos do planeta. Muitas populações de animais como rinocerontes, zebras, camelos, elefantes e antas estão diminuindo ou ameaçadas de extinção em cerrados, savanas, desertos e florestas, dizem os cientistas.

Uma equipe internacional de ecólogos animais selvagens que conta com a participação do Professor de Ecologia da Unesp de Rio Claro, Mauro Galetti, realizou uma análise abrangente de dados sobre maiores herbívoros do mundo (mais de 100 kg), incluindo o estado de ameaça de extinção, ameaças e consequências ecológicas de declínio.