Meio Ambiente

bovinos

Uma estimativa realizada pela Embrapa Pecuária Sul (RS) chegou ao valor aproximado gasto anualmente pelo pecuarista gaúcho com a miíase, popularmente conhecida como bicheira: R$ 171.420.022,00. O estudo levou em conta apenas os gastos com medicamentos e mão de obra, deixando de fora outros aspectos de difícil mensuração, como a perda de peso dos animais e a depreciação do couro dos bovinos e da lã dos ovinos.

O problema é provocado pela mosca Cochliomyia hominivorax, que deposita ovos nas feridas dos animais (veja quadro abaixo). Por esse motivo, os especialistas recomendam preservar o rebanho de ferimentos, com a utilização de cercas adequadas, e sempre tratar cicatrizações geradas por procedimentos cirúrgicos como castrações, por exemplo (veja

águas da Amazônia

Um novo estudo verificou que a teia alimentar microbiana responde pela maior parte do carbono circulante em lagos, várzeas e planícies inundáveis da Amazônia.

“Nosso trabalho concluiu que a quantidade de carbono que circula na teia alimentar microbiana das regiões alagáveis amazônicas é até 10 vezes maior do que o carbono circulante na cadeia alimentar clássica, que envolve fitoplâncton e zooplâncton”, disse Hugo Miguel Preto de Morais Sarmento, professor no Departamento de Hidrobiologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Apoiado pela FAPESP, o estudo foi publicado na revista Hydrobiologia.

Pela sua enorme extensão, a Amazônia tem papel fundamental no ciclo de carbono do planeta – que precisa ser compreendido para se poder mensurar a

deslizamentos de terra

Aplicando metodologias integradas de geotecnia e geofísica, o pesquisador do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) Cassiano Antonio Bortolozo realizou estudos em área de risco de deslizamentos no município de Campos do Jordão (região serrana do Estado de São Paulo).

Segundo o Cemaden, os resultados podem contribuir para a prevenção de impactos em edificações construídas em solos vulneráveis a movimento de massa e deslizamentos. Também devem auxiliar nos cálculos de edificações de muros de contenção para prevenção de deslizamentos de terra.

A pesquisa se valeu de sondagens geotécnicas e levantamentos geofísicos para mostrar o histórico dos impactos e as causas de deslocamento de construções, principais estruturas envolvidas no movimento (entre rochas,

solo silte argiloso

Com o objetivo de avaliar uma área de encosta degradada e seu projeto de recuperação ambiental, uma equipe de pesquisadores e técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) realizou uma série de estudos geológico-geotécnicos no município de Monte Alegre do Sul, localizado na região administrativa de Campinas. O relatório final do trabalho, feito por meio do Programa de Apoio Tecnológico aos Municípios (Patem), foi entregue em dezembro de 2018 à prefeitura da cidade.

Responsável pelos estudos e pesquisador da Seção de Investigações, Riscos e Desastres Naturais do IPT, Claudio Luiz Ridente Gomes explica que a área em questão, conhecida como cascalheira, localizada na Avenida Vizinha Fornari, foi utilizada no passado como para empréstimo de solo silte

Equipamentos recém-ancorados no meio do oceano

Pesquisadores brasileiros vão monitorar a resposta do Atlântico às mudanças climáticas. Equipamentos recém-ancorados no meio do oceano – e a quase quatro quilômetros (km) de profundidade – detectarão variações de salinidade, temperatura e velocidade das correntes marítimas.

O objetivo é averiguar possíveis alterações na circulação oceânica, algo que pode ter consequências para o sistema climático do planeta. No caso do Brasil, além de aumento do nível do mar, os padrões de precipitação no litoral seriam afetados, impactando a produção agrícola e a vida nas cidades.

É a primeira vez que o monitoramento de mudanças na circulação oceânica no Atlântico Sul ocorre em pontos tão estratégicos e distantes da costa – a 1.950 km do litoral

Paulo Nogueira-Neto

O ambientalista Paulo Nogueira-Neto foi responsável pela criação de 26 reservas, estações ecológicas e outras unidades dedicadas à proteção do meio ambiente. Entre 1974 e 1986, tornou-se o primeiro titular da Secretaria Especial do Meio Ambiente (Sema), cargo equivalente ao atual ministério da área. Um dos criadores e professor titular do Departamento de Ecologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), o biólogo paulistano Nogueira-Neto morreu de falência múltipla dos órgãos na segunda-feira (25/02), em São Paulo, aos 96 anos. Membro da comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre ecologia, é considerado o pai da política ambiental brasileira.

A bióloga Vera Imperatriz Fonseca, do Instituto Tecnológico Vale, conta que, entre 1938

Oecleus sergipensis

Pesquisadores descobriram, em Sergipe, uma nova espécie de cigarrinha capaz de hospedar o agente causador do Amarelecimento Letal do Coqueiro (ALC), grave doença que pode chegar ao Brasil e que já se encontra em alerta sanitário desde 2013.

Batizada de Oecleus sergipensis (em alusão ao nome do estado onde foi descoberta), é a primeira cigarrinha do gênero Oecleus Stål com ocorrência registrada em território brasileiro.

Sua descoberta é resultado de um esforço internacional de pesquisa para identificar potenciais vetores do ALC em regiões produtoras de coco. Os estudos envolvem a Embrapa, universidades e instituições de pesquisa do Brasil e do exterior, como o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), da

predadores

Herbívoros, onívoros, carnívoros, insetívoros, frugívoros, carniceiros e decompositores. Os ecossistemas da Terra funcionam em uma formidável teia de interações entre plantas, animais, insetos, fungos e microrganismos. Uma parte fundamental dessas interações reside no equilíbrio da cadeia alimentar entre predadores e herbívoros, que regula a produção vegetal do planeta.

Esse equilíbrio entre predadores e presas que se alimentam de plantas pode ser alterado em decorrência das futuras mudanças climáticas. A conclusão é de uma pesquisa apoiada pela FAPESP e publicada na revista Nature Climate Change.

"No estudo, traçamos as causas dessas mudanças e demonstramos que elas são explicadas por componentes do clima, especialmente da temperatura, que serão alterados no futuro", disse Gustavo Quevedo Romero, professor do

Problemas decorrentes de inundações, enchentes e alagamentos

A adoção de sistemas de infraestrutura verde tem potencial para contribuir na redução do pico de vazão de escoamento superficial e, consequentemente, das enchentes na área de um córrego localizado no bairro da Lapa, na cidade de São Paulo: esta é a conclusão das simulações feitas na pesquisa do tecnólogo em Hidráulica e Saneamento Ambiental, Paulo Roberto Santos Corrêa de Carvalho, que foi defendida no Mestrado Profissional em Habitação: Planejamento e Tecnologia do IPT. A orientação da dissertação ficou a cargo do pesquisador Luciano Zanella, do Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento.

Problemas decorrentes de inundações, enchentes e alagamentos nas grandes cidades estão cada vez mais frequentes e intensos por conta da urbanização, impermeabilização dos

desastre em Brumadinho

A volatilidade de preços é uma característica intrínseca às commodities, como os minérios de ferro. Nas últimas cinco décadas, por exemplo, esses produtos passaram por diversos ciclos de valorização seguidos por períodos de desvalorização.

Um estudo feito por pesquisadores canadenses, com base na análise de 143 desastres em mineração reportados no mundo entre 1968 e 2009, apontou que há uma correlação entre os ciclos de alta e de baixa dos preços dos minérios no mercado internacional com rompimentos de barragens de rejeitos.

A explicação dos pesquisadores para essa correlação é que, em períodos de elevação dos preços dos minérios, normalmente os procedimentos de licenciamento e de execução da construção de barragens de rejeitos são acelerados

programa Conexão Ciência

Apesar do avanço da tecnologia, ainda é bastante comum o uso de técnicas primitivas na atividade agrícola, como o fogo. Em entrevista ao programa Conexão Ciência, o pesquisador da Embrapa Cerrados Eduardo Cyrino de Oliveira Filho falou como as cinzas de queimadas podem ser prejudiciais para o solo e para água.

 De acordo com estudo realizado no âmbito do projeto “Queimadas e recursos hídricos”, a presença das cinzas das queimadas altera a composição química do solo e pode alterar o PH e o oxigênio quando elas atingem a água dos rios. “Esses dois parâmetros são fundamentais para a sobrevivência de algumas espécies. Testamos peixes, microcrustáceos e moluscos e os dois primeiros foram as espécies mais