Meio Ambiente

nascente de um rio no Cerrado

O Brasil possui a maior reserva terrestre de águas superficiais, além de duas das maiores áreas úmidas do mundo – o Pantanal Mato-Grossense e a Bacia Amazônica – e vastos reservatórios de água subterrânea. Essa abundância de água, porém, não garante a segurança hídrica do país.

O recurso natural está distribuído de forma bastante desigual pelo território nacional e, sem investimentos em infraestrutura para garantir o abastecimento, 74 milhões de brasileiros podem sofrer com a falta d’água até 2035.

As conclusões são do relatório temático “Água: biodiversidade, serviços ecossistêmicos e bem-estar humano no Brasil” e de seu respectivo sumário para tomadores de decisão, lançados nesta quinta-feira (08/8), durante o 15º Congresso Brasileiro de Limnologia, em

floresta amazônica

Dentre os diversos fatores que influenciarão o modo como a Amazônia vai reagir às mudanças climáticas está a escassez do elemento fósforo na floresta. Esta foi a conclusão de um estudo que realizou simulações usando 14 modelos computacionais de vegetação para entender o que acontecerá com as árvores da região.

Em artigo publicado na revista Nature Geoscience nesta segunda-feira (05/8), um grupo de pesquisadores liderado pelo ecólogo David Lapola, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mostra que o solo pobre em fósforo da floresta pode impedir as árvores de reagir ao aumento de gás carbônico atmosférico associado às mudanças climáticas.

Calcular qual será a reação da cobertura vegetal com a mudança do clima é um

desmatamento e degradação florestal

Embora o Brasil seja o país que mais avançou na implementação do REDD+ (sigla em inglês de Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation), ainda há questões de governança que podem afetar os resultados obtidos por meio desse mecanismo de financiamento do clima.

A iniciativa prevê pagamento aos países em desenvolvimento que reduzirem suas emissões de gases de efeito estufa por desmatamento e degradação florestal. Do total de US$ 1,2 bilhão recebidos pelo Brasil entre 2008 e 2018, apenas 33% foram desembolsados até abril de 2018, segundo estudo feito na Universidade de São Paulo (USP) e publicado na revista Climate Policy. Responsável pela administração dos recursos, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

araucária

A exploração intensiva de madeira praticada no Sul do Brasil a partir do século 19 é, em boa medida, responsável pelo fato de a araucária (Araucaria angustifolia) ser hoje uma espécie em risco extremo de extinção. Contudo, dados de um estudo ainda em andamento sugerem que em outro momento da história a ação humana beneficiou a expansão dessa conífera na Mata Atlântica, ajudando a moldar a região hoje conhecida como Mata de Araucárias, que se estende por Paraná, Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul.

“A forma como a espécie está hoje distribuída parece ter tanto influência climática quanto antrópica. O que não sabemos é se foi algo ocasional ou se os humanos

Elefante africano

O elefante africano da floresta (Loxodonta cyclotis) é conhecido por sua capacidade de atuar como “jardineiro”. À medida que transita pelas florestas tropicais africanas, o animal espalha um vasto número de sementes de frutas, de uma grande diversidade de árvores das quais se alimenta. Dessa forma auxilia a germinação de mais de cem espécies de árvores, que também fornecem alimento ou servem de abrigo para primatas, pássaros e insetos.

Um estudo internacional, com a participação de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Embrapa Informática Agropecuária, concluiu que o papel desempenhado pelo elefante africano da floresta nas florestas tropicais africanas, porém, vai muito além de dispersor de sementes. Os pesquisadores constataram que o

Reunião Anual da SBPC

Alvo de recente questionamento, o aumento no desmatamento na Amazônia nos últimos meses, em comparação com 2018, é incontestável. O aumento foi apontado pelo sistema de monitoramento por satélites Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e deverá ser confirmado antes de dezembro com o lançamento dos dados obtidos durante um ano completo por outro sistema de monitoramento da instituição, o Prodes.

Nos próximos dias deverão ser divulgados os dados do Deter para o período de agosto de 2018 a julho de 2019. Entre outubro e novembro, sairão os dados do Prodes para o mesmo período, que são utilizados para verificação do Deter. O Prodes usa dados do satélite Landsat – sistema que existe

Cerrado

A implementação, em 2006, de um acordo entre a sociedade civil, agroindústrias e o governo para coibir a comercialização da soja proveniente de áreas desmatadas na Amazônia brasileira permitiu deter a expansão da produção da commodity naquele bioma sobre a floresta. Em contrapartida, o problema foi transferido para o Cerrado, onde a conversão de vegetação nativa em plantações do grão tem aumentado muito nos últimos anos, apontam especialistas.

Uma das medidas que poderiam contribuir para solucionar essa questão seria estender também para o Cerrado o pacto de desmatamento zero na Amazônia conhecido como a moratória da soja, sugerem pesquisadores do Brasil, da Áustria, França, Bélgica e dos Estados Unidos em estudo publicado nesta quarta-feira (17/07)

formigas

Os biólogos Laura Carolina Leal e Felipe Passos realizaram uma série de experimentos no sertão da Bahia, uma região de vegetação de caatinga, para verificar a interação das plantas que possuem nectários extraflorais e formigas.

Nectários extraflorais são fontes de açúcar (carboidrato) que as plantas fornecem às formigas em troca do serviço de defesa da planta contra herbívoros. São glândulas de néctar não relacionadas com o processo de polinização da planta e visitadas frequentemente por várias espécies de formigas.

“Diferentemente do que se pensava, descobrimos que o carboidrato é apenas uma das formas de pagamento oferecido pelas plantas em troca do serviço de defesa proporcionado pelas formigas. Outra forma de pagamento são as proteínas que

serpentes

O livro Serpentes da Mata Atlântica: guia ilustrado para as florestas costeiras do Brasil (Ponto A, 2019) será lançado no Instituto Butantan, no dia 8 de agosto de 2019, em São Paulo.

O guia é de autoria dos professores Otavio Augusto Vuolo Marques, Ivan Sazima e André Eterovic e tem apoio da FAPESP.

“O livro reúne 240 fotografias coloridas de um total de 140 espécies de serpentes, com informações sobre elas e mapas com a distribuição pelo Brasil”, disse Vuolo Marques à Agência FAPESP.

Para cada serpente apresentada são fornecidas informações sobre a morfologia (tamanho do corpo e cauda, massa e dentição), o uso de hábitat (horário de atividade e substrato), os hábitos alimentares (principais

lavoura de mandioca

Pesquisa mostra que o plantio direto, feito sobre a palhada da cultura anterior, é capaz de aumentar produtividade da mandioca em até 50%, além de elevar a qualidade do solo. Também chamado de plantio mínimo ou plantio reduzido, o sistema de plantio direto (SPD) é utilizado em grandes culturas de grãos, como milho, soja e trigo.

No Centro-Sul do Brasil, região de grande importância na produção brasileira de mandioca e que concentra 80% das indústrias brasileiras produtoras de fécula, o SPD tem sido testado com sucesso na cultura. Conhecida pela sua versatilidade e rusticidade, a mandioca também tem como característica esgotar rapidamente o solo quando não bem manejado, por isso, o SPD foi testado como

Escola São Paulo de Ciência Avançada

Os aumentos na degradação ambiental e na extinção de espécies animais e vegetais em escala global, em ritmo sem precedentes, têm ampliado a necessidade de elaboração de cenários e modelagem em biodiversidade e serviços ecossistêmicos, como o de fornecimento de polinização, água e alimentos.

Essas ferramentas de análises prospectivas são fundamentais no planejamento ambiental porque permitem estabelecer relações entre o meio ambiente, a biodiversidade e as atividades humanas. Dessa forma, podem ajudar a responder perguntas sobre os impactos potenciais das decisões políticas no futuro da biodiversidade e nos serviços ecossistêmicos e apoiar a formulação e implementação de ações de restauro e de conservação baseadas em fundamentos científicos.

A avaliação foi feita por pesquisadores participantes da