Meio Ambiente

Arábica Catucaí

Estudos desenvolvidos pela Embrapa Rondônia durante 13 anos apontam a cultivar de café arábica Catucaí Amarelo 2SL como muito produtiva para a região amazônica. Desenvolvida pela Fundação Procafé, ela já era indicada para plantio no sul de Minas Gerais, mas as análises genéticas conduzidas pela Embrapa comprovaram o seu potencial produtivo também em temperaturas elevadas, possibilitando estender a recomendação de plantio para Rondônia, em regiões acima de 300 metros de altitude, com temperaturas médias próximas de 26°C.

Os estudos duraram 13 anos e selecionaram a cultivar e duas linhagens entre 57 genótipos de café arábica avaliados, pois elas mostraram produtividade acima de 35 sacas por hectare, acima da média brasileira de 30 sacas por hectare.

gado

A utilização de resíduos da agricultura na alimentação do gado confinado reduz a pegada hídrica da pecuária bovina. A conclusão é de pesquisa realizada na Embrapa Pecuária Sudeste (SP), que avaliou como o uso desses coprodutos influencia o consumo de água na produção de carne. Foram testadas duas dietas diferentes: convencional e com a substituição total por coprodutos. A pesquisa confirmou que a alimentação animal impacta no consumo de água.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Julio Palhares, a troca promoveu a redução do valor da pegada hídrica total. Enquanto na dieta convencional a pegada foi de 1.688 litros por quilo de carne, na alimentação com coprodutos, foi de 1.655 litros, uma redução de

Coleção Entomológica da Embrapa

Em homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a Embrapa Cerrados disponibiliza na internet uma página dedicada à Coleção Entomológica da Unidade e três vídeos que mostram a importância dos insetos e das coleções entomológicas, o planejamento de expedições científicas de coleta e os procedimentos para a coleta de insetos no campo.

Os conteúdos foram produzidos com o apoio de dois projetos de pesquisa – “Insetos do Cerrado e suas funções nos ecossistemas: organização e sistematização da Base de Dados para Ações de Pesquisa e Transferência”, da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), e “Biodiversidade de Insetos e suas Funções nos Ecossistemas: Sistematização da Base de Dados

rã-touro

Em duas lagoas na cidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, pesquisadores encontraram rãs, sapos e pererecas com sinais claros de infecção por ranavírus. O patógeno, que pode ser letal para esses animais, mas não afeta humanos, provoca ulcerações na pele, edemas e hemorragia interna.

Para além da cena de extermínio dos animais, o episódio ocorrido em novembro de 2017 revelava algo inédito: a detecção de anfíbios infectados por ranavírus na Mata Atlântica.

“A descoberta causa preocupação, pois pela primeira vez no Brasil foram identificadas a presença e a ação desse vírus na natureza. Houve relatos de epidemias em 2006 e 2009, porém, elas ocorreram em ranários, portanto em cativeiro. O vírus, já

 reflorestamento

Um experimento realizado na Mata Atlântica sugere que a silvicultura intensiva – com uso de herbicida e maior quantidade de fertilizantes – é mais eficaz para promover a regeneração de florestas tropicais e o ganho de biomassa do que o método tradicional, baseado no controle do capim com roçada e menor adubação.

O estudo foi coordenado por Pedro Henrique Santin Brancalion, professor de Silvicultura de Espécies Nativas no Departamento de Ciências Florestais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), e teve apoio da FAPESP.

O trabalho contou com a participação de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e

Brumadinho

Em 25 de janeiro de 2019, o mundo se chocou com o desastre ambiental em Brumadinho, Belo Horizonte, onde uma barragem de rejeitos de mineração pertencente à empresa Vale do Rio Doce se rompeu. Para calcular o risco de contaminação dos materiais biológicos dos bombeiros e dos animais utilizados no resgate das vítimas, o Instituto de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/ Fiocruz) está realizando ações de análises laboratoriais.

A atribuição foi conferida pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS), juntamente com a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz, por ser o INCQS/Fiocruz o laboratório do estado do Rio de Janeiro com condições de examinar tais

capa da Nature

No solo das florestas, algumas espécies de fungos e de bactérias se associam a raízes de árvores para crescerem juntas, de modo a obterem benefícios mútuos. Os microrganismos auxiliam as plantas a absorver água e nutrientes do solo, a sequestrar carbono e a resistir aos efeitos das mudanças climáticas. Em troca, recebem carboidratos essenciais para seu desenvolvimento, produzidos pelas plantas durante a fotossíntese.

Uma colaboração de mais de 200 cientistas de diversos países, incluindo 13 de diferentes regiões do Brasil, mapeou a distribuição global dessas associações entre organismos de espécies diferentes (simbioses), fundamentais para o funcionamento dos ecossistemas florestais. Com base nesse mapeamento foi possível identificar fatores que determinam onde diferentes tipos de simbioses podem

Márcia Grise

Tocantins pode dar uma importante contribuição para a redução de gases de efeito estufa. Quem afirma é a pesquisadora da Embrapa Pesca e Aquicultura, Márcia Grise, que na última quinta-feira, em palestra na Agrotins, falou sobre o potencial de uso de sistemas agrícolas e pecuários sustentáveis na mitigação de gases que promovem o aquecimento global. “Ao estabelecer o Plano ABC estadual, Tocantins se propôs a recuperar 1,2 milhões de hectares de pastagens degradadas”, afirma ela. A área é equivalente a 12 mil campos de futebol. No Brasil, estima-se que 100 milhões de hectares de pastagens no país estariam com nível de degradação forte ou moderado, necessitando alguma forma de intervenção.

Vale ressaltar que, na prática,

Mundial do Meio Ambiente

O Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) deste ano terá como tema a Poluição do ar – um apelo para o combate a um dos maiores desafios ambientais da atualidade. A data convida a refletir sobre como mudar a vida cotidiana para reduzir a poluição do ar, que por sua vez pode reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa e beneficiar também a saúde das pessoas. No Dia Mundial do Meio Ambiente, a Fiocruz reitera o seu compromisso estratégico em defesa do tema, de acordo com teses aprovadas em seu 8º Congresso Interno, promovendo um conjunto de atividades em suas unidades.

O Museu da Vida da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz),

Abelha

Pesquisadores financiados pelo Conselho de Pesquisa em Meio Ambiente Natural (NERC, na sigla em inglês), do Reino Unido, deram início a uma série de projetos colaborativos com parceiros na Argentina, Brasil, Chile e Peru para melhor compreender o papel social e econômico da biodiversidade na América Latina e como geri-la de forma mais sustentável.

Os quatro projetos analisarão a gestão da pesca, da polinização, das florestas e de espécies invasoras de forma regional e também por toda a América Latina, uma das regiões de maior biodiversidade do mundo. Os estudos ajudarão a entender como a biodiversidade possibilita aos ecossistemas fornecer serviços vitais às populações, como água potável, alimentos e recursos naturais. Esse entendimento pode gerar

Transformations to Sustainability

O Belmont Forum, grupo de agências de fomento à pesquisa sobre mudanças globais, acaba de lançar um site para a iniciativa Transformations to Sustainability (T2S).

O site é produzido em conjunto com o New Opportunities for Research Funding Agency Cooperation in Europe (Norface).

Segundo as instituições, o programa de pesquisa T2S “contribui para a reestruturação do domínio da pesquisa em sustentabilidade, ao colocar as ciências sociais, bem como as humanidades, no cerne da pesquisa interdisciplinar sobre sustentabilidade, fazendo uma mudança de escala e escopo para a programação da pesquisa na área”.

O T2S reúne 12 projetos de pesquisas transnacionais, quatro deles contando com pesquisadores do Estado de São Paulo e apoiados pela FAPESP (www.fapesp.br/12471). Os