Meio Ambiente

desmatamento e degradação florestal

Embora o Brasil seja o país que mais avançou na implementação do REDD+ (sigla em inglês de Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation), ainda há questões de governança que podem afetar os resultados obtidos por meio desse mecanismo de financiamento do clima.

A iniciativa prevê pagamento aos países em desenvolvimento que reduzirem suas emissões de gases de efeito estufa por desmatamento e degradação florestal. Do total de US$ 1,2 bilhão recebidos pelo Brasil entre 2008 e 2018, apenas 33% foram desembolsados até abril de 2018, segundo estudo feito na Universidade de São Paulo (USP) e publicado na revista Climate Policy. Responsável pela administração dos recursos, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

Reunião Anual da SBPC

Alvo de recente questionamento, o aumento no desmatamento na Amazônia nos últimos meses, em comparação com 2018, é incontestável. O aumento foi apontado pelo sistema de monitoramento por satélites Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e deverá ser confirmado antes de dezembro com o lançamento dos dados obtidos durante um ano completo por outro sistema de monitoramento da instituição, o Prodes.

Nos próximos dias deverão ser divulgados os dados do Deter para o período de agosto de 2018 a julho de 2019. Entre outubro e novembro, sairão os dados do Prodes para o mesmo período, que são utilizados para verificação do Deter. O Prodes usa dados do satélite Landsat – sistema que existe

serpentes

O livro Serpentes da Mata Atlântica: guia ilustrado para as florestas costeiras do Brasil (Ponto A, 2019) será lançado no Instituto Butantan, no dia 8 de agosto de 2019, em São Paulo.

O guia é de autoria dos professores Otavio Augusto Vuolo Marques, Ivan Sazima e André Eterovic e tem apoio da FAPESP.

“O livro reúne 240 fotografias coloridas de um total de 140 espécies de serpentes, com informações sobre elas e mapas com a distribuição pelo Brasil”, disse Vuolo Marques à Agência FAPESP.

Para cada serpente apresentada são fornecidas informações sobre a morfologia (tamanho do corpo e cauda, massa e dentição), o uso de hábitat (horário de atividade e substrato), os hábitos alimentares (principais

lavoura de mandioca

Pesquisa mostra que o plantio direto, feito sobre a palhada da cultura anterior, é capaz de aumentar produtividade da mandioca em até 50%, além de elevar a qualidade do solo. Também chamado de plantio mínimo ou plantio reduzido, o sistema de plantio direto (SPD) é utilizado em grandes culturas de grãos, como milho, soja e trigo.

No Centro-Sul do Brasil, região de grande importância na produção brasileira de mandioca e que concentra 80% das indústrias brasileiras produtoras de fécula, o SPD tem sido testado com sucesso na cultura. Conhecida pela sua versatilidade e rusticidade, a mandioca também tem como característica esgotar rapidamente o solo quando não bem manejado, por isso, o SPD foi testado como

Escola São Paulo de Ciência Avançada

Os aumentos na degradação ambiental e na extinção de espécies animais e vegetais em escala global, em ritmo sem precedentes, têm ampliado a necessidade de elaboração de cenários e modelagem em biodiversidade e serviços ecossistêmicos, como o de fornecimento de polinização, água e alimentos.

Essas ferramentas de análises prospectivas são fundamentais no planejamento ambiental porque permitem estabelecer relações entre o meio ambiente, a biodiversidade e as atividades humanas. Dessa forma, podem ajudar a responder perguntas sobre os impactos potenciais das decisões políticas no futuro da biodiversidade e nos serviços ecossistêmicos e apoiar a formulação e implementação de ações de restauro e de conservação baseadas em fundamentos científicos.

A avaliação foi feita por pesquisadores participantes da

araucária

A exploração intensiva de madeira praticada no Sul do Brasil a partir do século 19 é, em boa medida, responsável pelo fato de a araucária (Araucaria angustifolia) ser hoje uma espécie em risco extremo de extinção. Contudo, dados de um estudo ainda em andamento sugerem que em outro momento da história a ação humana beneficiou a expansão dessa conífera na Mata Atlântica, ajudando a moldar a região hoje conhecida como Mata de Araucárias, que se estende por Paraná, Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul.

“A forma como a espécie está hoje distribuída parece ter tanto influência climática quanto antrópica. O que não sabemos é se foi algo ocasional ou se os humanos

Elefante africano

O elefante africano da floresta (Loxodonta cyclotis) é conhecido por sua capacidade de atuar como “jardineiro”. À medida que transita pelas florestas tropicais africanas, o animal espalha um vasto número de sementes de frutas, de uma grande diversidade de árvores das quais se alimenta. Dessa forma auxilia a germinação de mais de cem espécies de árvores, que também fornecem alimento ou servem de abrigo para primatas, pássaros e insetos.

Um estudo internacional, com a participação de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Embrapa Informática Agropecuária, concluiu que o papel desempenhado pelo elefante africano da floresta nas florestas tropicais africanas, porém, vai muito além de dispersor de sementes. Os pesquisadores constataram que o

raias

Com baixo valor comercial, as raias são frequentemente capturadas em grande quantidade ao ficarem presas, acidentalmente, nas redes de pescadores que buscam outras espécies mais valorizadas. Embora involuntária, um novo estudo indica o impacto da pesca de raias na biodiversidade marinha.

Análises genéticas de 228 raias capturadas por pescadores artesanais e por pequenos barcos industriais no Sudeste do Brasil entre 2012 e 2018 mostram que 101 faziam parte de lista de espécies globalmente ameaçadas de extinção e 131 têm a pesca e comercialização proibidas no país.

O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), da Universidade Santa Cecília (Unisanta) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), foi publicado na revista Genes.

O

Cerrado

A implementação, em 2006, de um acordo entre a sociedade civil, agroindústrias e o governo para coibir a comercialização da soja proveniente de áreas desmatadas na Amazônia brasileira permitiu deter a expansão da produção da commodity naquele bioma sobre a floresta. Em contrapartida, o problema foi transferido para o Cerrado, onde a conversão de vegetação nativa em plantações do grão tem aumentado muito nos últimos anos, apontam especialistas.

Uma das medidas que poderiam contribuir para solucionar essa questão seria estender também para o Cerrado o pacto de desmatamento zero na Amazônia conhecido como a moratória da soja, sugerem pesquisadores do Brasil, da Áustria, França, Bélgica e dos Estados Unidos em estudo publicado nesta quarta-feira (17/07)

formigas

Os biólogos Laura Carolina Leal e Felipe Passos realizaram uma série de experimentos no sertão da Bahia, uma região de vegetação de caatinga, para verificar a interação das plantas que possuem nectários extraflorais e formigas.

Nectários extraflorais são fontes de açúcar (carboidrato) que as plantas fornecem às formigas em troca do serviço de defesa da planta contra herbívoros. São glândulas de néctar não relacionadas com o processo de polinização da planta e visitadas frequentemente por várias espécies de formigas.

“Diferentemente do que se pensava, descobrimos que o carboidrato é apenas uma das formas de pagamento oferecido pelas plantas em troca do serviço de defesa proporcionado pelas formigas. Outra forma de pagamento são as proteínas que

infográfico frio

Na madrugada de ontem, domingo, dia 7, a estação agrometeorológica da Embrapa Suínos e Aves registrou -3ºC de temperatura. É a menor temperatura registrada desde o dia 29 de julho de 2007, quando também foi registrado -3ºC. Isso sem considerar a sensação térmica, uma percepção que combina a temperatura do ar com umidade e velocidade do vento. Até então, o recorde negativo do ano era do sábado, dia 6, quando fez -2ºC. A máxima no fim de semana também foi no domingo, com 13ºC.

Já a menor temperatura registrada na história pela estação da Embrapa foi nos dias 11 e 12 de julho de 1988, quando os termômetros marcaram -4ºC.

A estação agrometeorológica da Embrapa