Meio Ambiente

adubo

Uma pesquisa que está sendo desenvolvida em São Carlos, interior de São Paulo, comprova que o efluente de esgoto tratado gerado na fossa séptica biodigestora é um biofertilizante que pode substituir a aplicação do nitrogênio sintético na adubação de pequenas lavouras. O adubo orgânico pode ser uma excelente alternativa para produtores que não têm acesso a nenhum tipo de fertilizante químico.

Embora já seja recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o efluente de esgoto tratado ainda não tem norma de uso no Brasil. Além de alternativa ao fertilizante sintético, a aplicação do adubo orgânico gerado pelo sistema de saneamento básico rural visa a preservação ambiental com a destinação adequada e a reciclagem do uso

cidade de São Paulo

Há desigualdade em São Paulo também quando o assunto é poluição do ar. Passageiros de ônibus que fazem longos trajetos diários estão mais expostos à poluição que motoristas de carro ou passageiros de metrô. Há também uma diferença significativa entre os níveis de poluição em locais como faixas de ônibus, pontos de ônibus e nas principais vias da cidade, os chamados hotspots.

“Embora ainda esteja acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a poluição na Região Metropolitana de São Paulo melhorou nos últimos 30 anos. Mas isso acontece quando se olha a média. A exposição à poluição não é homogênea entre as pessoas. Individualmente existem perspectivas muito acima dessa média, quando se leva

Lancet Countdown

As mudanças climáticas são a maor preocupação na área de saúde do século 21. O aumento da temperatura global já é sentido nas atuais ondas de calor, nas doenças transmitidas por vetores e na segurança alimentar de populações de todas as regiões do mundo. Para monitorar essa questão, 27 instituições acadêmicas de todos os continentes, entre elas a Fiocruz, acabam de publicar o relatório Lancet Countdown [Contagem regressiva para a saúde e mudanças climáticas].

O relatório, que existe desde 2016 e reúne um total de 41 indicadores, é um alerta para o risco que os sistemas de saúde de todo mundo correm se os governos e a sociedade não agirem rápido para frear o aquecimento

Girassol e mamona

Manter ou mesmo aumentar a produção, sem gerar custos adicionais e em equilíbrio com o ambiente. Esse foi o desafio que levou a equipe da Embrapa a desenvolver dois modelos de agroecossistemas multifuncionais que garantem a produção sustentável de frutas e hortaliças no Semiárido brasileiro. Como resultado, os cientistas conseguiram minimizar a emissão de carbono, reduzir em até 30% os custos com insumos e aumentar a produtividade de 20% a 30%.

Os estudos vêm sendo realizados há uma década, tendo como referência para a fruticultura o cultivo da mangueira e para as hortaliças, o do meloeiro, ambos de grande importância comercial para a região, com inserção nos mercados interno e externo. Os sistemas propostos envolvem

Arara-vermelha

A biodiversidade e os serviços ecossistêmicos, como o fornecimento de água, ar puro e de alimentos, são fundamentais para a construção de um futuro próspero e sustentável para a população brasileira, com maior geração de emprego e renda e redução das desigualdades sociais e econômicas.

Essas metas só serão possíveis de serem alcançadas, contudo, se a contribuição da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos para alavancar o desenvolvimento econômico e social do país for reconhecida e incentivada e se forem feitos investimentos em sua conservação e restauração.

As conclusões são de um grupo de pesquisadores autores do Sumário para Tomadores de Decisão do 1º Diagnóstico Brasileiro de Biodiversidade & Serviços Ecossistêmicos. O documento, elaborado pela Plataforma

Pássaro

Diariamente, bilhões de animais se movimentam por terra, pelo ar e pelos oceanos, conectando as regiões mais remotas e inacessíveis da Terra. A observação da movimentação desses animais em tempo quase real, contudo, é difícil hoje em razão das tecnologias convencionais para rastreamento global de animais via satélite excluírem cerca de 75% das aves e mamíferos, pois a maioria deles é de pequeno porte.

Além disso, as redes de telefonia móvel usadas para fazer o rastreamento de animais não funcionam em muitas partes do mundo, especialmente em regiões de terra aberta, montanhas, florestas, desertos e mares. Já os sistemas de comunicação direta baseados em UHF e VHF não fornecem a faixa necessária, e os sistemas

viveiros

Pesquisadores da Embrapa Agrobiologia estão trabalhando para criar viveiros de espécies florestais nativas da Mata Atlântica. O objetivo é restaurar as áreas a serem recuperadas de reserva legal e de preservação permanente do bioma, que somam 12,5 milhões de hectares, segundo estimativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Um dos principais entraves à restauração florestal é a baixa oferta de sementes e mudas nativas com qualidade e diversidade adequadas para serem plantadas. Por isso, a formação dos viveiros é uma ação fundamental, como explica a pesquisadora da Embrapa Juliana Müller. “O papel de instituições de pesquisa como a Embrapa é providenciar essa fonte para aqueles que buscam reflorestamento com qualidade genética”, comenta.

Estudos com algumas

bicudo-vermelho

Pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros (SE) alertam para a possível entrada no Brasil do bicudo-vermelho, considerado uma das piores pragas que afetam as palmáceas e que, no País, pode atingir drasticamente plantações de coqueiro e dendê, inclusive as palmeiras ornamentais. Os cientistas recomendam atenção e monitoramento constante, além da aplicação de técnicas de manejo integrado de pragas (MIP) como, por exemplo, o uso de nematoides entomopatogênicos (NEPs) que parasitam os insetos.

Também conhecido como bicudo-vermelho-das-palmeiras, esse besouro pode voar grandes distâncias e foi detectado na Indonésia em 1972. Em menos de 40 anos, a praga se espalhou no norte da África e na Europa mediterrânea. Em 2009, foi detectada na Califórnia, oeste dos Estados Unidos,

plantas cítricas

Estudo pioneiro da Embrapa aproveita os mecanismos de “memória” desenvolvidos por plantas cítricas para um melhor convívio com situações de escassez de água. A técnica consiste em submeter as mudas a situações de déficit hídrico durante a sua formação. Ao receber menor quantidade de água nesse período, a planta desenvolve uma “memória” que a ajudará a enfrentar esse cenário no campo, quando adulta. Isso ocorre porque o desafio imposto provoca as chamadas alterações epigenéticas no vegetal, modificações no genoma que podem permanecer estáveis ao longo de várias divisões celulares e que não envolvem mudança na sequência original do DNA.

A pesquisa avaliou as alterações epigenéticas de dois porta-enxertos (parte inferior que corresponde ao sistema radicular

floresta tropical

Até 15 milhões de hectares de floresta tropical na Amazônia correm o risco de perder sua proteção e serem desmatados em razão de um artigo no novo Código Florestal brasileiro.

O alerta foi feito por pesquisadores da Escola de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), da KTH Royal Institute of Technology e da Chalmers University of Technology, da Suécia, em artigo publicado terça-feira (13/11) na revista Nature Sustainability. O estudo é resultado de um projeto apoiado pela FAPESP.

“Os 15 milhões de hectares que podem ficar desprotegidos por essa regra no novo Código Florestal equivalem a, aproximadamente e em número, todo o déficit de reserva legal que precisa ser compensado ou

Fazenda Flor Roxa

A produção de gado e de grãos no mesmo espaço, técnica conhecida como Integração Lavoura-Pecuária (ILP), tem mudado a paisagem do noroeste paranaense ao conseguir um feito antes considerado improvável: implantar lavouras de soja na região conhecida por solos arenosos. Trabalhada por lá desde os anos 2000, a ILP conseguiu recuperar as pastagens degradadas e aumentar a produtividade, o que trouxe benefícios ambientais e econômicos para a região.

“Era um desafio produzir grãos no arenito, já que o solo tem baixa capacidade de retenção de água e o calor influencia a demanda maior de água pelas plantas. A adoção da ILP vem colaborando com a mudança dessa realidade”, conta o pesquisador Alvadi Balbinot, da Embrapa