Meio Ambiente

eucalipto

A soja é mais tolerante à sombra das árvores em um sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) do que o milho. Essa é uma das conclusões da avaliação de cinco anos de diferentes configurações de sistemas integrados realizada no maior experimento de ILPF conduzido pela Embrapa, em Sinop (MT).

De acordo com resultados publicados por pesquisadores da Embrapa Agrossilvipastoril (MT), a lavoura de soja só apresentou redução na produtividade devido à menor incidência de sol a partir do quarto ano de implantação dos sistemas. Já o milho, cultivado em segunda safra, apresentou queda da produtividade desde o terceiro ano agrícola.

A pesquisa foi feita em um experimento de 72 hectares, em que sistemas de produção de

túnel de vento do IPT

Projeto do IPT aprofunda conhecimentos para avaliação de risco de queda; tipuana e eucalipto foram estudados

O início do período de chuvas nas grandes cidades não traz apenas problemas relacionados a deslizamentos de terra e às inundações, mas também um aumento no número de queda de árvores, causando problemas na circulação de veículos, prejuízos em edificações e, o mais grave, riscos de acidentes para a população. Para diminuir as incertezas da análise de risco de queda, um projeto iniciado em 2015 em parceria entre o Laboratório de Árvores, Madeiras e Móveis e o Laboratório de Vazão, ambos do IPT, avaliou durante três anos o comportamento das árvores sob a força do vento.

A ferramenta empregada pelos

asas de mosquitos

Um novo estudo identificou alterações evolutivas nas asas de mosquitos que podem ser causadas por modificações introduzidas pelo homem no meio ambiente. O processo de urbanização estaria promovendo uma pressão ambiental sobre os mosquitos, afetando suas populações. 

Alterações microevolutivas ocorrem dentro de espécies ou de populações ao longo do tempo e podem ser percebidas como variações no genoma ou no fenótipo de insetos.

O controle populacional de mosquitos é considerado a melhor estratégia para combater as doenças transmitidas por eles, o que torna a compreensão de sua dinâmica populacional vital para o desenvolvimento de programas de controle de vetores mais eficazes. Nesse sentido, pesquisadores no Brasil e nos Estados Unidos desenvolvem um projeto que investiga

Torre

Para fazer ciência na Amazônia, além de enfrentar longos desafios logísticos, também é preciso subir degraus. Muitos deles. Quase 1,5 mil e, se possível, de uma só vez. O esforço vale a pena, pois tem levado a descobertas sobre o impacto tanto das mudanças climáticas na Amazônia quanto da floresta no clima de todo o planeta.

A escadaria em questão está na Torre Alta da Amazônia (ATTO, na sigla em inglês), com 325 metros de altura – ou quase o mesmo que três edifícios Copan empilhados. A torre fica a 150 km de Manaus (AM), na Estação Científica do Uatumã. É lá que cientistas instalam equipamentos capazes de captar informações sobre os fluxos de troca

cidade de São Paulo

Questões como saneamento ambiental, água, serviços ecossistêmicos, energia, cidades e mudanças climáticas tendem a se sobrepor quando analisadas sob a ótica da governança ambiental de uma região. Tendo isso em vista, grupo formado por mais de 50 pesquisadores de instituições paulistas está estudando a governança ambiental na macrometrópole paulista a partir da interdisciplinaridade.

"É importante dizer que nesse projeto não há hegemonia. O importante é fazer pontes. Nossa preocupação é estar o tempo inteiro criando um diálogo horizontal de conhecimento, para que todos estejam, na medida do possível, fortalecendo um espírito de corpo interdisciplinar. Nesse sentido, estamos sendo inovadores na forma de fazer, além de também estarmos propondo inovações", disse Pedro Jacobi, coordenador do Projeto

Pesquisadores

Os recordes de temperatura quebrados a cada ano são uma preocupação também para a arquitetura e o urbanismo. Um estudo feito na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), analisou o papel da cidade na modificação do clima.

“Observamos que determinados elementos urbanos, o desenho urbano e até edifícios mudam completamente o balanço energético das cidades. Por isso, planos urbanos estratégicos devem absorver soluções a médio e longo prazo”, disse Denise Helena Silva Duarte, professora da FAU-USP que coordena projeto de pesquisa apresentado em reunião do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), em dezembro.

A

poluição oceânica

A FAPESP lançou uma chamada para selecionar projetos colaborativos visando a redução da poluição oceânica por microplásticos, em suporte aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e com vistas à implementação dos objetivos da Declaração de Belém sobre Cooperação Atlântica.

A chamada foi lançada em conjunto com a União Europeia por meio da Iniciativa JPI Oceans e com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

Entre as instituições dos diversos países participantes da chamada estão a Secretaría de Estado de Investigación, Desarrollo e Innovación (SEIDI) da Agencia Estatal de Investigación (AEI), na Espanha, a Agence Nationale de la Recherche, na França, o Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF)

Manejo Integrado de Pragas

Estudo realizado no sul de Mato Grosso do Sul demonstrou que controlar percevejos e lagartas da soja seguindo as orientações do Manejo Integrado de Pragas (MIP) aumenta a margem de lucro do produtor ao promover uma economia de pouco mais de R$ 125,00 por hectare. A pesquisa estimou ainda que se a prática fosse adotada em todas as lavouras de soja do Brasil - uma área de aproximadamente 33.228.400 hectares - poderia gerar um benefício econômico da ordem de R$ 4 bilhões, devido à economia com inseticidas e gastos com a aplicação dos produtos.

O entomologista Crébio José Ávila, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (MS), explica que apesar da eficiência do MIP-Soja na redução do uso de

Trochilus polytmus

Muitos cientistas consideram que as atividades humanas começaram a ter, a partir do fim do século 18, um impacto tão significativo no clima e nos ecossistemas da Terra a ponto de der dado origem a uma época geológica que denominaram Antropoceno.

As eliminações de espécies nesse período mais recente da história do planeta Terra podem rivalizar com as grandes extinções em massa registradas ao longo de outras eras geológicas. A fim de restaurar essa perda de biodiversidade e o funcionamento do ecossistema terrestre seria preciso aplicar, urgentemente, o conhecimento ecológico existente.

Um estudo de autoria de pesquisadores brasileiros e britânicos indicou que há condições teóricas, metodológicas e tecnológicas sem precedentes para enfrentar esse desafio.

Resultado

PL Energias Renováveis

A Câmara Legislativa do DF aprovou, nesta manhã (17), o Projeto de Lei 2112/2018 que institui diretrizes para a Política Distrital de incentivo à geração e aproveitamento da energia solar, eólica, de biomassa e a cogeração.

Além de incentivar e estimular o uso de energias renováveis em áreas urbanas e rurais e contribuir para melhoria das condições de vida de famílias de baixa renda, o projeto visa fomentar pesquisas voltadas ao desenvolvimento tecnológico de fontes de energias renováveis a partir de energia solar, eólica, de biomassa e da cogeração por meio da Fundação de Apoio do Distrito Federal.

Entre os objetos da proposição estão à promoção de estudos; o estimulo aos investimentos e a implantação

Herbicidas

O uso de herbicidas pode reduzir a quantidade de organismos do solo em mais de 50%. É o que observa um estudo realizado na região serrana fluminense. O resultado surpreendeu pesquisadores, uma vez que essa fauna tem papel importante na manutenção da fertilidade e da qualidade do solo. “Sabíamos que os herbicidas afetam os organismos do solo, mas não imaginávamos que fosse tanto assim”, relata a pesquisadora da Embrapa Agrobiologia (RJ) Adriana Aquino, que participou do estudo. “Trabalhamos com a classificação taxonômica bastante elevada, nível de ordens. Por isso, ver uma diminuição de mais da metade das ordens de organismos do solo significa um universo de inúmeras espécies. Realmente não esperávamos isso”, afirma.

A consequência