Meio Ambiente

Lippia alba

Mais de 54 mil compostos oriundos de produtos naturais da biodiversidade brasileira estão sendo reunidos em um banco de dados com informações sistematizadas sobre ocorrência, estrutura química e relação de artigos publicados.

A coleção foi criada a partir do acordo firmado entre o Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (IQ-Unesp) e o Chemical Abstracts Service (CAS), uma divisão da Sociedade Americana de Química (American Chemical Society).

Com base em informações contidas em mais de 30 mil artigos publicados em revistas científicas, chegou-se ao total de 51.973 compostos de plantas nativas do Brasil. Somam-se a esses compostos outros 2.219 que vêm sendo sistematizados no banco de dados do Núcleo de Bioensaios, Biossíntese e Ecofisiologia de

Boana joaquini

Pesquisadores brasileiros realizaram o mais completo levantamento de anfíbios anuros – grupo composto por animais de quatro patas, corpo curto e que não possuem cauda, como sapos, rãs e pererecas – da América do Sul, contabilizando 2.623 espécies. O trabalho, apoiado pela FAPESP, resultou no livro Biogeographic Patterns of South American Anurans, publicado pela editora Springer.

Além de atualizar o número de espécies registradas até 2017, a publicação traz mapas de diversidade de espécies, de funções ecológicas exercidas por elas, de diversidade filogenética (diferentes linhagens evolutivas) e de endemismos. Os dados oferecem subsídios para a criação e a gestão de políticas de conservação.

O último levantamento do tipo havia sido publicado em 1999, em um

políticas ambientais

Como diminuir os conflitos entre humanos e mamíferos silvestres nas propriedades rurais? Qual é o papel da floresta na geração de água para a bacia hidrográfica e quais espécies florestais – nativas e cultivadas – podem ser mais interessantes para o ambiente e a economia? Quais são as práticas e os usos socioeconômicos e culturais do interior e do entorno das unidades de conservação?

Essas questões científicas, essenciais para a elaboração de políticas ambientais, devem ser respondidas por quatro projetos de pesquisa apoiados pela FAPESP no âmbito do convênio com o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), administrado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Os projetos foram apresentados durante reunião

Ciência Aberta

O modelo de exploração econômica da Amazônia praticado nas últimas décadas tem causado o aumento do desmatamento e não tem se revertido em melhoria na distribuição de riqueza ou em benefícios econômicos e sociais para as populações locais.

A fim de mudar esse quadro e assegurar a permanência da floresta e o uso sustentável de seus recursos é preciso implementar um novo modelo de desenvolvimento econômico para o bioma baseado no conhecimento da natureza – a chamada bioeconomia.

A avaliação foi feita por pesquisadores participantes do sétimo episódio de 2019 do programa Ciência Aberta com o tema “Amazônia”, lançado nesta terça-feira (15/10).

Participaram do debate Paulo Moutinho, pesquisador sênior e cofundador do Instituto de Pesquisa

abelha canudo

Um estudo publicado na revista PLOS ONE revela que as larvas da abelha canudo (Scaptotrigona depilis) dependem da interação entre três diferentes espécies de fungo para completar seu desenvolvimento e chegar à fase adulta.

Esse complexo processo de simbiose foi estudado por pesquisadores brasileiros e norte-americanos no âmbito de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP e pelos National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos.

Em um trabalho anterior, o grupo coordenado por Mônica Tallarico Pupo, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da Universidade de São Paulo (USP), e Jon Clardy, da Harvard Medical School, havia descoberto que os filamentos do fungo Zygosaccharomyces sp encontrados nas células de cria servem de alimento

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

A revista Science publicou recentemente o artigo The global tree restoration potential. Tendo como primeiro autor o ecólogo Jean-François Bastin, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, o texto apresentou o que afirmou ser “a solução mais efetiva para as mudanças climáticas até o momento”.

O artigo teve enorme repercussão na mídia e suscitou até uma nota na revista Pesquisa FAPESP. Nele, Bastin e colaboradores usaram técnicas de sensoriamento remoto e modelagem para estimar que a “restauração florestal” em 900 milhões de hectares em diferentes regiões do planeta poderia sequestrar 205 gigatoneladas de carbono.

Esse estudo foi contestado por um grupo internacional de ecólogos liderado por Joseph Veldman, da Texas A&M University, nos

Meio Ambiente

O Brasil é o país que abriga a maior concentração de ecossistemas tropicais em áreas protegidas, mas uma parcela considerável dessas reservas pode estar vulnerável às mudanças climáticas em curso no planeta. É o que indica um estudo apoiado pela FAPESP e publicado no periódico Conservation Biology.

Sob coordenação de David Montenegro Lapola, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a pesquisa avaliou 993 áreas protegidas em todo o território nacional. A investigação teve início durante a iniciação científica de Fernanda Sueko Ogawa, bolsista da FAPESP.

Foram consideradas todas as áreas com mais de 50 quilômetros quadrados (km2), incluindo parques nacionais, estações ecológicas, reservas de

mantos de gelo

O aquecimento global tem aumentado a temperatura dos oceanos e o derretimento das geleiras e dos mantos de gelo nas regiões polares e montanhosas do planeta. Essa combinação de fatores tem levado a um aumento do nível do mar e, consequentemente, da frequência e intensidade dos eventos extremos costeiros, como inundações.

As conclusões são de um relatório especial do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) sobre oceano e criosfera – as partes congeladas do planeta.

Um sumário para formuladores de políticas foi lançado quarta-feira (25/9), em Mônaco, dois dias após a abertura da Cúpula do Clima em Nova York, nos Estados Unidos, em que líderes mundiais foram pressionados a implementar medidas

Forestry & Biomaterials Endowment Fund

Com o objetivo de promover o conhecimento nas áreas de recursos florestais e biomateriais, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) criou o Forestry & Biomaterials Endowment Fund (FBEF), primeiro fundo patrimonial do tipo no setor no Brasil, com gestão de recursos executada pela Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq).

Em entrevista para a Divisão de Comunicação da Esalq-USP, Francides Gomes Júnior, professor da Esalq e membro do conselho gestor do fundo, explica que o FBEF é um mecanismo de autofinanciamento: “Quem recebe os aportes é o FBEF, atualmente gerido pela Fealq, uma instituição sem fins lucrativos. Todo dinheiro aplicado no fundo não pode ser

inventário sobre a ictiofauna

A bacia amazônica concentra a maior diversidade de peixes de água doce do mundo: são 2.257 espécies descritas ou 15% do total conhecido pela ciência para o hábitat de água doce em todo o mundo. No entanto, um novo estudo descobriu que essa grande variedade de espécies está distribuída de modo desigual na Amazônia, seguindo um padrão completamente diferente do esperado.

A constatação foi feita por pesquisadores que integram o projeto de colaboração internacional Amazon Fish, apoiado pela FAPESP, cujo objetivo é construir a maior base de dados de alta qualidade sobre peixes amazônicos.

De acordo com o modelo de distribuição desenvolvido pelos pesquisadores do Amazon Fish, a riqueza de espécies está concentrada a oeste

mamíferos silvestres

Nos arredores de Campinas e de Botucatu, cidades do interior de São Paulo, gatos-maracajá (Leopardus wiedii) que vivem em áreas de floresta fragmentada pela agropecuária se alimentam de presas que habitam os canaviais vizinhos, incluindo, por exemplo, aves e pequenos roedores silvestres no cardápio.

Outros mamíferos, como o herbívoro preá (Cavia aperea) ou o onívoro cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), também têm a dieta influenciada pela matriz agropecuária da região, embora vivam em área de vegetação nativa. Muitas vezes, por uma questão de sobrevivência, são forçados a buscar seu alimento em plantações de milho, cana-de-açúcar ou pastagens. Cada qual a seu modo, suçuaranas (Puma concolor), capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris), veados (Mazama sp.), jaguatiricas (Leopardus pardalis) e mãos-peladas (Procyon