Meio Ambiente

barragem da Usina Hidrelétrica Ilha Solteira

Dados sobre a qualidade da água de reservatórios paulistas em que há cultivo de organismos aquáticos poderão ser acessados por meio de um sistema on-line desenvolvido por pesquisadores da Plataforma Multi-institucional de Monitoramento das Reduções de Emissões de Gases de Efeito Estufa na Agropecuária (Plataforma ABC), da Embrapa Meio Ambiente.

Denominado AgroTagAQUA, o sistema é resultado de um projeto desenvolvido pela Embrapa, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e poderá ser acessado em breve por meio de um aplicativo para dispositivos Android.

O desenvolvimento dos algoritmos para estimativa da qualidade da água via imagens de satélite foi feito em parceria com pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Os algoritmos são

aracnídeos

Na porção sul da Mata Atlântica, entre o Rio de Janeiro e Santa Catarina, existem cerca de 600 espécies de opiliões, aracnídeos que costumam viver em cavernas e florestas úmidas. O número é considerado alto até mesmo para esse bioma, conhecido pela grande biodiversidade, sendo a maior parte das espécies endêmica.

A reconstituição da história evolutiva de uma subfamília de opiliões (Sodreaninae) permitiu explicar esse padrão peculiar de distribuição e surgimento de novas espécies. Ao contrário do que era esperado, a alta diversidade parece estar muito mais ligada a eventos geológicos antigos – como o soerguimento de cadeias montanhosas e a formação de rios – do que às oscilações climáticas recentes (dos últimos 20 mil

Biodiversidade

O Brasil perdeu 71 milhões de hectares de vegetação nativa nos últimos 30 anos – área maior que a ocupada pela Amazônia – em decorrência de desmatamento e queimadas, entre outros fatores, apontam dados do MapBiomas. Como esse desmatamento ocorreu sem planejamento ambiental e agrícola, boa parte dessas áreas tornaram-se abandonadas, mal utilizadas ou entraram em processo de erosão, ficando impróprias para produção de alimentos ou qualquer outra atividade econômica.

A restauração florestal pode diminuir parte desse prejuízo ao possibilitar a recuperação estratégica de 12 milhões de hectares de vegetação nativa em todo o país até 2030, conforme estabelecido no Plano Nacional de Restauração Ecológica. Dessa forma, seria possível sequestrar 1,39 megatonelada (Mt) de dióxido

culturas energéticas

A bioenergia pode ajudar na mitigação das mudanças climáticas globais contribuindo para diminuir a queima de carvão, petróleo e gás natural para geração de energia e, consequentemente, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa para a atmosfera. Pesquisadores brasileiros e estrangeiros que têm estudado o assunto defendem ser possível expandir o uso de bioenergia sem degradar o solo, comprometer a segurança alimentar ou os recursos hídricos.

O tema foi abordado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU) no seu mais recente relatório especial, lançado no dia 8 de agosto com o tema “Mudanças climáticas e uso da terra”, e em seu respectivo sumário para

programa Ciência Aberta

A produção agropecuária brasileira não só é compatível com a conservação ambiental como pode aumentar nos próximos anos sem que ocorram novos desmatamentos, afirmaram os participantes do quinto episódio do programa Ciência Aberta de 2019, lançado nesta terça-feira (13/8).

O tema debatido no episódio foi Biomas e Biodiversidade. Participaram Carlos Joly, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador do programa BIOTA-FAPESP; Eduardo Assad, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa Tecnológica em Informática para a Agricultura (CNPTIA), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e Cristina Adams, professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) e do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da Universidade de São Paulo (USP).

Curso de Controle Biológico de Pragas no Brasi

Um dos temas abordados no 2º Curso “Controle Biológico de Pragas no Brasil”, que será realizado na Embrapa Cerrados (Planaltina, DF) de 27 a 29 de agosto, com a participação de 50 produtores, consultores, técnicos e gestores de fazendas, é o uso de drones nessa tática de manejo. O curso é promovido pela Embrapa e a Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação, tendo como objetivo apresentar e transferir tecnologias sobre a utilização adequada do controle biológico de pragas para o setor agropecuário. As inscrições já estão encerradas.

Na quarta-feira (28), às 10h30, os participantes vão acompanhar a apresentação de Luiz Cláudio Gromboni, diretor da empresa Geocom, sobre o uso de drones no controle biológico

Amazônia

Conclusão vem em artigo publicado em julho de 2019, que reúne dados de pesquisadores e concilia duas hipóteses históricas

Existem duas teorias mais aceitas para explicar a diversificação de espécies na Amazônia. A hipótese dos rios como barreira diz que os padrões de diversidade biológica atuais, ou seja, as características diferentes que surgiram ao longo da evolução em cada espécie, seriam efeito dos grandes rios separando as espécies. Já a hipótese dos refúgios explica a origem desses mesmos padrões como resultado de alterações climáticas ocorridas ao longo dos ciclos glaciais e interglaciais, quando a fauna e a flora ficaram concentradas em fragmentos grandes e mais isolados entre si.

Um estudo publicado no mês de julho

plantas contaminadas pelo vírus do mosaico do caupi

A doença que mais aflige os produtores de maracujá no Brasil, o vírus do mosaico do caupi (CABMV, na sigla em inglês), pode ser combatida com uma técnica relativamente simples.

Como mostrou um estudo apoiado pela FAPESP e publicado na revista Plant Pathology, a erradicação sistemática das plantas com sintomas da doença preserva a cultura como um todo, mantendo-a produtiva por pelo menos 25 meses.

Atualmente, por conta do CABMV, os produtores costumam renovar os maracujazeiros a cada ano, um procedimento oneroso. De acordo com os autores do trabalho, o fator econômico é crítico para essa cultura, normalmente praticada por pequenos agricultores.

O vírus do mosaico do caupi ocorre em todos os estados do Brasil

Partículas de queimadas

Dois sistemas que permitem o monitoramento de poluentes atmosféricos – desenvolvidos nas últimas duas décadas com apoio da FAPESP – estão ajudando cientistas a entender fenômenos raros observados na cidade de São Paulo na última segunda-feira (19/08): o escurecimento repentino do céu no meio da tarde e a chuva acinzentada observada logo depois em algumas partes da Região Metropolitana.

Ainda no domingo (18/08), uma intensa pluma de material particulado com mais de 3 mil metros de altitude foi detectada por uma equipe do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) por meio do sistema Lidar, do Centro de Lasers e Aplicações (CLA). Posteriormente, com auxílio de imagens de satélites da Nasa – a agência espacial

cobra

As ilhas no contexto da ecologia e da biogeografia de cobras são o assunto principal do livro Islands and Snakes: Isolation and Adaptive Evolution (Oxford University Press, 2019), editado pelo professor Marcio Martins, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), e por Harvey Lillywhite, da Universidade da Flórida (Estados Unidos).

A obra recém-publicada é resultado de uma Bolsa no Exterior - Pesquisa da FAPESP, na Universidade da Flórida em 2013.

O livro contém 13 capítulos que tratam das cobras e seus papéis ecológicos em ilhas ao redor do mundo. Os autores ilustram como os estudos de cobras em ilhas podem informar princípios gerais relacionados à biologia de ilhas ou hábitats fragmentados.

A obra

nascente de um rio no Cerrado

O Brasil possui a maior reserva terrestre de águas superficiais, além de duas das maiores áreas úmidas do mundo – o Pantanal Mato-Grossense e a Bacia Amazônica – e vastos reservatórios de água subterrânea. Essa abundância de água, porém, não garante a segurança hídrica do país.

O recurso natural está distribuído de forma bastante desigual pelo território nacional e, sem investimentos em infraestrutura para garantir o abastecimento, 74 milhões de brasileiros podem sofrer com a falta d’água até 2035.

As conclusões são do relatório temático “Água: biodiversidade, serviços ecossistêmicos e bem-estar humano no Brasil” e de seu respectivo sumário para tomadores de decisão, lançados nesta quinta-feira (08/8), durante o 15º Congresso Brasileiro de Limnologia, em