Meio Ambiente

cartilha com foco no público infanto-juvenil

Se por um lado o campo está cada vez mais tecnológico e o conceito de Agricultura 4.0 crescentemente presente nas propriedades agrícolas, por outro técnicas primitivas como o uso do fogo por vezes ainda são utilizadas como estratégia para o manejo de áreas. Uma cartilha voltada para crianças e jovens sobre essa temática está sendo disponibilizada ao público a fim de contribuir para uma mudança de costume nesse sentido.

A publicação “Três famílias e o fogo - um encontro no Cerrado” conta a história de três famílias que aprendem sobre o uso do fogo no Cerrado e suas consequências. Alunos do quinto ano da Escola Classe 111 sul foram os primeiros a receber a cartilha na

monitoramento de febre amarela

A partir de ações conjuntas entre a Fiocruz e o Ministério da Saúde, os esforços e conhecimentos de diversos profissionais da saúde e ambiente integram as Oficinas de planejamento, preparação e utilização da plataforma SISS-Geo na vigilância de epizootias em primatas não humanos para o monitoramento de febre amarela. Estas oficinas vem ocorrendo e, desde então, as ações de capacitação para o uso do aplicativo SISS-Geo, como uma das fontes de notificação de epizootias para a vigilância e combate ao avanço da febre amarela, intensificaram-se em diversas regiões e municípios dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Nas avaliações finais dos cursos e oficinas, os profissionais treinados (gestores, enfermeiros, biólogos, veterinários, agentes

usina de Belo Monte

Os resultados do projeto “Processos sociais e ambientais que acompanham a construção da hidrelétrica de Belo Monte, Altamira, PA”, apoiado pela FAPESP na modalidade São Paulo Excellence Chair (SPEC), foram apresentados em um seminário realizado na sede da Fundação nos dias 27 e 28 de agosto.

Ao longo de seis anos de estudo, pesquisadores coordenados por Emilio Moran, professor da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, e pesquisador visitante do Núcleo de Estudos Ambientais da Universidade Estadual de Campinas (Nepam-Unicamp), avaliaram os impactos sociais e ambientais da construção de Belo Monte e constataram que, em vez de induzir o desenvolvimento econômico sustentável da região, a usina contribuiu para aumentar o custo de

Reserva Legal na região de Caucaia do Alto, município de Ibiúna

Os 270 milhões de hectares de vegetação nativa preservados em propriedades rurais – entre áreas desprotegidas e de Reserva Legal – rendem ao Brasil R$ 6 trilhões ao ano em serviços ecossistêmicos, como polinização, controle de pragas, segurança hídrica, produção de chuvas e qualidade do solo.

O cálculo foi publicado na revista Perspectives in Ecology and Conservation e endossado por 407 cientistas brasileiros, de 79 instituições de pesquisa.

“O artigo tem o objetivo de mostrar que preservar a vegetação nativa não é um impedimento ao desenvolvimento social e econômico, e sim parte da solução. É um ativo para o desenvolvimento sustentável do Brasil, de uma forma diferente do que foi feito na Europa há 500

barragem da Usina Hidrelétrica Ilha Solteira

Dados sobre a qualidade da água de reservatórios paulistas em que há cultivo de organismos aquáticos poderão ser acessados por meio de um sistema on-line desenvolvido por pesquisadores da Plataforma Multi-institucional de Monitoramento das Reduções de Emissões de Gases de Efeito Estufa na Agropecuária (Plataforma ABC), da Embrapa Meio Ambiente.

Denominado AgroTagAQUA, o sistema é resultado de um projeto desenvolvido pela Embrapa, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e poderá ser acessado em breve por meio de um aplicativo para dispositivos Android.

O desenvolvimento dos algoritmos para estimativa da qualidade da água via imagens de satélite foi feito em parceria com pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Os algoritmos são

agrotóxicos

Em entrevista para a Agência Fiocruz de Notícias (AFN), a pesquisadora da Fiocruz e assessora da Coordenadoria de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho (Codemat) do Ministério Público do Trabalho, Karen Friedrich, e a vice-coordenadora do Grupo de Trabalho sobre Agrotóxicos da Fiocruz, Aline Gurgel, apresentaram um panorama da atual situação dos agrotóxicos no Brasil. De acordo com as pesquisadoras, as mudanças propostas representam uma grave ameaça à saúde humana, e ocultam as situações de riscos associadas à exposição a diversos agrotóxicos com uso autorizado no Brasil. Elas buscaram explicar os malefícios da nova regulamentação dos agrotóxicos para os trabalhadores rurais e para a população geral. 

As especialistas chamaram a atenção para a definição do

anta

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Rio Claro concluiu que a extinção conjunta dos dois maiores herbívoros sul-americanos – a anta (Tapirus terrestres) e a queixada (Tayassu pecari) – causaria uma importante redução na biodiversidade florestal do continente.

Resultados de um experimento iniciado há 10 anos indicam que as comunidades de plantas são mais diversificadas nas áreas em que as espécies estão simultaneamente presentes. Já nas florestas onde apenas um dos animais ocorre a diversidade é menor.

Segundo a pesquisa, apoiada pela FAPESP e publicada no Journal of Ecology da British Ecological Society, a queixada e a anta teriam funções ecológicas complementares. O trabalho integra o Projeto Temático “Consequências ecológicas da

aracnídeos

Na porção sul da Mata Atlântica, entre o Rio de Janeiro e Santa Catarina, existem cerca de 600 espécies de opiliões, aracnídeos que costumam viver em cavernas e florestas úmidas. O número é considerado alto até mesmo para esse bioma, conhecido pela grande biodiversidade, sendo a maior parte das espécies endêmica.

A reconstituição da história evolutiva de uma subfamília de opiliões (Sodreaninae) permitiu explicar esse padrão peculiar de distribuição e surgimento de novas espécies. Ao contrário do que era esperado, a alta diversidade parece estar muito mais ligada a eventos geológicos antigos – como o soerguimento de cadeias montanhosas e a formação de rios – do que às oscilações climáticas recentes (dos últimos 20 mil

peixe-elétrico

Um estudo publicado na revista Nature Communications nesta terça-feira (10/9) revela que existem ao menos três espécies de peixe-elétrico conhecidas como poraquê e não apenas uma, como se pensava.

Uma das duas novas espécies descritas no artigo emite a maior voltagem já registrada em um animal, chegando a 860 volts. A pesquisa foi apoiada por FAPESP, Smithsonian Institution e National Geographic Society, entre outras instituições. Além de gerar novos conhecimentos sobre o animal, depois de mais de 250 anos de sua primeira descrição, abre novas possibilidades de investigação, como, por exemplo, sobre a origem e a produção de descargas elétricas fortes em outros peixes.

Os peixes-elétricos compõem um grupo de mais de 250 espécies dotadas

sistemas de habitação e de água e saneamento

Em um intervalo de pouco mais de 40 anos, Altamira, no sudoeste do Pará, foi cenário de duas grandes obras de infraestrutura. A primeira foi a construção da rodovia Transamazônica, entre 1971 e 1973, e a segunda, a usina hidrelétrica de Belo Monte, na bacia do Rio Xingu, iniciada em 2011.

Estudioso dos impactos sociais e ambientais desses dois grandes projetos, Emilio Moran, professor da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, e pesquisador visitante do Núcleo de Estudos Ambientais (Nepam) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), avalia que os distúrbios causados por ambas as construções no município paraense tiveram algumas semelhanças.

“Quando cheguei a Altamira, em 1972, para pesquisar sobre a Transamazônica, presenciei a

Biodiversidade

O Brasil perdeu 71 milhões de hectares de vegetação nativa nos últimos 30 anos – área maior que a ocupada pela Amazônia – em decorrência de desmatamento e queimadas, entre outros fatores, apontam dados do MapBiomas. Como esse desmatamento ocorreu sem planejamento ambiental e agrícola, boa parte dessas áreas tornaram-se abandonadas, mal utilizadas ou entraram em processo de erosão, ficando impróprias para produção de alimentos ou qualquer outra atividade econômica.

A restauração florestal pode diminuir parte desse prejuízo ao possibilitar a recuperação estratégica de 12 milhões de hectares de vegetação nativa em todo o país até 2030, conforme estabelecido no Plano Nacional de Restauração Ecológica. Dessa forma, seria possível sequestrar 1,39 megatonelada (Mt) de dióxido