Meio Ambiente

Parceria Fiocruz-Inpe

Uma parceria entre a Fiocruz, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Ministério da Saúde (MS) e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS) viabilizará o projeto Atualização dos dados do Sistema de Informações Ambientais Integrado à Saúde, uma plataforma on-line que possibilitará a avaliação da exposição à poluição atmosférica e seus impactos na saúde humana. A ferramenta fornecerá não apenas os dados recentes de estimativas de concentrações de poluentes provenientes de queimadas, poluentes urbanos e industriais, como também os de monitoramento de focos de queimadas e os meteorológicos pretéritos, entre os anos 2000 e 2018, para todos os municípios do Brasil.

O projeto foi criado com a finalidade de possibilitar a continuidade do desenvolvimento da

derramamento de óleo

O derramamento de óleo ocorrido em alto-mar entre fim de julho e início de agosto afetou mais de 2 mil quilômetros do litoral brasileiro, particularmente as praias do Nordeste. Em Pernambuco, o desastre pegou a todos de surpresa, inclusive pesquisadores – muitos deles especialistas nas áreas de exploração de petróleo, modelagem de simulação e afins. O desafio agora é avaliar riscos de comprometimento de praias, manguezais e estuários e de contaminação de pescados e mariscos, bem como buscar soluções para minimizar o impacto do desastre na economia.

“Já coletamos cerca de 4 mil toneladas de óleo”, disse José Fernando Tomé Jucá, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa de Pernambuco (Facepe). A areia, acrescentou, foi

anfíbios

Mesmo para um especialista em rãs, é praticamente impossível apenas com o olhar diferenciar as espécies Physalaemus cuvieri e Physalaemus ephippifer. Ambas podem ser encontradas em savanas alagadas e em espelhos d’água formados em meio a pastagens, desde a Amazônia até o Rio Grande do Sul. Grosso modo, convencionou-se chamar os espécimes da região norte de P. ephippifer e, os demais, de P. cuvieri ou, popularmente, de rã-cachorro.

Agora, novos estudos financiados pela FAPESP sugerem que esse grupo de anfíbios pode abrigar não apenas duas, mas entre quatro e sete espécies, que só podem ser diferenciadas com precisão por meio de técnicas avançadas de biologia molecular.

Até o momento, nenhuma característica morfológica foi suficiente para

Boana joaquini

Pesquisadores brasileiros realizaram o mais completo levantamento de anfíbios anuros – grupo composto por animais de quatro patas, corpo curto e que não possuem cauda, como sapos, rãs e pererecas – da América do Sul, contabilizando 2.623 espécies. O trabalho, apoiado pela FAPESP, resultou no livro Biogeographic Patterns of South American Anurans, publicado pela editora Springer.

Além de atualizar o número de espécies registradas até 2017, a publicação traz mapas de diversidade de espécies, de funções ecológicas exercidas por elas, de diversidade filogenética (diferentes linhagens evolutivas) e de endemismos. Os dados oferecem subsídios para a criação e a gestão de políticas de conservação.

O último levantamento do tipo havia sido publicado em 1999, em um

Forestry & Biomaterials Endowment Fund

Com o objetivo de promover o conhecimento nas áreas de recursos florestais e biomateriais, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) criou o Forestry & Biomaterials Endowment Fund (FBEF), primeiro fundo patrimonial do tipo no setor no Brasil, com gestão de recursos executada pela Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq).

Em entrevista para a Divisão de Comunicação da Esalq-USP, Francides Gomes Júnior, professor da Esalq e membro do conselho gestor do fundo, explica que o FBEF é um mecanismo de autofinanciamento: “Quem recebe os aportes é o FBEF, atualmente gerido pela Fealq, uma instituição sem fins lucrativos. Todo dinheiro aplicado no fundo não pode ser

Reunião Projeto Recolhe

A coleta dos animais mortos nas propriedades rurais e sua adequada destinação, com a reativação do Projeto Recolhe, foi o foco da reunião técnica que ocorreu nesta sexta-feira, dia 8, em Concórdia. Participam da reunião a empresa habilitada ao projeto, agroindústrias, agricultores, Cidasc, governo estadual e prefeituras, além do deputado estadual Mauro de Nadal (MDB), representando a bancada do Oeste da Assembleia Legislativa. Da Embrapa, participam o chefe adjunto de Transferência de Tecnologia, Marcelo Miele, o pesquisador Everton Krabbe, líder do projeto TEC-DAM, e o técnico Idair Piccinin.

Ainda no primeiro semestre, a empresa que fazia o recolhimento das carcaças encerrou as atividades alegando falta de regulamentação da atividade pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e

políticas ambientais

Como diminuir os conflitos entre humanos e mamíferos silvestres nas propriedades rurais? Qual é o papel da floresta na geração de água para a bacia hidrográfica e quais espécies florestais – nativas e cultivadas – podem ser mais interessantes para o ambiente e a economia? Quais são as práticas e os usos socioeconômicos e culturais do interior e do entorno das unidades de conservação?

Essas questões científicas, essenciais para a elaboração de políticas ambientais, devem ser respondidas por quatro projetos de pesquisa apoiados pela FAPESP no âmbito do convênio com o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), administrado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Os projetos foram apresentados durante reunião

Ciência Aberta

O modelo de exploração econômica da Amazônia praticado nas últimas décadas tem causado o aumento do desmatamento e não tem se revertido em melhoria na distribuição de riqueza ou em benefícios econômicos e sociais para as populações locais.

A fim de mudar esse quadro e assegurar a permanência da floresta e o uso sustentável de seus recursos é preciso implementar um novo modelo de desenvolvimento econômico para o bioma baseado no conhecimento da natureza – a chamada bioeconomia.

A avaliação foi feita por pesquisadores participantes do sétimo episódio de 2019 do programa Ciência Aberta com o tema “Amazônia”, lançado nesta terça-feira (15/10).

Participaram do debate Paulo Moutinho, pesquisador sênior e cofundador do Instituto de Pesquisa

Lippia alba

Mais de 54 mil compostos oriundos de produtos naturais da biodiversidade brasileira estão sendo reunidos em um banco de dados com informações sistematizadas sobre ocorrência, estrutura química e relação de artigos publicados.

A coleção foi criada a partir do acordo firmado entre o Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (IQ-Unesp) e o Chemical Abstracts Service (CAS), uma divisão da Sociedade Americana de Química (American Chemical Society).

Com base em informações contidas em mais de 30 mil artigos publicados em revistas científicas, chegou-se ao total de 51.973 compostos de plantas nativas do Brasil. Somam-se a esses compostos outros 2.219 que vêm sendo sistematizados no banco de dados do Núcleo de Bioensaios, Biossíntese e Ecofisiologia de

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

A revista Science publicou recentemente o artigo The global tree restoration potential. Tendo como primeiro autor o ecólogo Jean-François Bastin, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, o texto apresentou o que afirmou ser “a solução mais efetiva para as mudanças climáticas até o momento”.

O artigo teve enorme repercussão na mídia e suscitou até uma nota na revista Pesquisa FAPESP. Nele, Bastin e colaboradores usaram técnicas de sensoriamento remoto e modelagem para estimar que a “restauração florestal” em 900 milhões de hectares em diferentes regiões do planeta poderia sequestrar 205 gigatoneladas de carbono.

Esse estudo foi contestado por um grupo internacional de ecólogos liderado por Joseph Veldman, da Texas A&M University, nos

Meio Ambiente

O Brasil é o país que abriga a maior concentração de ecossistemas tropicais em áreas protegidas, mas uma parcela considerável dessas reservas pode estar vulnerável às mudanças climáticas em curso no planeta. É o que indica um estudo apoiado pela FAPESP e publicado no periódico Conservation Biology.

Sob coordenação de David Montenegro Lapola, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a pesquisa avaliou 993 áreas protegidas em todo o território nacional. A investigação teve início durante a iniciação científica de Fernanda Sueko Ogawa, bolsista da FAPESP.

Foram consideradas todas as áreas com mais de 50 quilômetros quadrados (km2), incluindo parques nacionais, estações ecológicas, reservas de