Meio Ambiente

Amazônia

A ciência produzida na Amazônia é de extrema importância para o mundo. E a única maneira de implementar políticas públicas acertadas na Amazônia é com base em evidências científicas”, disse Paulo Artaxo, pesquisador do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP), em palestra apresentada na FAPESP Week France, realizada entre os dias 21 e 27 de novembro.

Artaxo é membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) e do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Para o pesquisador, é importante compreender como preservar esse ecossistema por ser algo único em todo o mundo. Não apenas é a maior extensão de floresta tropical

temperatura média no Sudeste

A temperatura média no Sudeste do Brasil tem aumentado nas últimas décadas, fato que contribui para elevar a frequência e a intensidade de eventos climáticos extremos, como inundações, secas e ondas de calor.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU) tem afirmado há anos que, em escala global, o aumento da temperatura média observado nos últimos cem anos está relacionado com o crescimento das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera resultante de ações humanas. Já na escala regional, como é o caso da região Sudeste, ainda há muita incerteza em relação às causas. Segundo especialistas, fatores como urbanização e mudanças no uso da terra para agropecuária, por

saúvas

As saúvas (Atta sexdens) enfrentam dois grandes desafios ao deixar a segurança do ninho para forragear: escolher as melhores plantas para coletar folhas e evitar serem surpreendidas por um vendaval ou um temporal, o que atrapalharia a conclusão da tarefa.

Um estudo feito por pesquisadores da Escola de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) mostrou que essas formigas cortadeiras são capazes de prever condições climáticas adversas ao perceberem mudanças na pressão atmosférica.

Ao detectar uma queda acentuada na pressão atmosférica – que na maioria dos casos é um sinal de chuva e ventos fortes iminentes –, as formigas cortadeiras passam a executar as tarefas rotineiras de corte e transporte das folhas

queimadas

As queimadas anteriormente usadas na colheita da cana-de-açúcar para eliminar as folhas secas alteraram durante anos a qualidade do ar na região central do Estado de São Paulo. As partículas lançadas na atmosfera eram visíveis aos moradores da região e se depositavam nas ruas e nos carros.

A poluição atmosférica também causava problemas respiratórios na população, impactava a biodiversidade e a vegetação nativa e contaminava os rios.

O avanço tecnológico e a pressão da sociedade puseram fim à prática. A proibição foi oficializada por meio de uma lei estadual em 2002. Pouco a pouco, a queima da cana foi sendo substituída por técnicas mais modernas, como o uso de colheitadeiras mecânicas.

“Em 2018, a colheita

derramamento de óleo

O derramamento de óleo ocorrido em alto-mar entre fim de julho e início de agosto afetou mais de 2 mil quilômetros do litoral brasileiro, particularmente as praias do Nordeste. Em Pernambuco, o desastre pegou a todos de surpresa, inclusive pesquisadores – muitos deles especialistas nas áreas de exploração de petróleo, modelagem de simulação e afins. O desafio agora é avaliar riscos de comprometimento de praias, manguezais e estuários e de contaminação de pescados e mariscos, bem como buscar soluções para minimizar o impacto do desastre na economia.

“Já coletamos cerca de 4 mil toneladas de óleo”, disse José Fernando Tomé Jucá, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa de Pernambuco (Facepe). A areia, acrescentou, foi

queimada florestal

Além da perda de biodiversidade e do impacto no clima global, o desmatamento provocado pelas queimadas na Amazônia lança na atmosfera, anualmente, algumas toneladas de mercúrio – um elemento altamente tóxico.

Tal fato tem sido estudado por pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (IQ-Unicamp) nos últimos 20 anos, em colaboração com instituições brasileiras e estrangeiras.

“As queimadas fazem com que o mercúrio que havia sido fixado na superfície terrestre pela floresta retorne para a atmosfera. Por ser muito volátil, esse elemento pode ser transportado em escala local, regional ou global. Pode vagar por até um ano antes de ser depositado em qualquer parte do planeta. Por essa razão o mercúrio é

raízes da braquiária

Em tempos de busca pela sustentabilidade dos sistemas agropecuários frente às mudanças climáticas e ao aumento dos custos de produção, a agricultura conservacionista, que reúne um complexo de tecnologias de caráter sistêmico para preservar e restaurar ou recuperar os recursos naturais com o manejo integrado do solo, da água e da biodiversidade compatibilizados com o uso de insumos externos, se mostra como caminho viável e necessário para que o produtor rural garanta a eficiência e a rentabilidade da produção e ainda preserve o meio ambiente. 

Independente do sistema de produção e da região, a agricultura conservacionista segue três preceitos fundamentais: a redução ou supressão de mobilização de solo; a manutenção de resíduos culturais na superfície

anfíbios

Mesmo para um especialista em rãs, é praticamente impossível apenas com o olhar diferenciar as espécies Physalaemus cuvieri e Physalaemus ephippifer. Ambas podem ser encontradas em savanas alagadas e em espelhos d’água formados em meio a pastagens, desde a Amazônia até o Rio Grande do Sul. Grosso modo, convencionou-se chamar os espécimes da região norte de P. ephippifer e, os demais, de P. cuvieri ou, popularmente, de rã-cachorro.

Agora, novos estudos financiados pela FAPESP sugerem que esse grupo de anfíbios pode abrigar não apenas duas, mas entre quatro e sete espécies, que só podem ser diferenciadas com precisão por meio de técnicas avançadas de biologia molecular.

Até o momento, nenhuma característica morfológica foi suficiente para

lagarta da espécie Helicoverpa Armigera

O Brasil é uma das grandes potências agrícolas do mundo e também um dos líderes no uso de agrotóxicos. Se por um lado os defensivos permitem controlar pragas e aumentar a produtividade, por outro, contaminam a água, o solo e os alimentos, afetando indiretamente a saúde humana.

Em busca de alternativas mais sustentáveis, pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Sorocaba têm apostado na combinação de nanotecnologia e produtos naturais. O tema foi abordado por Leonardo Fraceto, coordenador do Laboratório de Nanotecnologia Ambiental da Unesp, em palestra apresentada na FAPESP Week France.

“Existe uma demanda crescente por alimentos em todo o mundo e a nanotecnologia permite criar metodologias para aumentar a produção agrícola. Não me

Parceria Fiocruz-Inpe

Uma parceria entre a Fiocruz, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Ministério da Saúde (MS) e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS) viabilizará o projeto Atualização dos dados do Sistema de Informações Ambientais Integrado à Saúde, uma plataforma on-line que possibilitará a avaliação da exposição à poluição atmosférica e seus impactos na saúde humana. A ferramenta fornecerá não apenas os dados recentes de estimativas de concentrações de poluentes provenientes de queimadas, poluentes urbanos e industriais, como também os de monitoramento de focos de queimadas e os meteorológicos pretéritos, entre os anos 2000 e 2018, para todos os municípios do Brasil.

O projeto foi criado com a finalidade de possibilitar a continuidade do desenvolvimento da

Reunião Projeto Recolhe

A coleta dos animais mortos nas propriedades rurais e sua adequada destinação, com a reativação do Projeto Recolhe, foi o foco da reunião técnica que ocorreu nesta sexta-feira, dia 8, em Concórdia. Participam da reunião a empresa habilitada ao projeto, agroindústrias, agricultores, Cidasc, governo estadual e prefeituras, além do deputado estadual Mauro de Nadal (MDB), representando a bancada do Oeste da Assembleia Legislativa. Da Embrapa, participam o chefe adjunto de Transferência de Tecnologia, Marcelo Miele, o pesquisador Everton Krabbe, líder do projeto TEC-DAM, e o técnico Idair Piccinin.

Ainda no primeiro semestre, a empresa que fazia o recolhimento das carcaças encerrou as atividades alegando falta de regulamentação da atividade pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e