Meio Ambiente

Larva de mosquito

Pesquisadores brasileiros descobriram em uma reserva da Mata Atlântica uma larva de mosquito capaz de emitir luz azul – algo inédito na América do Sul. Embora diferentes insetos e fungos bioluminescentes sejam conhecidos no continente, todos emitem luz nas cores verde, amarelo ou vermelho. A nova espécie, nomeada Neoceroplatus betaryiensis, foi descrita na revista Scientific Reports.

“Essa larva foi encontrada durante uma coleta de cogumelos bioluminescentes e chamou a atenção por emitir luz azul. Fungos e vagalumes não emitem essa cor de luz, então só podia ser um novo organismo”, disse à Agência FAPESP Cassius Stevani, professor do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) e coordenador do trabalho.

A pesquisa integra o

Tempestade no Campo de São João do Piauí,

A análise de sedimentos marinhos tornou-se uma ferramenta poderosa para a investigação do paleoclima. Esse material é carregado pelos rios dos continentes para os oceanos e sua composição permite calcular os valores de grandezas como temperatura, regime de chuvas nas áreas continentais e salinidade nos mares. Tal rastreamento do passado é fundamental para aferir a acurácia dos modelos climáticos atuais no contexto da mudança climática global (leia mais em agencia.fapesp.br/25634/ e http://agencia.fapesp.br/23015).

Um novo método de análise de sedimentos foi proposto por Vinícius Ribau Mendes, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em artigo publicado na revista Paleoceanography and Paleoclimatology. Por sua originalidade, o estudo foi selecionado pelos editores para ser divulgado também na

cartilha com foco no público infanto-juvenil

Se por um lado o campo está cada vez mais tecnológico e o conceito de Agricultura 4.0 crescentemente presente nas propriedades agrícolas, por outro técnicas primitivas como o uso do fogo por vezes ainda são utilizadas como estratégia para o manejo de áreas. Uma cartilha voltada para crianças e jovens sobre essa temática está sendo disponibilizada ao público a fim de contribuir para uma mudança de costume nesse sentido.

A publicação “Três famílias e o fogo - um encontro no Cerrado” conta a história de três famílias que aprendem sobre o uso do fogo no Cerrado e suas consequências. Alunos do quinto ano da Escola Classe 111 sul foram os primeiros a receber a cartilha na

agrotóxicos

Em entrevista para a Agência Fiocruz de Notícias (AFN), a pesquisadora da Fiocruz e assessora da Coordenadoria de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho (Codemat) do Ministério Público do Trabalho, Karen Friedrich, e a vice-coordenadora do Grupo de Trabalho sobre Agrotóxicos da Fiocruz, Aline Gurgel, apresentaram um panorama da atual situação dos agrotóxicos no Brasil. De acordo com as pesquisadoras, as mudanças propostas representam uma grave ameaça à saúde humana, e ocultam as situações de riscos associadas à exposição a diversos agrotóxicos com uso autorizado no Brasil. Elas buscaram explicar os malefícios da nova regulamentação dos agrotóxicos para os trabalhadores rurais e para a população geral. 

As especialistas chamaram a atenção para a definição do

anta

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Rio Claro concluiu que a extinção conjunta dos dois maiores herbívoros sul-americanos – a anta (Tapirus terrestres) e a queixada (Tayassu pecari) – causaria uma importante redução na biodiversidade florestal do continente.

Resultados de um experimento iniciado há 10 anos indicam que as comunidades de plantas são mais diversificadas nas áreas em que as espécies estão simultaneamente presentes. Já nas florestas onde apenas um dos animais ocorre a diversidade é menor.

Segundo a pesquisa, apoiada pela FAPESP e publicada no Journal of Ecology da British Ecological Society, a queixada e a anta teriam funções ecológicas complementares. O trabalho integra o Projeto Temático “Consequências ecológicas da

monitoramento de febre amarela

A partir de ações conjuntas entre a Fiocruz e o Ministério da Saúde, os esforços e conhecimentos de diversos profissionais da saúde e ambiente integram as Oficinas de planejamento, preparação e utilização da plataforma SISS-Geo na vigilância de epizootias em primatas não humanos para o monitoramento de febre amarela. Estas oficinas vem ocorrendo e, desde então, as ações de capacitação para o uso do aplicativo SISS-Geo, como uma das fontes de notificação de epizootias para a vigilância e combate ao avanço da febre amarela, intensificaram-se em diversas regiões e municípios dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Nas avaliações finais dos cursos e oficinas, os profissionais treinados (gestores, enfermeiros, biólogos, veterinários, agentes

peixe-elétrico

Um estudo publicado na revista Nature Communications nesta terça-feira (10/9) revela que existem ao menos três espécies de peixe-elétrico conhecidas como poraquê e não apenas uma, como se pensava.

Uma das duas novas espécies descritas no artigo emite a maior voltagem já registrada em um animal, chegando a 860 volts. A pesquisa foi apoiada por FAPESP, Smithsonian Institution e National Geographic Society, entre outras instituições. Além de gerar novos conhecimentos sobre o animal, depois de mais de 250 anos de sua primeira descrição, abre novas possibilidades de investigação, como, por exemplo, sobre a origem e a produção de descargas elétricas fortes em outros peixes.

Os peixes-elétricos compõem um grupo de mais de 250 espécies dotadas

sistemas de habitação e de água e saneamento

Em um intervalo de pouco mais de 40 anos, Altamira, no sudoeste do Pará, foi cenário de duas grandes obras de infraestrutura. A primeira foi a construção da rodovia Transamazônica, entre 1971 e 1973, e a segunda, a usina hidrelétrica de Belo Monte, na bacia do Rio Xingu, iniciada em 2011.

Estudioso dos impactos sociais e ambientais desses dois grandes projetos, Emilio Moran, professor da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, e pesquisador visitante do Núcleo de Estudos Ambientais (Nepam) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), avalia que os distúrbios causados por ambas as construções no município paraense tiveram algumas semelhanças.

“Quando cheguei a Altamira, em 1972, para pesquisar sobre a Transamazônica, presenciei a

usina de Belo Monte

Os resultados do projeto “Processos sociais e ambientais que acompanham a construção da hidrelétrica de Belo Monte, Altamira, PA”, apoiado pela FAPESP na modalidade São Paulo Excellence Chair (SPEC), foram apresentados em um seminário realizado na sede da Fundação nos dias 27 e 28 de agosto.

Ao longo de seis anos de estudo, pesquisadores coordenados por Emilio Moran, professor da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, e pesquisador visitante do Núcleo de Estudos Ambientais da Universidade Estadual de Campinas (Nepam-Unicamp), avaliaram os impactos sociais e ambientais da construção de Belo Monte e constataram que, em vez de induzir o desenvolvimento econômico sustentável da região, a usina contribuiu para aumentar o custo de

Reserva Legal na região de Caucaia do Alto, município de Ibiúna

Os 270 milhões de hectares de vegetação nativa preservados em propriedades rurais – entre áreas desprotegidas e de Reserva Legal – rendem ao Brasil R$ 6 trilhões ao ano em serviços ecossistêmicos, como polinização, controle de pragas, segurança hídrica, produção de chuvas e qualidade do solo.

O cálculo foi publicado na revista Perspectives in Ecology and Conservation e endossado por 407 cientistas brasileiros, de 79 instituições de pesquisa.

“O artigo tem o objetivo de mostrar que preservar a vegetação nativa não é um impedimento ao desenvolvimento social e econômico, e sim parte da solução. É um ativo para o desenvolvimento sustentável do Brasil, de uma forma diferente do que foi feito na Europa há 500

barragem da Usina Hidrelétrica Ilha Solteira

Dados sobre a qualidade da água de reservatórios paulistas em que há cultivo de organismos aquáticos poderão ser acessados por meio de um sistema on-line desenvolvido por pesquisadores da Plataforma Multi-institucional de Monitoramento das Reduções de Emissões de Gases de Efeito Estufa na Agropecuária (Plataforma ABC), da Embrapa Meio Ambiente.

Denominado AgroTagAQUA, o sistema é resultado de um projeto desenvolvido pela Embrapa, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e poderá ser acessado em breve por meio de um aplicativo para dispositivos Android.

O desenvolvimento dos algoritmos para estimativa da qualidade da água via imagens de satélite foi feito em parceria com pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Os algoritmos são