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Produzir alimentos, fibras e energia para atender as necessidades da população é um dos desafios da agricultura. Logicamente, esta produção precisa ser sustentável sob o ponto de vista econômico, social e ambiental. Não sendo atendido um dos três pilares da sustentabilidade, a atividade não é efetivamente sustentável. Por esse motivo, é cada vez maior o desafio para aqueles que estão direta ou indiretamente envolvidos com a produção agrícola em qualquer parte do mundo. 

Em ambiente tropical, como é o caso do Brasil, este desafio é ainda maior. Plantas daninhas, fungos, vírus e bactérias que atacam as plantas cultivadas encontram condições ótimas para crescerem e se desenvolverem. Portanto, a sua capacidade de causar dano econômico é

Cláudio Amaral Junior

O ano era 1985, Cláudio passara algumas noites em “inferninhos” de Copacabana. Alba amargurada, insone em casa? Não. O objetivo era procurar parceiros de casos diagnosticados com Aids e levantar informações básicas sobre as práticas sexuais, em particular, de homens homossexuais. Chamávamos isso de “investigação epidemiológica”. Alguns dos gays que praticavam o comércio sexual tinham cinco ou mais parceiros por noite. Esses locais eram frequentados também por estrangeiros, inclusive mariners americanos.

O assunto era quente e, depois de uma coletiva, a TV Globo quis a tradicional exclusiva. E disparou a pergunta se a Aids podia ser transmitida por contato pessoal, não sexual. “E beijo transmite?”. Ao dizer “não”, “beijar pode”, o cinegrafista fez um close

Luiz Roberto Serrano

Na comemoração dos 70 anos da Revolução Chinesa, neste último dia 1º de outubro, o noticiário, aqui no Brasil, concentrou-se na enorme pompa e grandiosidade da demonstração do poderio bélico do país no desfile presidido pelo todo-poderoso Xi Jinping em contraste com a forte repressão policial às manifestações libertárias em Hong Kong, que ainda resiste ao autoritarismo do regime de Pequim.

Como registro, a contraposição valeu, mas nem de longe ilumina toda a complexidade que envolve a evolução da China de uma economia agrária anêmica e esfacelada para, em 70 anos, transformar-se na segunda economia do mundo, ameaçando tomar a liderança norte-americana nas próximas décadas. É sempre bom lembrar que no próximo dia 3 de

Elza Maria Ajzenberg

Cientista, artista, mestre do Renascimento, Leonardo da Vinci (Anchiano, 15 de abril de 1452 – Amboise, 2 de maio de 1519) abriu horizontes do conhecimento. Pesquisou e criou sem limites – de máquinas voadoras à anatomia humana. Estudou o céu e a terra. Dedicou-se às conexões entre a arte e as ciências da natureza. Passados 500 anos do seu falecimento, as contribuições de Leonardo não cessam de atingir o homem contemporâneo.

Sua trajetória tem sido alvo de vários estudos e publicações. É sabido que nasceu em Anchiano/Vinci, perto de Florença, filho de Piero da Vinci e de uma camponesa – Catarina Lippi. Seu pai era um homem próspero, atuou como tabelião para diversos mosteiros, ordens

Alvair Silveira Torres Junior

Muito tem sido escrito e falado sobre a reforma da Previdência como solução de todos os males que assolam a economia brasileira. O projeto enviado também parece se revestir com a aura de única via, quando, à luz dos modelos de processo decisório, a boa prática na solução de problemas recomenda examinar mais de uma alternativa nos casos estratégicos e de grande impacto. Se imaginarmos a sociedade e seus representantes no Congresso Nacional como instância de decisão no sistema de governança do País, assim como o Conselho de Administração de uma empresa, algumas alternativas de reforma deveriam ser apresentadas e discutidas antes de uma proposta específica.

A cultura participativa, entretanto, ainda está em fase embrionária

SUS

O periódico científico The Lancet publicou artigo sobre o processo de implementação e expansão do Sistema Único de Saúde (SUS). Liderado por um grupo de pesquisadores da Universidade de Harvard, o artigo Sistema Único de Saúde do Brasil: os primeiros 30 anos e as perspectivas para o futuro teve também a participação da pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) Ligia Giovanella, que contribuiu na análise sobre a caracterização do SUS e a organização da Atenção Primária em Saúde ao longo desses anos. “O artigo deixa claro que o SUS contribuiu para melhorar a saúde e o bem-estar da população brasileira, além de reduzir as iniquidades e desigualdades em saúde, mas traz uma

Jorge Bermudez

A agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos, FDA, acaba de aprovar o medicamento mais caro do mundo. Para tratar uma criança com Atrofia Muscular Espinhal (AME), a voracidade da indústria farmacêutica não tem limites e o tratamento vai custar nada menos que 2,1 milhões de dólares, com o mais recente lançamento da terapia genética, o Zolgensma. Cada vez mais, as grandes empresas farmacêuticas compram pequenas indústrias e seu portfólio de produtos e tentam recuperar esses investimentos em pouco tempo, estabelecendo preços fictícios, que não correspondem aos custos reais.

Há uma diferença muito grande entre custos e preços. Mais grave do que isso, existem exemplos de produtos desenvolvidos em universidades norte-americanas com cessão

Jean Pierre Chauvin

De tempos em tempos, nós, que pesquisamos e discorremos sobre objetos relacionados à cor, ao som e à forma, precisamos vir a público para desdizer medidas estreitas e reafirmar o papel das humanidades, ou ciências humanas, ou soft sciences, perante um mundo cada vez menos favorável à diversidade e cada vez mais standard, como supuseram Herbert Marcuse e Edgar Morin[1], entre as décadas de 1960 e 1970. Decorre daí a ironia máxima: os terráqueos ocupam hemisférios metrificados, mas sem maior espaço para a poesia, o exercício da sensibilidade e a reflexão. Na hipervalorizada Era da Comunicação, cabe um pouco de quase tudo; porém anda bem menor a preocupação com a linguagem.

Isso talvez aconteça porque

tabagismo

“Há 1,1 bilhão de fumantes no mundo e cerca de 4 em cada 5 vivem em países de baixa e média rendas. Principal fator de risco de morte por doenças crônicas não transmissíveis, o tabagismo é o responsável por seis milhões de óbitos ao ano”. A informação de alerta vem de um artigo publicado no Cadernos de Saúde Pública, revista científica da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). De autoria dos pesquisadores Marcia Pinto, Ariel Bardach, Alfredo Palacios, Aline Biz, Andrea Alcaraz, Belen Rodriguez, Federico Augustovski e Andres Pichon-Riviere, o artigo intitula-se Carga do tabagismo no Brasil e benefício potencial do aumento de impostos sobre os cigarros para a economia e para a redução de

Previdência Social

"O Brasil, em comparação com o Chile, se caracteriza por maiores taxas de informalidade laboral, desigualdades socioeconômicas, expectativa de vida mais baixa e heterogênea". Esse perfil descrito em um artigo do Cadernos de Saúde Pública (CSP) alerta para os efeitos de uma reforma da previdência, como a defendida pelo Governo Bolsonaro, que orientada "pela austeridade e argumentos contábeis falaciosos, pode ser trágica para as próximas gerações".

No artigo, Reformas da Previdência Social no Chile: lições para o Brasil, publicado no CSP de maio, os autores Suelen Carlos de Oliveira (Universidade do Grande Rio), Cristiani Vieira Machado (Fiocruz) e Aléx Alarcón (Universidade do Chile) Hein defendem que uma reforma da previdência deveria ser orientada para consolidar um sistema

Água na agricultura

Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) indicam que, para atender ao crescimento populacional e às novas demandas por alimentos, a produção mundial de cereais terá que aumentar cerca de um bilhão de toneladas até o ano 2030. Esse aumento previsto dependerá prioritariamente da disponibilidade hídrica para suprir as demandas de irrigação, que será responsável por atender cerca de 80% dessa produção adicional que ocorrerá entre 2001 e 2025.

Segundo Postel (2000), no mundo, a agricultura irrigada é responsável por cerca de 40% de toda produção, viabilizando produzir fisicamente, em uma mesma área, até quatro vezes mais que a agricultura de sequeiro. Para evidenciar a importância da agricultura irrigada