Clipping da Editora Abril

Está disponível no endereço http://www2.assis.unesp.br/cedap/clipping_abril_intelectuais/files/assets/basic-html/page32.html o material da primeira letra do alfabeto do catálogo de ‘Personalidades: Os Intelectuais’ da Coleção 'Clipping da Editora Abril'. Trata-se da primeira etapa de um projeto de um ano de intenso trabalho de equipe do Centro de Documentação e Apoio à Pesquisa (Cedap) da Unesp em Assis, sob orientação da professora Tania Regina de Luca.

A jornada começou, de fato, no final de 2011, quando o Cedap recebeu, sob a forma de doação, o acervo intitulado Clipping da Editora Abril, composto por 800 caixas, contendo recortes de jornais e revistas do país e do exterior, originalmente ordenado nas rubricas Empresas, Personalidades e Assuntos, cada uma das quais subdivididas em pastas que guardam recortes, arquivados em ordem cronológica crescente de meados da década de 1950 até o final da de 1990.

A criação do Clipping, sob a supervisão do Departamento de Documentação da Editora Abril (Dedoc), justificava-se pela necessidade de compor um arquivo próprio, capaz de subsidiar os vários impressos produzidos pelo grupo, razão pela qual deveriam fornecer um quadro do que se passava no país e no mundo. O material provém, sobretudo, dos jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, Correio Braziliense, Jornal do Brasil, Jornal da Tarde, Le Monde, L’Express e La Repubblica.

Inicialmente o acervo passou pelas fases de higienização, organização interna e foi disponibilizado para consulta, mas ainda não contava ainda com catálogos e inventários. Por isso, em abril de 2014, iniciou-se projeto com esse objetivo com apoio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Unesp e participação de alunos bolsistas e voluntários, todos do curso de graduação em História.

O projeto iniciou-se pelo módulo Personalidades, que reúne indivíduos que atuavam nas mais diferentes áreas. Na primeira fase, foram analisados nomes relacionados ao mundo da cultura, respeitando-se a ordem alfabética dos sobrenomes, o que permite, para cada letra, ir compondo quadros resumo em termos de gênero e área específica de atuação, aspectos que ajudam a compreender as escolhas realizadas pelos responsáveis pela produção do acervo.
Assim, para a primeira letra do alfabeto, há 209 pastas, mas 206 indivíduos, tendo em vista a repetição de entradas. Desse total foram selecionados 136, ou seja, 66% do total, sendo 115 homens e 21 mulheres.

Para compor a catalogação, disponibilizada na página do Cedap, optou-se por elaborar duas fichas: uma relativa ao conteúdo de cada pasta e outra que visa identificar o seu titular. Na primeira são descritos os documentos presentes em cada pasta, especificando-se título da matéria, autor, fonte e data, com a devida anotação no caso de um ou de vários desses dados não terem sido preservados. Esta ordenação fornece indícios da importância atribuída à personagem, setor de atuação, as fontes escolhidas e os limites temporais.

Há ainda uma ficha de identificação, que contém informações básicas sobre o individuo (nascimento, falecimento e pequena biografia, com destaque para sua atuação profissional), descrição do conteúdo e breve análise do mesmo, além de se especificarem as palavras-chave, as temáticas abordadas nos recortes, a quantidade dos mesmos e as suas datas limite, de modo a permitir que se aquilate a importância do lugar ocupado pela personagem no interior do acervo, ou seja, trata-se de precisar que aspectos foram selecionados para serem preservados.

A importância do conjunto pode ser verificada pelo uso de fragmentos dele nas publicações da empresa, como, por exemplo, a revista Veja. O material doado ao Cedap tinha, portanto, importância estratégica para a produção dessa de outras revistas da Editora Abril.

Cedap, com a atual iniciativa, que objetiva ser ampliada para as outras letras do alfabeto e para as rubricas Empresas e Assuntos do acervo, único no gênero, permite  dar aceso às informações reunidas para pesquisadores de diferentes áreas das Ciências Humanas. “O desafio é a produção de instrumentos de pesquisa que permitam descrevê-lo de forma sistemática”, conclui Tânia.

Portal Unesp

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