Fragmento da capa

Foi publicado número especial da Revista ORG&DEMO com a temática Gênero, educação e movimentos sociais, composto por oito artigos de pesquisador e pesquisadoras de diferentes instituições.

O primeiro artigo apresentado denomina-se Faz sentido pensar a educação de um ponto de vista feminista? Feminismos e seus contributos para uma educação assente na igualdade de gênero e foi escrito por Sofia Marques da Silva da Universidade do Porto, Portugal. A autora tem como propósitos discorrer sobre a literatura feminista e ressaltar os contributos do movimento feminista e de feministas para o aprofundamento do debate em torno da educação para a igualdade de gênero.

O segundo artigo foi elaborado por Tânia Suely Antonelli Marcelino Brabo e Valéria Pall Oriani da Universidade Estadual Paulista, Campus de Marília, Brasil, e denomina-se Gênero e educação: o papel do movimento feminista para a igualdade de gênero. O texto tem como objetivo analisar a participação do movimento feminista na busca da garantia dos direitos humanos das mulheres, dentre eles a educação igualitária. As autoras apresentam, também, uma reflexão sobre as concepções de cidadania e gênero encontradas nas práticas pedagógicas de professoras e de um professor da cidade de Marília, SP.

O terceiro artigo apresentado foi elaborado por Daniela Auad e Raquel Borges Salvador da Universidade Federal de Juiz de Fora, Brasil, e se intitula Políticas públicas e coeducação: o desafio da democratização a partir das relações de gênero em uma perspectiva feminista. O artigo apresenta considerações sobre gênero, coeducação e orientação sexual e como os conceitos são expressos em políticas públicas educacionais e em documentos e programas para a igualdade de gênero no Brasil e no mundo.

Educação da mulher indígena Umutina é o título do quarto artigo escrito por Roberto Tadeu Vaz Curvo, da Universidade Federal do Mato Grosso e Procurador da
Defensoria Pública de Mato Grosso, Brasil. A pesquisa discutida no artigo busca compreender como opera o sistema de educação escolar indígena do povo Umutina e, em especial, analisar a educação escolar da mulher indígena.

O quinto artigo denomina-se A escravidão dos povos africanos e afro-brasileiros: a luta das mulheres escravizadas e foi elaborado por Lúcia Helena Oliveira Silva da Universidade Estadual Paulista, Campus de Assis, Brasil. A autora procede ao resgate do processo educativo na escravidão e do aprendizado de estratégias pelos escravos que buscavam a liberdade. O artigo apresenta uma parte pouco conhecida da história de resistência dos povos africanos e afro-brasileiros escravizados, enfatizando a luta das mulheres escravas pela liberdade, em especial pelos meios jurídicos.

Mujeres rurales: cómo viven y políticas públicas en calidad de sujetos de derechos é o título do sexto artigo escrito por Griselda Alfaro da Universidad Nacional de Tucumán, Argentina. A autora analisa os diversos instrumentos internacionais que permitiram avanços e reformas de ordem jurídica relacionados à mulher e ao exercício dos direitos fundamentais, apontando, também, os espaços e grupos sociais que permanecem invisíveis em matéria de direitos e legislação.

O sétimo artigo apresentado denomina-se Trabalho associado, gênero, educação e participação política nas empresas de autogestão e nos movimentos sociais e foi elaborado por Neusa Maria Dal Ri, da Universidade Estadual Paulista, Campus de Marília, Brasil. O objetivo do artigo é apresentar aos leitores reflexões, com base em investigações empíricas efetuadas ao longo dos últimos quinze anos, acerca das modificações nas relações de trabalho e sociais introduzidas pelas organizações de trabalho associado, em especial as relacionadas às questões de gênero, ações educacionais e participação política da mulher.

O oitavo artigo foi escrito por María de los Ángeles Dicapua da Universidad Nacional de Rosario, Argentina, cujo título é La reestructuración de las relaciones de género en las prácticas autogestivas: ¿reproducción o ruptura? Neste artigo a autora apresenta análises acerca da estrutura das relações de gênero no âmbito da economia solidária, mais especificamente em relação às experiências associativas de trabalho autogestionário no âmbito da cidade de Rosário.

A escolha dos temas gênero, educação e movimentos sociais, bem como a decisão do conselho editorial de seu tratamento conjunto, parte do entendimento de que esses fenômenos sociais relacionam-se de maneira complexa. São fenômenos que possuem grande relevância social e atualidade histórica e teórico-prática. Dessa forma, há necessidade de desenvolvimento de pesquisas que nos auxiliem a compreender e explicar mais bem esses fenômenos, compreensão necessária para a formulação de políticas públicas e intervenções práticas na realidade. Desse modo, pela importância e atualidade da temática abordada, esperamos que nossos leitores e leitoras apreciem o número especial publicado.

A organização da publicação é de Tânia Suely Antonelli Marcelino Brabo e Neusa Maria Dal Ri, professoraas da Faculdade de Filosofia e Ciências da unesp em Marília.

Acesso e download gratuito no site da revista: http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/orgdemo/issue/view/322

Portal Unesp

Pin It