Pixinguinha e o sax

Músico nasceu em 23 de abril, data em que é comemorado o Dia Nacional do Choro em sua homenagem

A Funarte disponibiliza em seu portal, a partir de hoje, um vídeo que celebra os 120 anos do nascimento de Pixinguinha, comemorados ontem, dia 23 de abril. O vídeo traz depoimentos de amigos e especialistas na obra do mestre do choro, além de imagens atuais da casa onde o artista viveu, no bairro carioca de Ramos, e da Travessa do Ouvidor, no Centro do Rio, onde ele passou grande parte de sua vida boêmia na cidade. Com 26 minutos de duração, o vídeo é uma produção da Coordenação de Difusão e Pesquisa (Codipe), ligada ao Centro de Programas Integrados (Cepin) da Funarte.

Quatro depoimentos revelam, por diferentes ângulos, detalhes da vida e da obra do ilustre aniversariante. O poeta e compositor Paulo César Pinheiro, parceiro do compositor em “Ingênuo”, entre outros choros e sambas, defende a figura de Pixinguinha como o personagem que colocou o Brasil no mapa-múndi da música. Já o produtor e poeta Hermínio Bello de Carvalho, que produziu discos de Pixinguinha e foi parceiro dele em músicas como “Fala baixinho” e “Isso é que é viver”, revela um pouco da intimidade do Pai do Choro nos últimos anos de sua vida.

O vídeo traz também o depoimento do fotógrafo Walter Firmo, autor do célebre registro de Pixinguinha relaxando numa cadeira de balanço em sua casa, em Ramos. A equipe da Funarte foi até a casa em que essa foto foi tirada. Por fim, o músico e pesquisador Paulo Aragão, que defendeu tese de doutorado sobre os arranjos de Pixinguinha e integra a equipe do Instituto Moreira Salles responsável por estudar e trabalhar o acervo do compositor de “Carinhoso”, destaca o papel de Pixinguinha como arranjador e defende seu protagonismo na construção da sonoridade da música popular brasileira a partir da década de 1930.

Pixinguinha nasceu Alfredo da Rocha Vianna Filho, em 23 de abril de 1897, data em que se comemora o Dia Nacional do Choro. Recentemente, a efeméride entrou para o Calendário Cultural Oficial da cidade do Rio de Janeiro. No vídeo, trechos de suas composições – como “Carinhoso”, “Rosa”, “Lamentos” e “Vou vivendo” – são apresentados juntamente com fotografias do acervo do Centro de Documentação e Informação (Cedoc) da Funarte.

Funarte

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