CD Chico Bororó

Dia 12 de julho, sexta-feira, das 19h às 21h30, acontece o lançamento do CD Duplo Chico Bororó – Um jovem Mignone com Maria Josephina Mignone, ao piano e Neti Szpilman no canto, na Livraria da Vila da Lorena.

No Rio de Janeiro, o CD Chico Bororó foi lançado no dia 7 de junho, sexta-feira, das 19h às 22h30, na Livraria da Travessa de Ipanema.

Maria Josephina Mignone desejava gravar as obras do Chico Bororó, pseudônimo popular de Francisco Mignone (1897-1986). “Chico Bororó foi um estado de espírito” dizia Francisco Mignone. O trabalho resultou em dois CDs com 27 peças compostas entre as décadas de 1920 e 30. O primeiro CD é somente com a pianista, o segundo traz 11 canções populares que falam do universo rural: o café, o caboclo, a sertaneja, canções de ninar, etc. Neti Szpilman interpreta as canções e com a participação, em duas faixas, do tenor Ruben Gabira. Há ainda uma faixa bônus com o próprio Mignone cantando a canção Mandinga Doce.

Neti Szpilman tem extensa carreira como solista de óperas, inclusive em Israel e Alemanha. Interpreta e divulga a música erudita brasileira.

A produção musical é de Lauro Gomes. A filha, Anete Rubin Mignone é que assumiu a produção executiva e gravação. Há anos, junto com Maria Josephina, vem investindo na difusão e registro da obra de Mignone com a Coleção Mignone com a pianista interpretando obras do compositor além da impressão das partituras.

O CD Chico Bororó – Um jovem Mignone está disponível também nas plataformas digitais.

Maria Josephina Mignone e Neti Szpilman

Vídeos:

Celeste - Chico Bororó (Francisco Mignone) - https://youtu.be/3ApPe2Ft9_s
As gracinhas da vovó - Chico Bororó (Francisco Mignone)

https://youtu.be/2-zQNYpJSP8
Alma em pena - Chico Bororó (Francisco Mignone) - https://youtu.be/m18sBoH_SsM

Chico Bororó por Lauro Gomes

“Em 1912, aos 15 anos, Francisco Mignone lançou a sua primeira composição Danse du Paysan e, ao mesmo tempo, ingressou no Conservatório Dramático Musical de São Paulo, onde diplomou-se em 1917, como flautista, pianista e compositor. O jovem Francisco, já publicara suas primeiras obras que provaram a sua seriedade no campo composicional. Como todo rapaz da época, deliciava-se, participando como músico, ao sabor inebriante das serestas, orvalhadas pelo sereno das madrugadas paulistanas. Francisco queria ser também popular. Erudição, só para os grandes salões da pauliceia ilustrada. Matutando, achou um meio: Francisco transformou-se no Chico Bororó, um autêntico caipira sertanejo e, saiu soltando as suas notas esvoaçantes, no encantado canto da sua flauta-prata enluarada, enchendo de um som autenticamente caipira, os corações atentos, esperançosos e saudosos de uma brasilidade profunda.”

Francisco Mignone (São Paulo, 3 de setembro de 1897 / Rio de Janeiro, 19 de fevereiro de 1986) foi compositor, regente, pianista e professor, Francisco Mignone foi uma das figuras mais ilustres da música nas Américas. Estudou flauta e piano com seu pai e, aos treze anos, já se apresentava em público com pequenas orquestras.

Cursou o Conservatório Dramático-Musical de São Paulo e, nesta época, já apareciam suas primeiras composições, que assinava com o pseudônimo de “Chico Bororó”.

Estudou em Milão com Vincenzo Ferroni e compunha incessantemente, abrangendo praticamente todas as formas musicais, nas quais empregava generosamente a música brasileira, desde as serestas até os ritmos africanos e indígenas.

Em 1923, um regente como Richard Strauss, à frente da Filarmônica de Viena, incluía a obra “Congada” em seus concertos, e na década de 40, Arturo Toscanini gravava, à frente da Filarmônica de Nova Iorque, a obra “Festa das Igrejas”.

Viajou intensamente pela Europa, principalmente Espanha, Itália e Alemanha, e a partir de 1934, passou a residir no Rio de Janeiro, onde assumiu a cátedra de Regência no Instituto Nacional de Música, hoje “Escola de Música da UFRJ”.

Como regente, difundiu na Europa não apenas sua extensa obra, mas a de outros compositores brasileiros como Henrique Oswald, Francisco Braga, Villa-Lobos e Lorenzo Fernandez, entre outros.

Regeu várias orquestras na Europa e EUA e as principais do Brasil, como a Sinfônica Brasileira (OSB), Sinfônica Nacional (OSN), Theatro Municipal (OTM), Radio Mec e outras.

Foi adido cultural do Brasil na Itália.

Viajou pelos EUA a convite do governo americano. Foi diretor do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e deixou em diversos discos inolvidáveis interpretações de suas próprias obras.

De 1.024 obras catalogadas, destacam-se 4 óperas, 2 operetas, 17 bailados, 221 canções, 2 oratórios, 7 missas, 232 obras para piano solo e 170 composições de câmara, para diversas combinações de instrumentos.

A obra de Francisco Mignone é monumental, não apenas pela riqueza de estilos ou quantidade de composições, mas também pela imensa beleza e nacionalismo puro.

Sobre Maria Josephina Mignone, Lauro Gomes escreve: “É covardia falar do seu trabalho. É fora de série e abençoada por todos os motivos. Jô entra sem pedir licença, no embalo do Chico, o “amô” da sua vida”.  A pianista iniciou seus estudos no Conservatório Carlos Gomes, em Belém do Pará, onde nasceu. Bolsista do Governo do Pará, por concurso, fez cursos de aperfeiçoamento no Rio de Janeiro com Arnaldo Estrela e Magdalena Tagliaferro e, posteriormente, por mérito, em Paris, também com a Mestre Magdalena Tagliaferro.

Intérprete das obras de Francisco Mignone – que lhe dedicou inúmeras peças para piano, dando-lhe também orientação musical e conselhos sobre a interpretação de suas obras - na sua convivência como aluna e esposa, fez-se a principal divulgadora de suas obras pianísticas, além de ter atuado com Francisco Mignone em duo pianístico, assim como solista de suas obras para piano e orquestra nas principais salas de concerto do Brasil e Exterior, nas quais, após o falecimento de Francisco Mignone, continua se apresentando.

Gravou inúmeros discos para o mercado nacional e estrangeiro, entre LPs e CDs, bem como os DVDs “Valsas de Esquina – Master Class e Piano” e “24 Valsas Brasileiras – Master Class e Piano”, todos de grande repercussão e destaque.

Fundou o “Centro Cultural Francisco Mignone” e trabalha incessantemente pela divulgação da obra de seu saudoso marido.

Neti Szpilman estudou com o Prof. Richard Reiß, na Freiburg Musikhochschule (Alemanha) e com a Profa. Elena Konstantinovna. Como solista participou das óperas: As Bodas de Fígaro -Condessa, Turandot -Liú, sob a regência do Maestro Romano Gandolfi, Electra, 3ºserva, regência maestro Gabor Ötvös, Viúva Alegre (Valentina), maestro Sílvio Barbato, Cavaleria Rusticana -Lola, Norma -Clotilde, Carmen -Mercedes, La Traviata - Flora, The Médium - Mônica, dentre outras. Como solista, com a Orquestra Petrobrás Sinfônica, com o maestro Jack Wall. Em Israel, participou do Festival de Verão de Jerusalém. Apresentou-se no Instituto Goethe, em Freiburg.

Tem divulgado obras da música clássica no Brasil como também os compositores brasileiros, dentre eles, “Pérolas de Francisco Mignone”.

Participou dos musicais Kurt Weill, West Side Story como Maria, Sinatra Olhos Azuis como Ava Gardner, Diário de Anne Frank como Petronella van Dann.

É integrante do Coro de Ópera do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Ficha técnica:

Álbum: Chico Bororó – Um jovem Mignone (CD duplo)
Intérpretes: Maria Josephina Mignone (piano) e Neti Szpilman (canto)
Produtor musical: Lauro Gomes
Realização: Rubin Mignone Produções
Fotografia: Mariza Lima
Lançamento: independente
Preço sugerido: 69,90

Lançamentos:

Dia 7 de junho, domingo, das 19h às 22h30
Livraria da Travessa de Ipanema
Rua Visconde de Pirajá, 572

Dia 12 de julho, sexta-feira, das 19h às 21h30
Livraria da Vila da Lorena
Alameda Lorena, 1731

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