núcleo histórico da Fiocruz

A Fiocruz recebeu, na última quarta-feira (24/4), a visita de representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o acompanhamento de dois projetos que contam com apoio financeiro da instituição: o Plano de Requalificação do Núcleo Arquitetônico Histórico de Manguinhos (Nahm) e o Preservo: Complexo de Acervos da Fiocruz. Depois de uma reunião com gestores da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), os representantes do banco de fomento fizeram uma visita aos edifícios do núcleo histórico da Fiocruz e conheceram as instalações e equipamentos adquiridos no âmbito do Preservo.

“A visita foi importante para conhecermos os trabalhos que estão sendo realizados e o planejamento que está sendo feito. Nossa impressão foi a melhor possível. Gostaria de parabenizar a toda a equipe pelas realizações”, disse o gerente de operações do Departamento de Educação e Cultura do BNDES, Fabrício Brollo Dunham. Durante a visita, ele reafirmou o compromisso da instituição com o apoio a iniciativas ligadas a memória e patrimônio na Fiocruz. “O banco quer continuar sendo parceiro da Fiocruz no desenvolvimento desse trabalho de revitalização do patrimônio e de ampliação do acesso e uso desse patrimônio pela sociedade”, declarou.

Vice-diretor de Patrimônio Cultural e Divulgação Científica da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), Marcos José de Araújo Pinheiro ressaltou a importância do apoio do BNDES aos dois projetos. “Com os recursos destinados ao Preservo, foram adquiridos equipamentos de ponta, que já permitiram a digitalização de parte da rica coleção entomológica e da coleção histopatológica do Instituto Oswaldo Cruz [IOC/Fiocruz], além de obras raras de nossas bibliotecas”, explicou. “Já o montante aprovado para o Nahm será fundamental para darmos início à melhor preservação e valorização dos prédios do núcleo histórico, qualificando-os para que recebam exposições e atividades de divulgação científica.”

Com apoio de R$ 5 milhões aprovados pelo BNDES em 2014, o Preservo prevê a construção de infraestrutura moderna e o uso das mais avançadas tecnologias para a guarda e o acesso público ao extenso patrimônio da instituição, que inclui edificações, arquivos, bibliotecas, coleções biológicas, coleções iconográficas, instrumentos e equipamentos, um conjunto expressivo de acervos culturais e científicos das ciências e da saúde.

“A Fiocruz tem um acervo único da construção da ciência no Brasil. Ter o registro e a boa conservação dessa memória é fundamental para que pautemos o desenvolvimento econômico e social do país para o futuro. É olhando para essa memória, que construiremos uma nação mais desenvolvida”, afirmou Dunham sobre a importância da preservação dos acervos sob a guarda da Fiocruz.

Em 2018, o BNDES aprovou um apoio financeiro de R$ 10 milhões para a primeira fase do Plano de Requalificação do Nahm. Essa etapa prevê uma série de intervenções nos edifícios centenários da Fiocruz, preparando-os para abrigar exposições e outras iniciativas de divulgação científica e valorização do patrimônio histórico, com vistas a conformar um campus-parque aberto à visitação da população. Os primeiros edifícios contemplados são a Cavalariça e o Pombal, construções erguidas no início do século 20 para abrigar as atividades do instituto que deu origem à Fiocruz.

Glauber Gonçalves
COC/Fiocruz

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