Cultura

Consuelo de Paula

O programa #CulturaEmCasa, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, apresenta Consuelo de Paula - O Processo Criativo, uma live aula/show diretamente da casa da artista, no dia 4 de junho, quinta-feira, às 17 horas.

Os interessados podem acompanhar, gratuitamente, pela plataforma oficial da campanha - https://culturaemcasa.com.br/.

Dinah Perry

Artista, poeta e socióloga, Dinah Perry lança vídeo/livro Fórmula de Técnica Autoral em Dança com poemas em pinceladas de sentimentos, técnicas artísticas e concepções de dança. O vídeo/livro está disponível no link: https://youtu.be/Ib4qFu-30Jo

Perry fala da metodologia, da construção, desconstrução e arte cênica, presente no seu trabalho, com a analogia da cena em relação à sociedade. “A dança é a expressão do corpo que se dá ora organizada, ora livre”, escreve Dinah.

Histórias por Telefone

 A Superintendência de Leitura e Conhecimento da Secretaria Estadual de Cultura, pensando nos inúmeros idosos da cidade, idealizou o projeto “Histórias por Telefone".

Voltado para idosos, que além de estarem no grupo de risco do novo coronavírus, ainda sofrem com depressão e solidão, transtornos que também matam, como qualquer doença física.  

Pedro Gerolimich, Superintendente de Leitura e Conhecimento e, também, idealizador do programa, conta sobre a preocupação da equipe em buscar soluções para minimizar os muitos efeitos dessa crise:

"Uma colaboradora de nossa equipe, moradora da Cidade de Deus, estava muito assustada, com sintomas de depressão, nos enviou mensagem pedindo ajuda, que entrássemos em contato com ela. Liguei e conversamos por cerca de trinta minutos, no final ela estava melhor, mas na minha cabeça essa conversa durou dias, fiquei pensando nos meus pais, tios, no grande número de pessoas idosas que não tem com quem conversar, foi dessa experiência que surgiu a ideia de fazer ligações por telefone, contando histórias, lendo poesias, daí foi um pulo para institucionalizar a ação e criar o projeto, conversei com a Secretária Danielle Barros, que amou a iniciativa e colocou toda a secretaria para apoiar a causa dos idosos".    

O projeto, com menos de um dia, já conta com mais de 50 voluntários e 300 inscritos.  

Muita gente irá sofrer ao longo deste importante período de reclusão. Além das questões econômicas, os idosos podem vir a sofrer, pois muitos deles são sozinhos, e com isso, podemos trazer um pouco de alegria par eles.   Esperamos que muitos possam fazer uso e se distrair com a gente. Espalhem para os amigos”, comenta a Secretária Estadual de Cultura Danielle Barros.               

Para participar, basta preencher o formulário abaixo, com seus dados e telefone, ou de alguém que você saiba que precisa de ajuda. Voluntários poetas e contadores de histórias entrarão em contato, via telefone, e contarão uma história exclusiva para você e sua família.                  

Interessados deverão acessar o link de inscrição: https://bit.ly/formulario-historias

universo microscópico

O Instituto Butantan abriu a exposição Amplifique!, uma mostra de arte com fotos ampliadas do universo microscópico. A exposição faz parte da 4ª Mostra de Arte Científica Brasileira.

A exposição foi organizada no âmbito do projeto ArtBio, que desenvolve ações multidisciplinares que visam unir Ciência e Arte como ferramenta para a educação.

Nas edições anteriores da Mostra de Arte Científica Brasileira, foram promovidas exposições na cidade do Rio de Janeiro, no Museu da Maré, Museu do Amanhã e Aeroporto Internacional Tom Jobim, entre outros locais de grande visitação.

Gratuita, a exposição estará em cartaz até o dia 25 de janeiro de 2020, todos os dias, das 9 horas às 16h30, no Centro de Difusão Científica do Instituto Butantan, que fica na av. Vital Brasil, 1.500, Butantã, São Paulo.

Mais informações em: www.butantan.gov.br/temp/exposicao-amplifique!.

Agência FAPESP

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

Exposição fotográfica

A exposição “Pesquisa é desenvolvimento” está disponível para visitação na Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo até a primeira semana de dezembro, de segunda a sexta-feira das 9h às 18h. A entrada é gratuita.

A mostra fotográfica homenageia a produção científica e tecnológica dos pesquisadores paulistas e ressalta sua contribuição para o desenvolvimento social e econômico do Estado. Reúne fotos representativas de pesquisas apoiadas pela FAPESP nos últimos anos, em diversas áreas do conhecimento, conduzidas em universidades e instituições de pesquisa sediadas em São Paulo. As imagens são acompanhadas de textos explicativos sobre as pesquisas, além dos programas da FAPESP aos quais estão vinculados.

Um dos painéis da exposição detalha os dispêndios em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Estado de São Paulo em 2018.

“No ano passado, foram investidos no Estado de São Paulo R$ 27,6 bilhões em pesquisa e desenvolvimento. Esses recursos vieram tanto do governo estadual como do federal, mas, principalmente, de empresas. São Paulo é o único estado em que o maior volume de investimentos em ciência e tecnologia advém do setor privado”, destacou Marco Antônio Zago, presidente da FAPESP, durante a abertura da mostra.

O dirigente da FAPESP também ressaltou que, do total de mais de 74 mil pesquisadores no Estado, 57% estão alocados em empresas.

“São Paulo tem um perfil tecnológico porque dispõe desse contingente de profissionais qualificados e a FAPESP contribui para esse quadro, uma vez que 40% dos investimentos da Fundação são voltados para essa finalidade”, afirmou Zago.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, disse que a exposição ilustra o papel estratégico dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação para o crescimento econômico paulista.

“Os investimentos em ciência e tecnologia são uma forma direta de melhorar a produtividade e a competividade da empresas e, consequentemente, proporcionar crescimento econômico e geração de emprego e renda para a população”, avaliou.

“Não é possível dar um salto de desenvolvimento econômico sem o compromisso de investir em ciência, tecnologia e inovação”, disse.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo está situada na av. Escola Politécnica, 82, no bairro do Jaguaré.

Elton Alisson
Agência FAPESP

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

povo Ticuna

Até meados dos anos 1970, predominava no Brasil a impressão de que o desaparecimento dos povos indígenas era inevitável e se completaria em algumas décadas. Impactados pela expansão da fronteira agropecuária e da mineração e pelo desenvolvimentismo da ditadura civil-militar, as populações originais do país pareciam fadadas à extinção.

Os anos 1980, porém, foram palco de uma surpreendente reviravolta. Junto com o forte protagonismo político de algumas lideranças indígenas, ocorreu uma expressiva reversão da curva demográfica. Depois, vieram a consignação dos direitos indígenas pela Constituição de 1988 e a demarcação, ainda não completada, de várias terras ancestrais. Na segunda metade da década de 1990, as populações da maioria dos povos indígenas cresceram a uma taxa de 3,5% ao ano, bem acima da média brasileira, de 1,6% no período. E a população indígena total, que havia chegado à casa de 210 mil em 1980, foi contabilizada em 896.917 pessoas pelo Censo de 2010.

Um importante aspecto dessa revivescência foi a recuperação de costumes e práticas culturais que haviam sido fortemente estigmatizadas e reprimidas por missionários cristãos e agentes governamentais. É o caso, entre muitos outros exemplos, do ritual de iniciação feminina dos índios Ticuna, da Amazônia. Um livro sobre esse tema, escrito pelo antropólogo Edson Matarezio Filho https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/88225/edson-tosta-matarezio-filho, foi publicado recentemente com apoio da FAPESP: A Festa da Moça Nova: ritual de iniciação feminina dos índios Ticuna.

Pós-doutorado no Centro de Estudos Ameríndios da Universidade de São Paulo (CEstA-USP), sob a supervisão de Marta Amoroso, Matarezio faz pesquisa de campo entre os Ticuna desde 2012. Nesse período, realizou estágios de pesquisa na França e e foi bolsista na Colômbia com apoio da FAPESP,

“Os Ticuna estão localizados no Alto Solimões, na tríplice fronteira Brasil-Peru-Colômbia. Compõem um dos maiores grupos indígenas do Brasil. Sua população em território brasileiro, computada em mais de 53 mil pessoas em 2014, é comparável à dos Guarani Kaiowá. Além disso, há cerca de 8 mil Ticuna na Colômbia e quase 7 mil no Peru”, disse Matarezio à Agência FAPESP.

Trata-se, segundo o pesquisador, de uma população bastante diversificada, apesar de compartilhar a mesma língua e, muitas vezes, a mesma estrutura de parentesco. Parte dessa diversidade se deve às influências recebidas da sociedade envolvente. Algumas comunidades são católicas, outras evangélicas. Muitos Ticuna saíram de suas aldeias ancestrais para morar e trabalhar nas cidades. Mas há rituais tradicionais que foram preservados a despeito dessas influências e que são compartilhados por várias comunidades. Um desses rituais é justamente a Festa da Moça Nova.

Ritual complexo

“É um ritual complexo, que dura três dias. Ao contrário de outras festas indígenas, que seguem um calendário sazonal, regulado pelas estações do ano e os períodos de colheita, a Festa da Moça Nova não tem data fixa, pois depende do corpo da adolescente para acontecer. A partir da menarca, da primeira menstruação, iniciam-se os preparativos. A moça é colocada em reclusão, em um cômodo da casa da família. O objetivo é que ela não tenha muitos contatos, principalmente com pessoas de fora. Os contatos geralmente se restringem à mãe ou à avó, que aconselham a moça e a preparam para a iniciação. Os conselhos serão, posteriormente, muito importantes na festa. Tanto os conselhos falados quanto os conselhos cantados em momentos específicos da cerimônia”, contou o pesquisador.

A reclusão é inicialmente individual. Começa com uma moça. Mas, de acordo com o tamanho da comunidade e da rede de relações da família, outras moças que entram no período púbere na mesma época também vão sendo encaminhadas à reclusão em suas casas familiares. Ao mesmo tempo, as famílias estabelecem acordos para fazer a festa em conjunto. A preparação inclui plantar uma roça de mandioca para a confecção do pajauaru, a bebida fermentada. E também reformar a casa de festa, onde os convidados vão esticar suas redes e a comemoração propriamente dita irá acontecer. No período que antecede o ritual, que pode durar dias ou semanas, as moças ficam reclusas juntas na casa de festa. Durante esse tempo, elas permanecem com os olhos vendados, para aguçarem a audição e o tato. E são pintadas com jenipapo e adornadas. Isso tem um significado simbólico muito forte. É como se o sumo de jenipapo trocasse suas peles.

Tudo isso configura não somente um cuidado individual, dos corpos e das pessoas das moças, mas também um cuidado coletivo, que protege toda a comunidade de “espíritos” e “entidades” que os Ticuna chamam de ngo’o. Esse termo é traduzido usualmente como “bichos”, mas, no passado, o etnólogo Curt Nimuendaju (1883-1945) o traduziu como “demônios”. E a Bíblia evangélica em língua Ticuna manteve a palavra com esse significado. Mas, segundo Matarezio, essa talvez não seja uma tradução muito adequada, porque a palavra ngo’o nomearia entes e estados corporais muito mais complexos do que aqueles que as mitologias judaica, cristã e islâmica chamaram de “demônios”.

“Esses entes são atraídos pelo cheiro da menstruação – especialmente da primeira menstruação. Além dos ngo’o, esse estado particular da moça atrai igualmente os ü’üne, que são os ‘imortais’ ou ‘encantados’. Essa categoria inclui também os antepassados mortos. Ao contrário dos ngo’o, considerados os entes mais maléficos do cosmo Ticuna, os ü’üne são bem-vindos na festa, por serem portadores e doadores de conhecimento e sabedoria. Os ü’üne são muitas vezes concebidos como entes, mas a palavra se aplica também a estados de consciência. Existem pajés ou xamãs que, por meio de uma alimentação específica e de outros recursos, podem fazer com que seus corpos se tornem mais próximos desse estado de ‘imortalidade’, que só vai ser atingido plenamente depois da morte”, explicou o pesquisador.

Os ü’üne estariam presentes no cotidiano Ticuna. Mas, no contexto do ritual da iniciação feminina, se manifestariam principalmente por meio do som das flautas ou trompetes cerimoniais. “Os Ticuna têm um conjunto muito rico de instrumentos musicais. Nesse conjunto, destacam-se três trompetes. Dois deles, o iburi e o to’cü, são classificados pela etnologia como ‘flautas sagradas’. Sua visão e manuseios são vedados às mulheres e crianças. Essas flautas são tocadas para as moças atrás do quarto de reclusão. Seu som é o veículo para que os espíritos falem com elas. Elas os escutam cantar, mas não podem vê-los. Somente alguns pajés possuem essa capacidade”, disse Matarezio.

Em seu livro, o pesquisador analisou detidamente o significado da reclusão e da posterior saída da moça do confinamento. E o comparou a um novo nascimento. O quarto de reclusão seria o equivalente do útero materno. E a saída da moça por um caminho apertado seria o equivalente da passagem do feto pelo canal vaginal. Outra analogia, que não contradiz a anterior, é a da transformação da crisálida em borboleta. Uma canção Ticuna, recolhida por Curt Nimuendaju, refere-se explicitamente a isso.

“Há um processo de metamorfose em curso. A ideia é a de que o corpo Ticuna é construído e reconstruído em reiterados cerimoniais. Existe a iniciação dos bebês. Existem as iniciações de meninos e meninas durante a infância. Existem as iniciações na puberdade. É todo um processo de cuidados, aconselhamentos e proteções que as famílias e a comunidade prestam às pessoas. Isso tem pouco a ver com as dinâmicas do Estado, com as dinâmicas das missões católicas e evangélicas. A manutenção dessa vida cerimonial é, de certa forma, uma resposta que vai na contramão das pressões da sociedade envolvente. No ritual da iniciação feminina, a moça é protegida porque ela é, de certa maneira, um resumo do cosmo inteiro”, afirmou Marta Amoroso, que participou da banca examinadora da tese de doutorado de Edson Matarezio, da qual resultou o livro em pauta. E, posteriormente, foi sua supervisora de pós-doutorado.

Inversão de papéis sociais

A antropóloga chamou a atenção para o fato de que na Festa da Moça Nova há toda uma inversão dos papéis sociais: os homens falam em falsete, as flautas cantam com a voz dos “encantados”, as moças estão mergulhadas em um estado onírico, na fronteira da idade, na fronteira da relação com os afins, na fronteira da relação com o cosmo, habitado também por outros seres.

Em seu estudo de pós-doutoramento, Matarezio explorou mais profundamente o tema, investigando o que as moças sentiam e pensavam durante todo o processo de iniciação. Investigou também o papel dos xamãs na festa. São eles que “colocam espíritos” nos trompetes ou flautas rituais. Sem o “benzimento” dos xamãs, esses instrumentos são objetos triviais, sem mais valor ontológico. Mas, uma vez “espiritualizados”, eles se transformam em “gente” na perspectiva Ticuna. Por isso, vê-los e manuseá-los constituem tabus: só os homens mais velhos podem fazê-lo. “Na festa, os trompetes ou flautas rituais emprestam voz às ‘entidades sobrenaturais’ que circulam pelo ambiente. E, no processo de ‘benzimento’ e em outras práticas xamânicas, o tabaco é componente muito importante. É a fumaça do tabaco que conecta os vários planos de realidade, possibilitando o relacionamento entre os humanos e os ‘espíritos’”, disse.

“No passado, a Festa da Moça Nova podia durar um ano ou um ano e meio. A jovem entrava em reclusão na primeira menstruação e a festa só ocorria um ano ou um ano e meio mais tarde. Por isso, os antropólogos norte-americanos que estudaram esse tipo de ritual nos anos 1940 afirmaram que os povos indígenas da Amazônia não poderiam sobreviver. Porque seria impossível a eles dar vazão à estrutura cerimonial tão complexa que tinham depois que passaram a participar, como trabalhadores rurais, da economia extrativista. Mas o que a pesquisa de Matarezio mostrou foi uma extraordinária capacidade de reinvenção. Os Ticuna mantiveram o cerimonial, porém o adaptaram a suas novas condições de vida. Hoje, a festa dura um final de semana, porque muitos participantes terão que comparecer aos seus empregos na segunda-feira seguinte”, disse Amoroso.

A festa da moça nova: Ritual de iniciação feminina dos índios Ticuna
Autor: Edson Tosta Matarezio Filho
Editora: Humanitas
Ano: 2019
Páginas: 464
Preço: R$ 50
Mais informações: http://cesta.fflch.usp.br/node/1343

 

José Tadeu Arantes
Agência FAPESP

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

Yoga

A Feira Vida Liberta promove a edição de Natal no Palácio do Catete com uma série de atividades gratuitas no fim de semana de 14 e 15 de dezembro, sábado e domingo. Vai ter aulão de Yoga com a atriz Julia Oristânio, vivência sobre Empatia e Vulnerabilidade com a naturóloga, Mari Mel Ostermann, palestra sobre Espiritualidade dos Animais com o veterinário Gabriel Titan e ainda uma campanha em prol da fauna marinha e limpeza dos oceanos capitaneada pela ONG Divers For Sharks. A feira vai das 10h às 18h reunindo 40 expositores/dia ofertando gastronomia saudável por até R$ 25,00, cerveja artesanal, produtos sustentáveis, moda masculina, feminina e infantil, acessórios e artesanatos feito por pequenos produtores além de quick massage por R$ 30,00.

“Não queremos que todo mundo seja legal só no Natal, queremos que a harmonia seja duradoura. Acreditamos em uma forma mais cuidadosa e fraterna de nos relacionarmos com o planeta, com as pessoas, nos negócios através de um comércio justo buscando sempre o máximo de respeito e compaixão nas relações e até entre espécies”, define o produtor Gustavo Goldani, criador da feira, ao lado da irmã, a nutricionista Catarina Goldani.  Criada em 2016, a Vida Liberta foi uma das pioneiras na campanha contra uso de plástico descartável. A feira é auditada pela empresa Simbiose EcoSoluções que monitora o manejo, descarte e geração de resíduos. As marcas que comprovam práticas mais sustentáveis recebem uma premiação em dinheiro. O público também é convidado a repensar seu comportamento e pode “alugar” um copo padrão por R$ 5,00 para usar durante o evento, e se quiser, leva depois para casa por esse valor ou devolve para a produção.

Um dos destaques dessa edição é a campanha a favor da fauna marinha e a limpeza dos oceanos promovida pela ONG Divers for Sharks. Desde 2010 eles alertam sobre o desaparecimento dos tubarões e sua importância na manutenção do equilíbrio da fauna marinha. “A pesca dos tubarões se dá muito pela procura das barbatanas que são consideradas iguarias por outros povos. Com isso, criou-se a prática denominada ‘finning‘,em que suas barbatanas são retiradas e o animal é jogado ainda vivo ao mar. Sem conseguir se movimentar e gravemente ferido, o tubarão afunda e morre”, explicam os gestores da ONG.

Roteiro

Feira Vida Liberta
LocalL – Palácio do Catete - Rua do Catete, 153, em frente ao Metrô.

Data – 14 e 15 dezembro – sábado e domingo das 10h às 18h.

Entrada Franca

Cronograma das Atividades Gratuitas

Sábado 14/12
10h - Prática de Yoga com Manu Shanta
14h - Vivência sobre Empatia e Vulnerabilidade com Mari Mel Ostermann, Especialista Personare
15h - Jennifer Perroni como facilitadora do momento “Oráculo da Mulher Selvagem, uma Jornada ao Encontro do Feminino Sagrado"

Domingo 15/12
10h - Prática de Yoga com Julia Oristanio
14h - Palestra "A espiritualidade dos animais" com Veterinário Gabriel Titan do Canal Alma Pet
15h - Oficina de Minhocário com Ronan Binghiman, Gestor de resíduos orgânicos da empresa Spiralixo

Escola General Ozo

Idealizado pelo publicitário Fernando Oliveira, da agência Trinity, o espetáculo é inspirado no Profeta Gentileza

Entre os dias 15 de novembro e 21 de dezembro, o projeto ‘Gentilezinha’ retorna ao Rio de Janeiro levando para diversas regiões da cidade uma variedade de atrações que tem o objetivo de propagar valores importantes para a formação da cidadania entre jovens e crianças. Neste período serão apresentadas cerca de 28 encenações de teatro infantil para escolas da rede pública de ensino, além de locais aberto ao público. Dentre os locais de apresentação estão: Praça do Pomar, Praça Nossa Senhora da Paz, Vila Olímpica da Mangueira, Nave do Conhecimento, entre outros. A programação completa poderá ser conferida na página do projeto e no Facebook https://www.facebook.com/Gentilezinha/

Inspirado no profeta Gentileza e no dia 13 de novembro, data em que se celebra o  Dia Internacional da Gentileza, o projeto ‘Gentilezinha’ chega a sua terceira edição e traz o espetáculo ‘Gentilezinha’ e a Liga dos Guardiões da Terra’. De forma lúdica e divertida, o trabalho aborda temas como companheirismo, amizade, tolerância, sustentabilidade e gentileza, passando desta forma aos participantes, os ideais de José Datrino, o Profeta Gentileza, criador da famosa frase "Gentileza gera gentileza", que inspira o projeto. 

No espetáculo, o protagonista principal é o personagem ‘Gentilezinha’, um menino impactado pela obra do Profeta Gentileza, que se torna uma espécie de mascote da cidadania e segue transmitindo o legado do andarilho, disseminando mensagens de paz, solidariedade e compaixão. A peça fala sobre a devastação do planeta que chegou a um nível alarmante. Gaia, a guardiã da Terra, resolve intervir. Muito preocupada e sem esperanças sobre o futuro da terra, resolve pedir ajuda ao Gentilezinha. Junto a Devas, fiel escudeiro de Gaia, e com o reforço de Luquinhas, o quarteto segue convocando novos guardiões para cuidar do planeta. Durante a apresentação, as crianças serão chamadas para participar da peça sendo convocadas para assumir o papel de guardião. 

Sempre ao final de cada espetáculo serão distribuídas cartilhas para colorir, com ilustrações e mensagens de cidadania, além de adesivos para reforçar ainda mais os conceitos ensinados na peça. 

“É uma alegria chegar ao terceiro ano consecutivo com este projeto que nos orgulha. Queremos espalhar atitudes de gentileza para as crianças, que serão os adultos do amanhã, além de inspirações para muitos pais.  Nosso objetivo é multiplicar e motivar atitudes transformadoras de forma, leve, divertida e cheia de amor. Acreditamos que o futuro está nas mãos dos nossos pequenos”, celebra Fernando Oliveira  

Sobre Fernando Oliveira: 

Fernando Oliveira é autor de inúmeros projetos culturais + sociais na cidade maravilhosa, e já impactou ao todo mais de 75 mil jovens e crianças de comunidades carentes da cidade do Rio. 

Carioca, publicitário, ele designa os projetos da sua empresa, sempre ao social. Todos os projetos que ele realiza tem cunho social, e se não for para trazer o bem às comunidades e a população em geral, ele prefere não fazer. O sonho dele é mudar a realidade dos nosso jovens e crianças que vivem em comunidades carentes. 

De 2017 pra cá, Fernando já conseguiu impactar mais de 75 mil jovens e crianças moradores de comunidades carentes do Rio, tudo isso com seus projetos sociais, entre o Gentilezinha, de sua própria autoriza, que começou fazendo exposições com frases de gentileza que circulou por diversas estações de metrô da cidade, além de levar o coral da Escola de Música da Rocinha para cantar na estação. As ideias do publicitário em transformar jovens e crianças da cidade, através do impacto com seus projetos, não param por aí, de setembro a dezembro de 2017, ele criou o personagem Gentilezinha, o boneco pregando gentileza para as crianças, distribuindo uma cartilha com frases de gentileza para mais de 20 mil crianças passou pelos bairros de Acari, Irajá, Pavuna, Ipanema, Barra da Tijuca, Triagem, Colégio, Maria da Graça, entre outros, sempre pregando a cidadania, e gentileza entre os humanos.

Fernando lançou em 2018 o projeto “Meninos de Ouro” e levou ao Complexo Esportivo da Rocinha, na comunidade da Rocinha, uma exposição de arte que trata do poder transformador do esporte na sociedade. Focado nos esportes aquáticos, o projeto destacou, através de 12 telas produzidas por artistas, grafiteiros e designers, os valores associados à prática esportiva – como dedicação, disciplina, esforço, superação e espírito de equipe. A ação de Fernando foi reforçar no público, através da arte, a ideia de que o esporte tem o potencial de transformar vidas e, com isso, transformar perspectivas e relações entre os indivíduos. Foi um convite a se pensar e enxergar os esportes sob uma nova perspectiva, também transformadora – a arte. Mais de 3 mil pessoas visitaram a exposição.

Este ano, a agência lançou seu mais novo projeto, o Carroselfie. A ideia pioneira dissemina a prática da fotografia e estimular a capacitação de jovens. A possibilidade surgiu através de um dos instrumentos mais comuns entre crianças e adolescentes nos dias atuais: o celular. Com um veículo customizado, o Carroselfie levou aulas teóricas e práticas sobre as técnicas de mobigrafia (fotografia por smartphones) para alunos da rede pública da cidade do Rio de Janeiro. O projeto passou por regiões como Rocinha, Maracanã e Del Castilho.

O desenvolvimento de campanhas com a finalidade de promover e aumentar as vendas das marcas envolvidas é naturalmente parte do dia a dia do publicitário Fernando Oliveira. Ele cria ideias que possam mudar a vida de jovens e crianças, e leva para as empresas, assim fundou a Trinity. Ele largou o cargo de executivo, de uma empresa privada, para se dedicar aquilo que mais ama fazer: o bem através da cultura e do esporte.

Após algumas incursões pelo universo de apoio a ações esportivas, ele acredita ter encontrado o tom certo na combinação entre o retorno dos patrocinadores e o investimento em questões sociais.  

Nascida em 2013 com o objetivo de produzir eventos culturais e esportivos transformadores, a Trinity, criado por Fernando Oliveira, visa fortalecer as marcas dos patrocinadores e sempre trazendo impactos sociais, econômicos e turísticos positivos para a cidade do Rio.

Serviço:

Projeto Gentilezinha
Datas: De 15 de novembro a 21 de dezembro
Informações: https://www.facebook.com/Gentilezinha/

Produções audiovisuais

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) assinou um termo de cooperação com a TV Cultura que permite a exibição das produções acadêmicas no programa Campus em Ação.

O acordo já está valendo e a primeira produção audiovisual da universidade exibida pelo programa foi o curta-metragem Caburé Jazz Club, produzido pelos estudantes do curso de Imagem e Som.

O projeto do curta nasceu em 2017, do encontro de músicos e dançarinos. O jazz foi escolhido para integrar as duas expressões. O documentário foi gravado com o objetivo de registrar o que estava sendo feito dentro da UFSCar.

Voltado para o público jovem, o programa Campus em Ação exibe produções audiovisuais assinadas por estudantes de graduação e pós-graduação de faculdades brasileiras. A proposta do programa é centrada em estimular estudantes e professores a utilizarem a televisão como um método de comunicação e difusão de conhecimento.

Um dos pré-requisitos para a inscrição é que o vídeo tenha alta definição. Além disso, a produção tem que ter no máximo 24 minutos de duração. As produções devem ser enviadas diretamente para a TV Cultura, pelo site da rede de televisão.


Agência FAPESP*
* Com informações da Coordenadoria de Comunicação Social da UFSCar
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Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

Coreia celebrando Cultura

Nos dias 25 e 26 de novembro, (segunda e terça-feira), a Universidade Veiga de Almeida, campus Tijuca, sediará a exposição ‘Coreia: Celebrando Cultura, Tecnologia e Inovação’, a ação passou por Nova Friburgo e Volta Redonda celebrando o aniversário de 60 anos das relações diplomáticas entre a Coreia do Sul e o Brasil no Rio de Janeiro. Na oportunidade haverá exposição fotográfica sob as lentes do sul-coreano Song Kwang Chan e do brasileiro Bruno Costa, apresentação do alfabeto coreano hangul e experiência com realidade virtual oferecida pela Hyundai Heavy Industries Brasil. A ação pode ser conferida a partir das 10h, e fica no local até o dia 26 de novembro.

"É uma grande alegria levar um pouco da cultura, tecnologia e inovação da Coreia ao Estado do Rio de Janeiro. Uma oportunidade de compartilhar a experiência da sociedade e das empresas coreanas, que estão sempre se reinventando para viver os novos tempos. No ano em que completamos 60 anos de relações diplomáticas entre Coreia e Brasil, esse evento, realizado em parceria com a AsiaColors, é um marco importante no intercâmbio entre nossos países". Hak You Kim, Cônsul-Geral da República da Coreia.

Para a organizadora, Marcelle Torres, promover eventos como este é importante para ampliar o conhecimento de estudantes, professores e interessados através de assuntos como o futuro da tecnologia e a inovação coreana, cidades inteligentes, entre outros.

“Com este evento apresentamos aspectos da cultura coreana para cidades que ainda não haviam recebido eventos com esta abordagem. Além disso, nosso objetivo em 2020 é trazer a experiência tecnológica da Coreia para o Brasil visando a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros por meio da Indústria 4.0, em especial a área de cidades inteligentes. Encerramos esta temporada com alegria de promover o interesse pela cultura e inovação da Coreia do Sul aos brasileiros”, ressalta Marcelle Torres.

Sobre a AsiaColors:

A AsiaColors é uma empresa pioneira em diplomacia pública de países da Ásia no Brasil. Alinhada à Agenda 2030 das Nações Unidas (ONU), sua missão é legar às futuras gerações dignidade humana, desenvolvimento econômico e social sustentável e a cultura de paz.

Serviço:

Universidade Veiga de Almeida recebe exposição “Coreia: Celebrando Cultura, Tecnologia e Inovação”
Data: 25 e 26 de novembro
Local: Universidade Veiga de Almeida, campus Tijuca
Horário: 10h às 19h
Endereço: Rua Ibituruna, 108 – Maracanã, Rio de Janeiro-RJ

Festa do Kuarup, na aldeia Kamayurá

Os povos indígenas ocupam o território brasileiro há mais de 10 mil anos. Somam, atualmente, cerca de 900 mil indivíduos, distribuídos em 305 etnias com 274 línguas distintas, de acordo com o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2010. Essa população ocupa 722 áreas de reserva protegidas pela legislação, que correspondem a 13,8% do território e formam uma espécie de enclave de tensão entre duas culturas, dois sistemas de produção, dois Brasis.

“Integração no Brasil é sempre pensada como uma assimilação cultural, o que é absolutamente errado. Os indígenas não querem ser assimilados, poderiam, se quisessem. Mas não é essa a ideia”, disse Manuela Carneiro da Cunha, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), durante o oitavo episódio do programa Ciência Aberta de 2019.

Para a antropóloga, a assimilação cultural, “disfarçada no eufemismo de integrar o Brasil”, tem o objetivo de eliminar diferenças culturais e abrir caminho para a liberalização das terras indígenas para o mercado. O potencial de exploração mineral e agropecuário de algumas dessas áreas chega a suscitar em certos setores da sociedade a alegação de que há “muita terra para poucos índios”.

"A crítica está em dizer que os índios não são produtivos, no sentido entendido pelo capitalismo. Porém, a maneira como os não indígenas querem explorar e tirar as riquezas é apenas uma repetição de toda a história do Brasil – uma exploração constante das riquezas naturais, sem grandes resultados. É só tirar riqueza natural para exportar, sem aproveitar o conhecimento existente e, de fato, transformar isso em riqueza", disse Artionka Capiberibe, professora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Capiberibe sublinha que o direito do índio à terra foi reiterado na Constituição de 1988, carta que também celebra a diversidade como um valor a ser preservado.

Na avaliação de Geraldo Andrello, professor do Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com ou sem lei já é possível assistir os efeitos da simples vontade de liberar as terras indígenas para exploração.

“Houve um aumento de 85% dos alertas de mineração clandestina e de 38% dos alertas de desmatamento clandestino em terras indígenas. Isso só no primeiro semestre de 2019 e embora o governo federal esteja só discutindo e anunciando que vai enviar uma proposta para adulterar as terras indígenas. É um anúncio que vem sendo reiteradamente afirmado”, disse Andrello.

Contemporâneos

Para os três antropólogos que participaram do programa Ciência Aberta, é preciso destacar que, a despeito do modo de vida próprio e de uma cultura diferente dos não índios, as populações indígenas brasileiras não estão congeladas no tempo.

“Os indígenas são nossos contemporâneos. Há uma ideia que coloca as populações indígenas como tradicionais e nós [não indígenas] como modernos. Na verdade, nem nós somos modernos, nem eles são tradicionais no sentido de culturas congeladas no tempo”, disse Capiberibe.

E qual seria a definição de um povo ou indivíduo indígena? Há alguns anos, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro propôs a necessidade de uma autodefinição dos povos indígenas. Assim, índio é aquele que é reconhecido por um povo indígena.

“Portanto, não existe um índio, mas uma comunidade que o reconhece como tal. Dessa forma, também não é qualquer comunidade que pode se considerar indígena, pois é necessário um vínculo histórico cultural com as organizações sociais pré-colombianas”, disse Andrello.

De acordo com o pesquisador, quando se fala em povos indígenas está se falando em diversidade. “É arriscado tentar estabelecer parâmetros para indicar o que os povos indígenas, no seu conjunto, têm em comum. Estamos falando em diversidade”, disse.

Talvez, na avaliação dos participantes do programa, a unidade esteja na relação com a natureza. “A relação dos povos indígenas com aquilo que nós chamamos de recursos naturais é completamente oposta às relações que nós ocidentais estabelecemos. Em geral, a nossa relação com os seres da natureza é basicamente de sujeito-objeto. O homem é o sujeito da relação e os seres da natureza são os objetos intencionalmente inertes”, disse.

Um exemplo que explicaria a relação dos povos indígenas com a natureza está nos Guayapi, povo de língua tupi que vive no Amapá e na Guiana Francesa.

“Eles não têm uma visão colonialista da sua terra. O que vem a ser colonialista? É achar que tudo o que você ocupa está a seu serviço, para o seu bem-estar, que é a visão tradicional da natureza para o ocidente”, disse Carneiro da Cunha.

Dessa forma, explica Carneiro da Cunha, os Guayapi “entendem que a mata, os bichos e as árvores, por exemplo, têm direitos. O rio tem direitos e é um lugar compartilhado, que não foi feito só para usufruto da humanidade, mas de todos os seres que estão ali. Esse entendimento transforma completamente a relação com o que nós chamamos de natureza, que, aliás, é um conceito que nem existe em muitos povos”, disse.

Essa visão de mundo talvez explique por que, na região amazônica, as terras indígenas são mais conservadas que as áreas vizinhas.

O episódio “Indígenas” do programa Ciência Aberta teve a participação de alunos das universidades de São Paulo (USP) e Estadual de Campinas (Unicamp), do Instituto Federal de São Paulo e da Escola Estadual Prof. Manuel Ciridião Buarque.

Ciência Aberta é uma parceria da FAPESP com o jornal Folha de S. Paulo. O programa é apresentado por Alexandra Ozorio de Almeida, diretora de redação da revista Pesquisa FAPESP.

O novo episódio pode ser visto na página da Agência FAPESP no Facebook e no YouTube e também no site da TV Folha.

Maria Fernanda Ziegle
Agência FAPESP

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.