Artes Plásticas

Detalhe da tela A adivinha, de Achille Funi

Estrutura evitaria necessidade de deslocar obras para os laboratórios e contribuiria com sua preservação

Quando física e arte dão as mãos, abre-se um amplo – e colorido – leque de conhecimentos. Na USP, um grupo de pesquisadores já ajudou a desvendar como Portinari combinava os pigmentos para criar as cores de suas telas e encontrou traçados em uma tela do italiano Achille Funi que não aparecem na pintura final.

Radiografia digitalizada, fluorescência de raios X e reflectografia de infravermelho são exemplos de técnicas utilizadas para analisar obras de arte. Mas os pesquisadores do Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP) de Física Aplicada ao Patrimônio Histórico e Artístico (FAEPAH) da Universidade querem fazer muito mais.

Premio Arte Laguna

Prêmio Internacional de Arte | tema livre | aberto a todos

O Prêmio Arte Laguna é um concurso de arte internacional, de temática livre, cujo objetivo é promover a Arte Contemporânea. O concurso destaca-se no cenário global de arte pela crescente variedade de parcerias e oportunidades oferecidas aos artistas, e é reconhecido mundialmente como um trampolim real para a carreira dos artistas.

Um júri internacional irá selecionar 125 artistas finalistas para:

- 6 Prêmios em dinheiro de € 42.000
- Importante Exposição coletiva no Arsenal de Veneza
- 5 Exposições em Galerias internacionais de arte
- 5 Colaborações em Empresas  
- 9 Residências Artísticas
- 3 Festivais Internacionais
- Publicação de um catálogo

Fachada do Museu Casa de Portinari

Os métodos utilizados contam com técnicas físicas que não danificam a pintura e permitem identificar o processo criativo da obra

Os murais pintados na Capela da Nonna, um dos principais espaços do Museu Casa de Portinari, em Brodowski, no interior de São Paulo, passaram por avaliação dos pesquisadores do Núcleo de Apoio a Pesquisa (NAP) de Física Aplicada ao Patrimônio Histórico e Artístico (FAEPAH) da USP. Eles utilizaram técnicas de física capazes de examinar o estado de conservação das obras sem danificá-las, permitindo a identificação de rachaduras, restaurações anteriores e elementos do processo de criação das pinturas.

Angelica FabbriO grupo da USP foi convidado pelo Museu Casa de Portinari, onde está localizada a capela, ainda em 2015.

Escultura

O escultor Demétrius Coelho inaugura uma nova fase em sua vida profissional a partir da valorização que vem recebendo dos melhores arquitetos brasileiros e dos espaços que vem conquistando em eventos e mostras de arquitetura no país.

Recentemente na Paraíba, Demétrius Coelho mostrou a força de sua obra no projeto das arquitetas Patrícia Lago e Heignne Jardim. Com esculturas orgânicas que exalam sensualidade em suas curvas, o artista encantou o público que visitou a Mostra.

Ainda na Paraíba, a escultura em aço córten do artista potiguar contracenou com os conceitos de ambientação do arquiteto Renato Teles e no espaço da arquiteta Annelise Lacerda também foi possível admirar mais uma obra impactante do artista. Com 400

telas pequenas com tinta sobreposta

Pintor, cineasta e ilusionista, o artista cria um homônimo e questiona a identidade e os mitos na história da arte apresentando 34 trabalhos inéditos no Museu de Arte Contemporânea da USP

Não é uma exposição linear para olhar, apreciar e descobrir o artista. Inventário: Arte Outra, com 34 trabalhos recentes – entre telas, vídeo, fotos e objetos – de Gustavo von Ha, está longe do óbvio. O artista gestual que se anuncia pintando telas pequenas e depois gigantes também não é real. Gustavo Von Ha é um homônimo. Um artista inventado pelo paulista da cidade de Presidente Prudente. Porém, a proposta da arte do homônimo e de seu criador tem versões infinitas que ficam no

obras de Katia Canton

A artista e professora do Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a exposição “Castelos de Areia”, na Caixa Cultural São Paulo, que dialoga com o desejo humano de encantamento e mistério

O nome da mostra, Castelos de Areia, leva à nostalgia dos sonhos, à infância brincando com bonecas, correndo na praia. Mas não são apenas esses castelos e lembranças sutis que Katia Canton apresenta. Na Caixa Cultural São Paulo, em plena Praça da Sé, a artista, pesquisadora e professora do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP traz 80 obras recentes. Entre instalações, desenhos, esculturas e pinturas, compõe a sociedade contemporânea com seus sonhos fragilizados e a efemeridade do tempo real.

“Lembro de uma

Victor Brecheret

Aberta no dia 27 de setembro, exposição no Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta 160 obras dos principais artistas do século 20, como Pablo Picasso, Marc Chagall, Amedeo Modigliani, Victor Brecheret, Anita Malfatti e Di Cavalcanti

Com uma seleção de 160 obras, o Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP apresenta uma síntese da história da arte mundial e brasileira e também a trajetória da própria instituição, fundada em 1963. Aberta no dia 27 de setembro, a exposição Visões da Arte no Acervo do MAC USP 1900-2000 ocupa o sexto e sétimo andares do edifício do MAC, no Ibirapuera. Traz um século de história trilhada por Pablo Picasso, Marc Chagall, Paul Klee, Giorgio Morandi,

Frans Krajcberg

Pela primeira vez na história das Bienais, a arte compartilha a reflexão sobre o destino do planeta. A destruição da natureza, a degradação humana, o aquecimento global e a crise econômica e política estão no trabalho de 81 artistas e coletivos de 33 países presentes na mostra

O grito de Frans Krajcberg na defesa das florestas ecoa entre as 340 obras que povoam a 32ª Bienal de São Paulo. Aos 95 anos, o artista plástico polonês, que está no Brasil desde 1950, fez uma exigência. Participaria sim, mas desde que o evento saísse na defesa das florestas, do território indígena e da vida do planeta.

Com a sua luta, Krajcberg está à frente. Os

Luz na usina de ideias

http://www.unicamp.br/unicamp/ju/672/luz-na-usina-de-ideias. A luz modula e materializa as intenções do artista, num ritual milenar – dos afrescos da caverna a Caravaggio –, surgido muito antes do advento da câmara.

É sabido, da mesma forma, em redações e no meio acadêmico, que laboratórios de pesquisa abrigam a chamada “luz fria”, barreira onipresente no ofício do fotógrafo.

Nesse sentido, esta exposição é demonstração cristalina do domínio pleno que Antoninho Perri e Antonio Scarpinetti têm dos segredos da arte fotográfica. Acompanho, há quase duas décadas, o esforço de ambos em busca das melhores imagens, muitas das quais estampadas nas páginas do Jornal da Unicamp.

O exposto aqui, amostra ínfima de milhares e milhares de trabalhos, atesta o talento e

Escada-Escola

Há 50 anos a artista e professora da Escola de Comunicações e Artes da USP integra o seu trabalho – pintura, instalação, escultura, desenho – nos sonhos da metrópole. Trajetória que comemora na exposição que apresenta na Chácara Lane

Uma faixa incandescente sai da janela da Chácara Lane. Atravessa a Rua da Consolação na altura do número 1.000. E interfere na paisagem, especialmente à noite. Essa luz, que os pedestres e motoristas veem de longe, é provocada por 400 lâmpadas tubulares. Estão presas a uma estrutura metálica de 20 metros de comprimento que transpassa o espaço interno da casa amarela construída no final do século 19.

Com essa instalação, a paulistana Carmela Gross –

Bienal

Em 2012, as portas do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera, que supostamente seriam abertas ao público da Bienal de Arte de São Paulo (http://bienal.org.br), correram o risco de ficarem cerradas e foi cogitado transformá-la em uma mostra trienal devido ao corte de custos para o evento, que coincidiu com a crise fiscal da Bienal. Mesmo assim, as portas permaneceram abertas, e estão até hoje.

Esse não foi o único obstáculo que a Bienal de São Paulo enfrentou nesses 65 anos. “Mas um dos mais reincidentes foi uma gestão instável, influenciada por diversos atores e fatores, seja pelos próprios dirigentes, seja pelos curadores. Os constantes problemas de gestão sempre foram um ponto de fragilidade