Artes Plásticas

grafite no contexto do cotidiano

Eduardo Longman e Gabriela Longman, pai e filha, fotógrafo e jornalista, lançam “Grafite: Labirintos do olhar”

Sair pelas ruas de Nova York, Berlim, e cruzar os labirintos da arte também com a cidade de São Paulo é um projeto que o fotógrafo Eduardo Longman e a jornalista Gabriela Longman vinham desenvolvendo há vários anos. Além do cotidiano de pai e filha, eles vivem uma parceria de ideias e trabalho desde sempre. O livro Grafite – Labirintos do olhar, lançado pela BEI Editora, é um dos bons resultados dessa pesquisa conjunta que chega em um momento pontual da arte de rua em São Paulo, quando a pintura de artistas brasileiros com projeção internacional é apagada como

Paisagens litoraneas

Mostra na Biblioteca Brasiliana reúne obras de artistas, docentes e alunos da Universidade

Um pedaço do litoral invade a USP. Como uma onda artística, a exposição Praia: Paisagem em Processo busca discutir o panorama litorâneo e relacioná-lo com múltiplas vertentes do conhecimento: a história da arte, o cinema, as práticas de pintura, o paisagismo histórico e a ciência em geral. Organizada pelo professor Geraldo de Souza Dias Filho, do Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, a mostra estará em cartaz até o dia 14 de julho na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na Cidade Universitária.

“Fruto de anos de dedicação, o objetivo da exposição é provocar interesse,

mostra da EACH

Exposição organizada por alunos traz mais de 60 imagens feitas por amadores e profissionais do Brasil e do mundo

Está em exposição na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), no campus da USP na zona leste de São Paulo, a mostra fotográfica Expo Arte Foto Diversidade Cultural, organizada pelo grupo de alunos Expo Arte Foto. O projeto traz 64 fotografias feitas por fotógrafos amadores e profissionais do Brasil e do mundo, com o objetivo de retratar as diferenças em vários aspectos da cultura humana ao redor do planeta.

A mostra surgiu a partir de um projeto da disciplina de Eventos do curso de Lazer e Turismo da EACH, conforme conta o estudante

Autorretrato de modernos artistas

Exposição propõe uma “curadoria invisível”, em que a criatividade do artista tem a sua autonomia no espaço

O MAC sai na contramão do conceito de curadoria, que foi evoluindo desde a sua fundação em 1963. Apresenta um conjunto de 100 obras que entraram em seu acervo nos últimos anos com uma nova proposta. A meta é uma curadoria invisível, em que a criatividade do artista tem a sua autonomia no espaço. E o mais importante: o público também tem liberdade de avaliar e refletir sobre as obras a partir de suas próprias referências. É essa liberdade que conduz a mostra MAC USP no Século 21 – A Era dos Artistas.

Tempestade Noturna - Sandra CintoTempestade Noturna, 2010/11, criação de

Frida Kahlo fotografada em 1937

Vida da artista foi permeada pelo engajamento político de esquerda e pelo envolvimento em lutas sociopolíticas

A polêmica pintora mexicana Frida Kahlo hoje é exemplo e símbolo dos movimentos pelos direitos das mulheres, mas a tragédia e a dor marcaram a vida de Frida (1907-1954) que, aos 18 anos, sofreu um acidente que a deixou com limitação física e impossibilitada de ser mãe. Sua vida também foi permeada pelo engajamento político de esquerda e pelo envolvimento em lutas sociopolíticas, “filha do México revolucionário, de ascendência mestiça e a sequela da poliomielite contraída na infância”. Após rápida apresentação de algumas considerações de estudiosos sobre a obra de Frida Kahlo, Simone Rocha de Abreu, em seu artigo publicado

Pinturas do artista Alfredo Maffei

Pinturas do artista Alfredo Maffei podem ser vistas na Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos da USP

Até 15 de junho, a exposição Olhares Invisíveis – Pessoas Sem Casas, Casas Sem Pessoas, do artista são-carlense Alfredo Maffei, fica em cartaz na Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP.

Os trabalhos da série Olhares Invisíveis consistem em intervenções urbanas nas quais o artista retrata, por meio de grandes pinturas murais, moradores de rua que encontra e conhece em suas expedições e buscas mundo afora. Os trabalhos são criados sobre paredes de lugares precários e abandonados, explicitamente ilustrando a condição dos moradores de rua.

As pinturas carregam um forte significado político

Vahan Agopyan e Maria Isabel Landim

A mostra reúne 32 ilustrações do artista plástico Eduardo Parentoni Brettas e está aberta ao público até agosto

Foi inaugurada, no dia 22 de maio, no espaço expositivo da Reitoria, a exposição Terra Papagalli, que reúne 32 ilustrações de papagaios, araras, periquitos e maracanãs de autoria do artista plástico Eduardo Parentoni Brettas.

A curadoria da mostra é da pesquisadora do Museu de Zoologia (MZ), Maria Isabel Landim, e a coordenação científica é do professor do MZ, Luís Fábio Silveira.

Silveira, um dos mais importantes ornitólogos do país, também é curador da maior coleção de psitacídeos do mundo, pertencente ao Museu. É autor do livro que serviu de referência e deu nome à exposição, considerado o maior

Biblioteca Sansovino ou Marciana

“Há bibliotecas que eu já conhecia. Outras pesquisei e adaptei figurativamente. Foi surpreendente revelar e registrar a variedade de propósitos das mesmas. De épocas bem diferentes, algumas foram construídas com essa finalidade. Outras são adaptações em espaços principescos ou abadias resgatados para acolher coleções de livros, anais, mapas e manuscritos.” Maria Bonomi buscou imprimir a paixão pelos livros, incentivada sempre pelo amigo José Mindlin, em 23 gravuras de bibliotecas de diversos países. Imagens que estão reunidas na sexta edição da revista Livro, publicação do Núcleo de Estudos do Livro e da Edição (Nele) da USP.

“A gravura de Maria Bonomi contaminou toda a nossa revista. Tal como a tinta que se impregna nos sulcos da

Casca de Arvore

A face artística pouco conhecida do arquiteto e professor da USP é revelada em edição lançada pelo Sesc

A mesma caneta, o mesmo lápis que projetava desde edifícios modulares como o Abaeté, da Rua Pará, construído no final da década de 1970, até os conjuntos habitacionais erguidos em 1995 dentro do Programa de Saneamento Ambiental da Bacia do Guarapiranga também registravam o cotidiano do artista plástico. Abrahão Sanovicz, conhecido arquiteto, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, desenhava as reuniões com alunos e arquitetos e as discussões dos conselhos da USP ou do Instituto dos Arquitetos do Brasil. Também rabiscava pessoas, paisagens observadas em viagens ou nas andanças pela cidade.

Reuniao do Conselho do Departamento
Reunião

gravuras de Bonomi

Quando adolescente, ela era a bibliotecária do colégio onde estudava. Uma lembrança que imprime em 23 gravuras

São 23 gravuras inéditas que imprimem uma história que Maria Bonomi nunca contou. “Quando eu era adolescente, estudava no colégio feminino das Cônegas de Santo Agostinho, o Des Oiseaux. Certo dia, uma das freiras me chamou para ser bibliotecária. Foi o meu primeiro emprego. Fiquei muito feliz. Passava horas e horas folheando e arrumando os livros. Os mais raros ficavam nas prateleiras de cima. Depois, soube a razão de ter sido escolhida para a função. Foi por ser uma menina alta. Não precisaria ficar subindo e descendo da escada.”

Certo é que foi essa alegria de estar

Giselle Beiguelman

Tadeu Chiarelli, da ECA, e Giselle Beilguelman, da FAU, são homenageados por críticos de todo o País

Dois professores da Universidade de São Paulo foram eleitos para serem homenageados com o tradicional Prêmio ABCA, da Associação Brasileira de Críticos de Arte. Tadeu Chiarelli, da Escola de Comunicações e Artes (ECA), recebe o Prêmio Mário de Andrade pela sua trajetória como crítico, curador e pelo seu trabalho na direção das principais instituições de arte do País. E Giselle Beiguelman foi escolhida para o Prêmio Destaque, por incentivar a arte na formação dos estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e pela sua atuação pioneira como artista multimídia.

A ABCA realizou a assembleia de apuração