Tecnologia na medicina

Inteligência artificial melhora capacidade de decisões médicas, melhorando diagnósticos e prognósticos

A proposta de inteligência artificial (IA) surgiu na década de 1940 e obteve saltos significativos entre as décadas de 1970 e 1980, sendo que atualmente já faz parte do dia a dia da maior parte da população.

A IA está presente em tecnologias de reconhecimento facial, estratégias de marketing, prevenção de fraudes financeiras, análise de voz e outras.

Mas, o que afinal é a inteligência artificial? Consiste na capacidade de softwares aprenderem e tomar decisões, imitando o que seria o raciocínio e comportamento humano.

Com aplicações em diferentes segmentos, a tecnologia também foi incorporada à medicina, promovendo melhorias em diferentes demandas do setor da saúde. Saiba mais a seguir!

Como a inteligência artificial é usada na medicina?
O uso da IA na medicina tem permitido mudanças em diagnósticos, tratamentos e prognósticos. A tecnologia avalia, por exemplo, fatores de risco da diabetes, detecção de nódulos pulmonares, análises de mamografia, exames de imagem e outros.

Como se esperava há décadas, a inteligência artificial também tem viabilizado a cirurgia robótica, que pode reduzir em 20% o tempo de internação de pacientes.

Apesar desses avanços, uma das principais contribuições atuais da IA na medicina é na capacidade decisória dos agentes. A Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo tem realizado pesquisas nesse sentido usando Big Data e Análise Preditiva.

O objetivo é que uma imensa base de dados contribua na criação de softwares de IA com capacidade de diagnóstico e identificação da probabilidade de pacientes desenvolverem determinadas doenças.

Portanto, muitas expectativas da aplicação da inteligência artificial na medicina referiam-se a capacidade de realização de determinadas tarefas, como cirurgias complexas.

No entanto, o avanço da tecnologia demonstra uma aplicação significativa na medicina preventiva e diagnóstica, não apenas em tratamentos. São dois os tipos de sistemas utilizados para dar suporte ao desenvolvimento médico:

  • sistemas inteligentes: tecnologias que desenvolvem determinadas atividades autonomamente, sem auxílio de agentes humanos;
  • sistemas de apoio à decisão: tecnologia como a desenvolvida na USP pela qual o software auxilia na tomada de decisões dos profissionais.

Com esse grande potencial tecnológico, a inteligência artificial já tem apresentado ganhos significativos e proporcionado benefícios à medicina. Saiba mais!

Quais são os benefícios da tecnologia na saúde?
A inteligência artificial inclui técnicas que envolvem probabilidade e estatística, modelos matemáticos e simbólicos, sendo que a aplicação desses métodos à saúde preenche lacunas que até então tornavam algumas decisões arriscadas.

A tecnologia tem sido a principal responsável pelos avanços recentes nas diferentes áreas da sociedade, incluindo na da saúde. Os benefícios vão deste a gestão hospitalar até o tratamento do paciente.

Redução de custos
Um primeiro ganho significativo promovido pela tecnologia foi a redução dos custos dos serviços médicos, viabilizando a expansão e universalização dos tratamentos médicos, incluindo alguns mais complexos.

Os custos relacionados às soluções de saúde sempre consistiram em um impeditivo de que os tratamentos fossem amplamente difundidos.

Ao reduzir esses custos, a inteligência artificial permite que os benefícios proporcionados pelos avanços impactem a vida de mais pessoas.

Previsibilidade
Como o sistema estudado pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, um dos benefícios da inteligência artificial consiste na previsão de ocorrências com base na probabilidade delas acontecerem.

Um exemplo já prático é o estudo do histórico e antecedentes de pacientes e avaliação do DNA para determinar a probabilidade de uma mulher ter câncer de mama.

Esse recurso foi usado pela atriz Angelina Jolie que, devido uma alteração no gene chamado BRCA1, tinha 87% de chances de desenvolver câncer de mama, doença responsável pelo falecimento da mãe dela após uma década de tratamentos.

Ela optou por realizar uma dupla mastectomia preventiva para reduzir as chances de desenvolvimento da doença.

Tomada de decisões
Uma das principais contribuições da inteligência artificial na medicina é o auxílio à tomada de decisão, com avaliações que incluem variáveis que, anteriormente, não poderiam ser avaliadas por um humano devido à capacidade de processamento.

Assim, a tomada de decisão continua como responsabilidade do gestor ou profissional da saúde, o que é fundamental para garantir a humanidade do atendimento e suporte médico, no entanto considerando mais informações.

No exemplo da atriz citado anteriormente, por exemplo, sem a capacidade de identificar as chances de desenvolvimento do câncer de mama, uma dupla mastectomia poderia ser considerada uma decisão extrema e pouco aconselhável.

Mas a possibilidade de avaliar variáveis que anteriormente não seriam consideradas contribuiu para uma decisão por parte da atriz e da sua equipe médica.

Superação de barreiras geográficas
Assim com a inteligência artificial tem contribuído na expansão do acesso aos serviços médico, também se tornou possível superar barreiras geográficas que limitavam o acesso de grupos aos serviços mais avançados.

A telemedicina já é uma tecnologia que viabilizava o acesso ampliado aos serviços médicos em regiões rurais, ribeirinhas, reservas e áreas afastadas dos centros urbanos, onde, em geral, concentram-se os principais recursos.

Dessa forma, um paciente morador de uma região de sertão, por exemplo, pode ser beneficiado com tecnologias disponíveis apenas em grandes centros urbanos do país.

O envio e troca de informações dos profissionais da saúde pela internet viabilizou esse acesso e a inteligência artificial já tem sido usado para complementar os serviços médicos.

Por exemplo, nos laudos a distância a IA é usada pelas empresas de telerradiologia para aumentar a precisão do diagnóstico, considerando variações mínimas muitas vezes imperceptíveis à avaliação humana.

Verifica-se assim que a aplicação da inteligência artificial na medicina atinge diferentes áreas como laudo a distância, diagnóstico, tratamentos, prognósticos e tomada de decisão, tanto médica quando gerencial.

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