Tecnologia

Frutas

Em setembro, a África do Sul recebeu o primeiro lote de mangas brasileiras. Foram 25 toneladas exportadas após cinco anos de negociações. A transação só foi possível graças ao tratamento hidrotérmico de frutas, uma tecnologia desenvolvida por uma rede de pesquisa liderada pela Embrapa há mais de duas décadas.

O obstáculo veio de decisões dos principais mercados importadores de frutas, que não aceitam a aplicação de produtos químicos para o controle da mosca-das-frutas (Ceratitis capitata), uma das maiores ameaças à fruticultura mundial por atingir diversos tipos e variedades de frutas.

Durante muito tempo, o Brasil só usava o controle químico para combater a praga, prática que fechou as portas de vários mercados internacionais que adotam

Porto de Santos

A SIAA – Soluções Integradas em Ambientes Aquáticos – foi criada em 2014 pelo oceanógrafo Felipe Murai Chagas para prestar serviços na área de consultoria. Um ano depois, a empresa submeteu, com sucesso, proposta à fase 1 do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP para testar a viabilidade de projeto de desenvolvimento de um sistema computacional de monitoramento e previsão ambiental em áreas marítimas, utilizando modelos numéricos e inteligência artificial.

Entre 2016 e 2018, a SIAA também contou com o apoio do Programa PIPE-PAPPE Subvenção – constituído por meio de acordo entre a FAPESP e a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep) – para levar o protótipo ao mercado. “Desenvolvemos o MPV [produto mínimo

usina

Em 1975, o governo brasileiro lançou o Programa Nacional do Álcool (Pró-Álcool), que visava aliviar a esmagadora dependência do país em combustíveis fósseis com uma mudança para combustíveis mais limpos com base em álcool etílico.

“Graças a pesquisadores como o professor José Goldemberg, da Universidade de São Paulo, o programa foi um sucesso avassalador. Combinar os recursos naturais do país com um salto tecnológico – evitando tecnologias menos adequadas utilizadas por nações industrializadas – fez com que, hoje, o etanol substitua 50% da gasolina que de outra forma estaria em uso no Brasil. O professor Goldemberg argumenta que é hora de tomar a abordagem globalmente”, destaca um artigo publicado na Research Outreach.

O artigo explora

Soluções tecnológicas

A AB InBev utilizará a tecnologia Flowe da I.Systems para aumentar a eficiência das linhas de produção em suas fábricas nos Estados Unidos. O Departamento de Defesa (DoD) dos Estados Unidos escolheu a Griaule Biometrics como fornecedora de sistema de identificação e certificação de dados biométricos de mais de 80 milhões de cidadãos do Iraque e Afeganistão. E a GM norte-americana, assim como a Peugeot, na Alemanha, adotaram recentemente sistema inteligente de inspeção de qualidade de peças desenvolvido pela Autaza Tecnologia.

Além do apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP, essas empresas têm em comum a mesma visão de negócios: a de que a inovação tecnológica não deve conhecer fronteiras. “A

poços de petróleo

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) firmou um novo convênio com a Petrobras, que envolve pesquisas para o desenvolvimento de metodologias e métricas de confiabilidade de equipamentos de construção de poços de petróleo.

O projeto, coordenado por Francisco Louzada Neto (ICMC/USP), reúne também os docentes José Alberto Cuminato (ICMC/USP), Oscar Hernandez Rodriguez (EESC/USP) e Vera Lúcia Damasceno Tomazella (UFSCar). O aluno de pós-doutorado Pedro Ramos participa do trabalho que envolverá outros especialistas em Estatística, Mecânica dos Fluidos e Engenharias Mecânica e Elétrica.

Com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, o CeMEAI é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão

Analytical Chemistry Applied to Emerging Pollutants

Identificação de novos poluentes ambientais é essencial para se remediar efeitos adversos ao ambiente

Poluentes ambientais consistem em qualquer produto químico sintético ou natural, além de microrganismos, que não sejam comumente monitorados ou regulados no meio ambiente, e apresentam efeitos adversos à saúde humana e ao ecossistema. A grande parcela destes poluentes advém da atividade agropecuária, e de produtos que fazem uso de biomassa como sua base. De acordo com o pesquisador da Embrapa Agroenergia, Silvio Vaz Junior, estão incluídos nesta categoria de poluentes também produtos farmacêuticos e para cuidados pessoais, pesticidas, produtos industriais e domésticos, metais, surfactantes, aditivos industriais e solventes e os microplásticos.

Como muitos deles são usados e liberados continuamente no meio

reconhecimento facial

Na edição de 2019 da maior feira de tecnologia de consumo do mundo – a Consumer Eletronics Show (CES), no início de janeiro em Las Vegas, nos Estados Unidos –, um dos destaques do estande da Intel foi um sistema de reconhecimento facial que traduz expressões em comandos para o movimento de cadeiras de rodas.

O sistema foi desenvolvido pela Hoobox Robotics com apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP.

A startup paulista foi selecionada, em 2018, para integrar um programa de aceleração da Intel, o AI for Social Good, que promove o desenvolvimento de soluções de impacto social baseadas em inteligência artificial, utilizando tecnologias de software e hardware da

inteligência artificial

Em constante crescimento, principalmente nesta década, a inteligência artificial (IA) começa 2019 com mais um incentivo no Brasil. A partir da inauguração oficial do Instituto Avançado de Inteligência Artificial (AI²), prevista para fevereiro, surge mais uma ponte entre universidade e empresa para o desenvolvimento de pesquisas em parceria.

A expectativa é de que a organização promova projetos voltados às mais diversas aplicações, em consonância com a própria multidisciplinaridade desse ramo da ciência da computação.

“A IA busca simular a inteligência humana utilizando não apenas conhecimentos da computação, mas também de biologia, engenharias, estatística, filosofia, física, linguística, matemática, medicina e psicologia, apenas para citar algumas áreas”, enumera o cientista da computação André Carlos Ponce de Leon

Biossensores

Pesquisadores canadenses, em parceria com brasileiros, desenvolveram 13 biossensores luminescentes capazes de testar a eficácia de novos medicamentos in vitro.

O estudo, publicado na revista Science Signaling, abre caminho para que novas drogas sejam testadas e caracterizadas, uma vez que os biossensores em questão têm como base a atuação de receptores acoplados à proteína G (do inglês G protein-coupled receptors, GPCR) – proteínas localizadas na membrana celular com função de comunicação entre as células.

Não é por acaso que o objeto de estudo sejam os GPCRs. Estima-se que entre um terço e metade de todos os medicamentos comercializados atualmente tenham esses receptores como alvo de ação.

“Essas proteínas são alvos de fármacos utilizados no tratamento

Laboratório

A caracterização das propriedades mecânicas de um material compósito será o escopo do trabalho do Laboratório de Estruturas Leves do IPT na primeira fase do consórcio SPIRIT, criado em 2017 como uma iniciativa conjunta entre a empresa holandesa TenCate Advanced Composites e diversos fornecedores aeroespaciais e institutos educacionais em todo o Brasil.

O objetivo é desenvolver uma base de conhecimento regional em tecnologia de compósitos termoplásticos para a próxima geração de aeronaves – a denominação SPIRIT é um acrônimo para São Paulo Initiative on Research Into Thermoplastic composites.

Além da TenCate, o Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação da Holanda, representado pela diretora executiva Petra Smits, dá apoio às iniciativas do consórcio.

Participam também do

cana

Apesar de ser a energia renovável mais consumida no mundo – com participação equivalente à da energia hídrica, eólica, solar e de outras fontes renováveis somadas –, a bioenergia ainda é produzida de forma limitada frente ao potencial existente. O Brasil e os Estados Unidos, por exemplo, respondem juntos por mais de 80% da produção atual de biocombustíveis líquidos.

“Diversos países também estão usando a bioenergia, mas poderia ser muito mais. Isso dá a impressão de que a bioenergia seria uma ‘jabuticaba’, que só funciona em alguns países”, disse Luiz Augusto Horta Nogueira, pesquisador associado do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético da Universidade Estadual de Campinas (Nipe-Unicamp) e membro da coordenação do Programa FAPESP de