Tecnologia

inoculação de bactérias

Durante a safra 2017/2018, cerca de 90% das lavouras comerciais de soja assistidas pelo Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater PR) que adotaram a inoculação da semente com as bactérias Bradyrhizobium tiveram um aumento médio de 1,8 saca por hectare. Já as propriedades que empregaram a coinoculação (formulação das bactérias Bradyrhizobium + Azospirillum) observaram aumento de 5,6 sacas/ha. “Esses resultados indicam resposta positiva consistente da integração dessas práticas e enfatizam a importância da sua adoção anual”, afirma o pesquisador da Embrapa Soja (PR) Marco Antonio Nogueira. Os experimentos foram divulgados em publicação técnica pelas duas instituições.

Lucro líquido de até R$ 390 por hectare

As tecnologias da inoculação e da coinoculação têm

estruturas químicas

A Embrapa acaba de organizar uma biblioteca virtual de estruturas químicas associadas à biodiversidade brasileira. Inicialmente, o banco de dados reunirá informações sobre substâncias isoladas de folhas de cajueiro, cajazeira, umbuzeiro e abacaxizeiro. Mas os organizadores pretendem, no futuro, ampliar o acervo, incluindo outras espécies. O objetivo é facilitar a descoberta e o uso de princípios ativos escondidos em bancos de conservação de material genético.

A biblioteca encontra-se em versão beta para realização de testes antes da liberação de acesso, que será concedido a pesquisadores da Embrapa e cientistas parceiros. O sistema fornecerá, remotamente, inúmeros dados sobre substâncias químicas isoladas das plantas catalogadas, o que deve abreviar o tempo de pesquisas.

Será possível consultar imagens

contagem de gado

Pesquisa coordenada pela Embrapa para detecção e contagem de gado usando veículos aéreos não tripulados, conhecidos como vants ou drones, acaba de ser aprovada para financiamento pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O projeto colaborativo é liderado pelo pesquisador Jayme Garcia Arnal Barbedo, da Embrapa Informática Agropecuária (SP), e foi aprovado na terceira chamada de propostas do Programa Fapesp de Pesquisa em eScience e Data Science.

A atividade de monitorar a população de gado é essencial na gestão das fazendas pecuárias. Entretanto, nas grandes propriedades que adotam a pecuária extensiva, muito comuns no Brasil, essa contagem requer tecnologia e métodos avançados. No caso das imagens de satélites, além de

geração de energia elétrica

A geração de energia elétrica e a produção de biofertilizantes a partir dos dejetos da atividade pecuária já é uma realidade na bovinocultura de leite no Brasil. Depois de algumas experiências frustradas nas décadas de 1970 e 1980, os produtores que adotam sistema de confinamento, no qual o gado é criado em grandes estábulos, passaram a gerar a própria eletricidade consumida na fazenda e, em alguns casos, até a vender o excedente para as empresas de distribuição.

A adoção da tecnologia ainda é baixa entre os produtores de leite, mas o pesquisador Marcelo Henrique Otenio, que coordena os estudos sobre biodigestores na Embrapa Gado de Leite (MG), diz que o uso do biogás está em

Grupo da USP e do King’s College

Um grupo de 35 mil idosos de Guarulhos será entrevistado a partir de abril a fim de testar o custo-benefício de um protocolo de diagnóstico e tratamento da depressão em pessoas com mais de 60 anos.

O estudo é realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e do King’s College London, do Reino Unido, financiados pela FAPESP e pelo Medical Research Council.

“Estamos iniciando o ensaio clínico randomizado. Há uma fase de recrutamento muito longa, porque precisamos de mais de 1.400 pessoas. Levando em conta que a prevalência de depressão é de aproximadamente 10% da população, para encontrar esse número de pacientes precisamos entrevistar pelo menos 10 vezes mais”,

inteligência artificial

A FAPESP e a IBM realizaram em 12 de março, no auditório da Fundação, um evento de apresentação da chamada de propostas que visa selecionar parceiros para a constituição do Centro de Pesquisa em Engenharia em Inteligência Artificial (IA).

O objetivo do novo centro, apoiado pela FAPESP no âmbito do programa Centros de Pesquisa em Engenharia (CPE), será desenvolver pesquisa disruptiva, com potencial para promover avanços científicos significativos na área e com aplicações em setores industriais estratégicos. Para isso, terá financiamento de US$ 1 milhão por ano, dos quais US$ 500 mil serão aportados pela FAPESP e o mesmo valor pela IBM, por um período de até 10 anos.

“Esperamos receber propostas voltadas ao desenvolvimento

inteligência artificial

Nos últimos anos começaram a ser criados em diferentes metrópoles mundiais, como Nova York e Toronto, centros voltados a promover pesquisas em inteligência artificial por meio da colaboração entre os setores acadêmico e privado. São Paulo acaba de ganhar uma instituição desse gênero.

Um grupo de pesquisadores de oito universidades paulistas, em parceria com empresas e startups de diversos setores, lançou terça-feira (26/02) o Advanced Institute for Artificial Intelligence (AI2).

O principal objetivo do instituto é promover a interação de pesquisadores dessa área – dedicada a buscar métodos ou dispositivos computacionais que possam permitir ou multiplicar a capacidade de resolver problemas – para explorar aplicações que possam ter impactos socioeconômicos relevantes.

A fim de promover

ligas

Um projeto em andamento no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) tem como objetivo produzir próteses ortopédicas com as ligas nióbio-titânio e titânio-nióbio-zircônio por fusão seletiva a laser. As primeiras peças já estão sendo fabricadas por impressão em 3D usando esses materiais na forma de pó, informou a assessoria de imprensa da instituição.

A iniciativa conta com financiamento da FAPESP por meio do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE). Além disso, integram o grupo de pesquisa quatro bolsistas apoiados pela Fundação: Jhoan Sebastian Guzmán Hernández, Railson Bolsoni Falcão, Edwin Sallica Leva e Emerson Titonello (leia mais em http://agencia.fapesp.br/23724/).

A primeira fase do trabalho, iniciado em 2017, consistiu na produção dos pós de acordo com

pecuaristas no controle financeiro

Acaba de ser disponibilizado gratuitamente o aplicativo Controlpec, ferramenta desenvolvida pela Embrapa Gado de Corte (MS) e parceiros que permite registrar movimentações financeiras da atividade pecuária, de corte ou leiteira, de forma ágil, fácil e simplificada.

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Mariana de Aragão Pereira, o software é intuitivo e funciona de acordo com a lógica do produtor. Especialista em administração rural, ela conta que muitas propriedades que exploram a pecuária não costumam realizar um controle financeiro detalhado.

“Um dos problemas é a dificuldade em estabelecer e manter uma sistemática de coleta, processamento, análise e interpretação de dados financeiros para a tomada de decisão. Outro obstáculo é a ausência de ferramentas gerenciais de

aplicativo Cria Certo

Qual o valor a ser pago por um touro melhorador? O que é mais viável economicamente, a monta natural ou a inseminação artificial? Perguntas como essas, feitas usualmente por pecuaristas e técnicos, serão agora respondidas com mais rapidez e eficiência com o auxílio do Cria Certo. Desenvolvido pela Embrapa Gado de Corte (MS) em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o aplicativo simula e calcula os custos e benefícios de técnicas reprodutivas adotadas no Brasil, dando suporte à tomada de decisão.

“Algumas vezes, o produtor de gado de corte negligencia a fase de cria. No entanto, além de ter custo elevado, ela traz forte impacto ao sistema como um todo.

sistema de exploração de petróleo e gás

A FAPESP e a Equinor (antiga Statoil), empresa norueguesa do setor de energia, com atuação no Brasil nas áreas de óleo e gás e energia solar, lançaram nesta terça-feira (19/02), em um evento na FAPESP, o Centro de Pesquisa em Engenharia em Gerenciamento de Reservatórios e de Produção de Petróleo e Gás (ERC-RPM, na sigla em inglês).

O novo centro será sediado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e terá o objetivo de buscar soluções inovadoras para otimizar a produção e a eficiência de poços de petróleo, recuperar reservatórios e melhorar o gerenciamento da água extraída junto com o petróleo nas atividades de perfuração e extração.

Para constituí-lo, a FAPESP e a Equinor lançaram em