Tecnologia

produção de embalagens inovadoras

Embalagens inovadoras poderão em breve proteger os alimentos da ação de microrganismos, avisar quando o produto não está próprio para o consumo e ainda reduzir a imensa quantidade de plástico usada pela indústria. Tudo isso com o menor impacto possível ao meio ambiente.

Essa é a expectativa de pesquisadores vinculados ao Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC, na sigla em inglês) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

“Depois de anos de pesquisas, que propiciaram o surgimento de novos produtos, agora estamos conseguindo também escalonar a produção e, sobretudo, pensar em como colocar essas embalagens no mercado com preço competitivo”, disse Carmen Tadini, coordenadora do Laboratório de Engenharia

Ciclo ILP-FAPESP

Os dados têm valor e, se bem explorados, podem gerar benefícios políticos, sociais e econômicos. Mas, se por um lado, há uma infinidade de dados disponíveis para serem coletados e trabalhados, por outro há uma imensa demanda reprimida no Brasil por profissionais da área de computação.

A avaliação foi feita no dia 22 de abril, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), por pesquisadores participantes do segundo evento do Ciclo de Palestras ILP-FAPESP 2019, que teve como tema big data e machine learning. O ciclo é uma parceria entre o Instituto do Legislativo Paulista (ILP) e a FAPESP.

André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da

Premiados no MIT

Novo sistema conquistou o primeiro lugar na HackBrazil, competição realizada no MIT que premia ideias brasileiras inovadoras

As doenças crônicas representam 70% de todos os óbitos registrados anualmente no planeta e são responsáveis pela morte de cerca de 41 milhões de pessoas por ano no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar do alto índice de letalidade, muitos casos poderiam ter sido evitados se as vítimas tivessem recebido um diagnóstico precoce de seu problema. Por isso, dois alunos da USP, em parceria com um administrador, decidiram criar um software inteligente que calcula o risco de uma pessoa ser afetada por doenças crônicas no futuro.

A nova tecnologia, chamada Blue, integra e analisa

Base de dados

Pesquisadores, estudantes, técnicos agrícolas e produtores rurais agora têm à disposição uma base com imagens com a correta descrição fitopatológica dos principais sintomas de doenças e sinais de várias culturas agrícolas. A base, conhecida como repositório Digipathos, é gratuita e está disponível para acesso público pela internet.

São quase três mil fotografias digitais das principais culturas de interesse comercial, como soja, café, arroz, feijão, trigo, milho e frutíferas, entre outras (veja quadro abaixo), que podem ser consultadas e baixadas, para uso especialmente em trabalhos técnicos, acadêmicos e de pesquisa. O repositório já vem sendo usado pela comunidade científica internacional na África, China e Índia, além do Brasil.

Esse catálogo de imagens de doenças que atacam

bagaço de cana-de-açúca

Um dos maiores desafios para a produção de biocombustíveis de segunda geração é identificar enzimas oriundas de microrganismos que, combinadas em um coquetel enzimático, viabilizem a hidrólise de biomassa. Por esse processo, as enzimas atuam em conjunto para degradar e converter carboidratos da palha e do bagaço da cana-de-açúcar, por exemplo, em açúcares simples, capazes de sofrer fermentação.

Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com colegas do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), descobriu que um fungo encontrado na Amazônia, da espécie Trichoderma harzianum, produz uma enzima com potencial para se tornar a mais importante em um coquetel enzimático.

A proteína, chamada β-glicosidase, da família 1

Doppler

Estudos da Embrapa Gado de Leite (MG) demonstram que é possível reduzir o intervalo entre inseminações de uma vaca em cerca de 20 dias com a utilização do ultrassom Doppler para realizar diagnóstico precoce da prenhez.

A redução do intervalo de partos no rebanho representa ganho econômico tanto na produção de uma vaca de leite quanto na engorda de bezerros de corte. Um animal que produza 30 litros diários de leite, por exemplo, terá acrescentado à sua produção 600 litros no fim da lactação. Em um rebanho formado por 100 vacas que tenham reduzido o intervalo de partos nessa proporção, serão 60 mil litros de leite a mais produzidos na lactação.

As pesquisas, cujas técnicas

Simpósio Internacional sobre Industrialização do Grafeno

O grafeno, um dos materiais mais estudados no mundo devido a suas propriedades únicas, poderá ser usado como dissipador de calor em componentes eletrônicos, baterias e nos circuitos integrados que serão usados nas redes de telecomunicação da internet 5G.

Essa nova função do material foi discutida durante o Simpósio Internacional sobre Industrialização do Grafeno, realizado em 9 de abril, em Shenzen, na China. Organizado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia do distrito de Guangming, o encontrou reuniu representantes de empresas chinesas produtoras de grafeno para discutir os mais recentes avanços no desenvolvimento de tecnologias baseadas no material.

Eunezio Antonio Thoroh de Souza, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e coordenador do Centro de Pesquisas Avançadas em

calor

O resfriamento de dispositivos eletroeletrônicos por meio de refrigeradores de estado sólido é um possível desdobramento tecnológico de um estudo teórico conduzido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Embora não tenha sido contemplada pela pesquisa, conduzida na forma de simulação computacional, tal aplicação está no horizonte. E poderá vir a ser uma alternativa eficiente e ecologicamente correta aos refrigeradores de gás comprimido, que predominam atualmente no mercado e contribuem para a depleção da camada de ozônio e para o aquecimento global.

O estudo, coordenado por Alexandre Fonseca, com participação de seu ex-aluno Tiago Cantuário, foi conduzido no âmbito do projeto “Nanoestruturas de carbono: simulação e modelagem”, apoiado pela FAPESP. Os resultados foram divulgados em artigo

Gesso na cana

Dados de dez anos de estudos conduzidos na área experimental da Embrapa Cerrados (DF) registraram que o uso do gesso agrícola (sulfato de cálcio) na cana-de-açúcar não só eleva a produtividade da cultura como também pode ser um importante aliado no sequestro de carbono atmosférico. “Isso ocorre devido ao maior crescimento das raízes”, explica o pesquisador da Embrapa Djalma Martinhão. De acordo com seus estudos, além de dar maior retorno econômico ao produtor, o gesso também contribui para diminuir o passivo ambiental.

O experimento que está avaliando o comportamento do gesso no cultivo de cana-de-açúcar começou em 2008, com a caracterização do solo. O plantio da cana no local foi feito em julho de 2009.

geada

Danilton Flumignan, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (MS), desenvolveu um método capaz de prever com bastante antecedência a ocorrência de geadas da região sul do estado de Mato Grosso do Sul. É possível saber ainda em dezembro a temperatura mínima aproximada que será atingida em junho. Essa informação é atualizada no mês de maio, quando é confirmada ou não a ocorrência de geada. O pesquisador revela que, segundo dados coletados até o momento, a região não deverá sofrer com geadas este ano (veja quadro abaixo).

Flumignan salienta que, especialmente no mês de junho, as geadas são motivo de grande preocupação dos produtores de milho safrinha. “Naquele mês, o milho ainda se encontra em uma fase

Dia de Campo da Fazenda Santa Brígida

Mais de mil e quatrocentos produtores rurais, técnicos e consultores agrícolas participaram na sexta-feira (29) da 13ª edição do Dia de Campo sobre Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), na Fazenda Santa Brígida, em Ipameri (GO). “Daqui pra frente só planto consorciado. Já participei de outras edições desse evento e as informações que sempre obtive aqui foram muito úteis para que eu adotasse neste ano o sistema integrado na minha propriedade. Não vejo outra forma de agir”. É o que conta a produtora rural Ludmila de Queiroz, da fazenda Fiuza (Ipameri/GO), uma das participantes do Dia de Campo. Ela adotou em sua fazenda o sistema agropastoril (lavoura+pecuária). 

Propriedade hoje vitrine da tecnologia, a Fazenda Santa Brígida começou a