Tecnologia

Startup tem sua sede instalada em uma incubadora de empresas situada em Londres

Ele saiu do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, para empreender em terras inglesas. Rafael Libardi está, desde dezembro, empenhado em desenvolver sua startup, a UkkoBox, cuja sede está instalada em uma incubadora de empresas e aceleradora europeia especializada em cybersegurança, situada em Londres, na Inglaterra. Ao espalhar informações pelo mundo, o sistema desenvolvido pelo pesquisador oferece segurança e privacidade aos usuários que desejam armazenar seus arquivos na internet. A ideia de desenvolver a ferramenta surgiu durante o mestrado do ex-aluno no ICMC, quando foi orientado pelo professor Julio Cesar Estrella, do Laboratório de Sistemas Distribuídos e Programação Concorrente (LaSDPC).

Ao longo de sua pesquisa, apoiada pela

Foto: Rafael Rocha

A Embrapa Rondônia desenvolveu uma técnica chamada de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) em Blocos que tem resultado em aumentos de 10% a 20% de prenhez em relação às vacas submetidas à metodologia de IATF convencional. De acordo com o pesquisador da Embrapa, Luiz Pfeifer, responsável pelo trabalho, a taxa de prenhez – relação entre fêmeas prenhes sobre o total de inseminadas – pode chegar a 70% com a nova técnica, enquanto que o método convencional alcança em média de 40% a 60%. "A IATF em Blocos foi desenvolvida para aproveitar o máximo potencial reprodutivo de fêmeas bovinas submetidas a um protocolo de IATF", declara o especialista.

De acordo com Pfeifer, o diferencial

Sistema permite localizar obstáculos à distância e perceber seus movimentos

A criação de um dispositivo assistivo para auxiliar a locomoção de deficientes visuais por meio de sinais sonoros é o objetivo do projeto SoundSee, desenvolvido no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Os pesquisadores produziram um dispositivo portátil, que emite sons no ambiente para poder calcular a posição de obstáculos próximos. Uma vez identificado o obstáculo, o dispositivo transmite sinais sonoros que orientam o portador de deficiência visual. O protótipo do equipamento será submetido a testes para viabilizar sua utilização em larga escala e os resultados da pesquisa serão disponibilizados livremente.

“Há muito tempo, pessoas privadas da visão utilizam mecanismos auxiliares, como as bengalas, para detectar obstáculos”,

O projeto caminha agora para testes de rotas e processos, otimização de parâmetros de operação e controle do nível de pureza

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) desenvolveram, em parceria, e pela primeira vez no Brasil, os primeiros 100 gramas de didímio metálico, constituído de praseodímio e neodímio, elementos das terras raras usados na fabricação de superímãs.

“A obtenção do didímio mostra que é possível, num futuro breve, a sua produção em escala industrial, contribuição definitiva para completar a cadeia dos ímãs de alto desempenho, peças-chave nas turbinas eólicas e carros elétricos, mas também necessários em dispositivos eletrônicos. A ideia é que se tenha domínio tecnológico de toda a cadeia produtiva dos ímãs permanentes, desde a extração mineral das terras raras até a fabricação dos ímãs”,

“Quando se refere a coberturas isoladas, a norma brasileira trata somente de telhados em duas águas ou em uma água. A configuração em quatro águas não é considerada pelas normas nem mesmo para residências fechadas”, explica Gilder Nader, pesquisador do IPT e coordenador do estudo. “No entanto, é conhecido que em coberturas em quatro águas o carregamento do vento é menor. Esse fato começou a ser objeto de estudos na década de 1930 em Porto Rico ao se verificar que os furacões causavam danos nos telhados duas águas, enquanto os de quatro águas resistiam”.  Para auxiliar na execução dos ensaios, os pesquisadores recorreram a uma série de dados de estudos executados no exterior e no Brasil, como o livro ‘Ação do Vento em Telhados’, do engenheiro civil e professor Joaquim Blessmann, que foi lançado em 2009. A obra inclui uma série de estudos em telhados a quatro águas, mas somente para residências, ou seja, totalmente fechados. Uma das conclusões do estudo apontou que, para um mesmo ângulo de inclinação do telhado, em relação aos telhados a uma ou duas águas, a força do vento pode ser até 30% menor, o que é uma diminuição significativa do carregamento do vento.  ESFORÇOS E REAÇÕES – Para simular as condições reais do vento no local em que as coberturas serão instaladas, os pesquisadores do IPT realizaram o ensaio com vento em regime de escoamento suave e também com escoamento turbulento – e, conforme relatado na literatura, as maiores pressões de vento nos sombrites foram obtidas no segundo caso.  Os ensaios feitos no túnel de vento buscaram detectar os esforços no sombrite e também determinar as reações nos apoios. Os sombrites são usualmente fixados em uma estrutura em balanço, que conta com um pilar e uma treliça horizontal – no caso do aeroporto, os modelos a serem instalados terão as dimensões de 7,5 metros de comprimento, cinco metros de largura e 0,3 metro de altura da cumeeira. “Por conta das características da ação do vento nos sombrites, há um predomínio das forças de sustentação e do momento fletor, o que levou à necessidade de avaliar se a estrutura metálica e o seu sistema de fixação suportariam as forças do vento”, explica Nader.  As maquetes usadas nos ensaios foram construídas na escala 1:10. As dimensões foram maiores em comparação a outras testadas no túnel do vento porque a escala do modelo exerce forte influência nos resultados: quanto maior a escala da maquete, menores são as incertezas da medição, e a equipe do IPT estava interessada em determinar todos os efeitos do vento sobre o sombrite.  Ensaios foram feitos com e sem a inclusão de maquetes de automóveis para verificar a sua influência no carregamento do vento nos sombrites. Quando o teste foi realizado com a maquete do carro estacionado sob o sombrite, a equipe técnica observou que as forças de sustentação e o momento fletor foram maiores que os obtidos sem carros estacionados, enquanto a força de arrasto e o momento torçor no sombrite com os automóveis estacionados possuíam sentidos opostos na comparação com os resultados obtidos sem a presença dos carros.  Ainda assim, os resultados mostraram que os esforços no telhado a quatro águas são bem menores em comparação a outras configurações; além disso, conforme previsto em estudos nacionais e internacionais, predominou a sucção em cobertura e, principalmente, na região da cumeeira, que é o seu ponto mais alto.

Uma série de ensaios de carregamento estático do vento nos sombrites que serão usados no novo estacionamento do RioGaleão – Aeroporto Internacional Tom Jobim, em construção pelo Consórcio Construtor Galeão na capital carioca, foi realizada no túnel de vento do Centro de Metrologia Mecânica, Elétrica e de Fluidos do IPT. Também conhecidos como coberturas isoladas por conta da configuração sem paredes ou fechamentos, os sombrites são telas de proteção comumente fabricadas em polietileno de alta densidade que precisam estar estruturalmente projetadas para suportar tanto as forças de sobrepressão quanto as de sucção que se alternam conforme a incidência do vento.

Os testes usualmente feitos no IPT são referenciados em função da norma NBR 6123,

Concreto continuamente armado pode ser adotado em áreas de tráfego pesado

O Departamento de Engenharia de Transportes (PTR) da Escola Politécnica (Poli) da USP coordena uma pesquisa que estuda a combinação de diversos tipos de materiais para encontrar as melhores soluções em pavimentação em concreto continuamente armado, com aplicações em áreas de tráfego de veículos pesados, como rodovias, aeroportos e corredores de ônibus. Estão sendo estudados dois tipos diferentes de aço, quatro tipos de concreto e dois tipos de cimento em uma pista-teste — um trecho de 200 metros foi pavimentado no último dia 26 de janeiro, na Cidade Universitária (zona oeste de São Paulo).

A pesquisa é coordenada pelo chefe do PTR e do Laboratório de Mecânica de Pavimentos (LMP), José Tadeu Balbo, e dela

Análise das imagens captadas possibilita identificar presença da síndrome

Tornar o diagnóstico da síndrome do olho seco mais fácil e barato é o desafio que está mobilizando um pesquisador do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. A ideia do projeto é desenvolver um método não invasivo, com a construção de um protótipo. Serão óculos com microcâmeras acopladas e diodos emissores de luz (LEDs). Por meio da análise das imagens captadas e de outros recursos, será possível identificar se a pessoa possui a síndrome. A pesquisa é realizada por Tiago Trojahn, doutorando do ICMC e professor do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), campus São Carlos.

A proposta parece muito simples, no entanto, computacionalmente, há vários obstáculos

Satélite terá câmeras que captam faixa de 850 quilômetros de largura

Pesquisadores da empresa OPTO Eletrônica S/A, originada no Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, fabricaram as três câmeras do Amazonia-1, satélite produzido inteiramente no Brasil. As câmeras são capazes de fazer imagens de uma faixa de 850 quilômetros de largura, três vezes maior do que a obtida pelo Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS-4). As imagens poderão ser utilizadas para monitorar o desmatamento e os recursos naturais brasileiros, reforçar as áreas de segurança de fronteira e a vigilância contra o tráfico de drogas. O lançamento está previsto para o ano de 2018, quando o satélite deverá ser colocado em órbita a uma distância de cerca de 750 quilômetros da Terra.

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Circuito híbrido produz luz para transmitir informações com mais eficiência

No Instituto de Física de São Carlos (IFSC), pesquisas buscam aprimorar o processamento de equipamentos eletrônicos (smarthphone, notebook, etc.), a partir do desenvolvimento de um circuito híbrido. A ideia é produzir um filme bastante fino formado de materiais óxidos (óxido de telúrio, tungstênio), íons terras raras (túlio e itérbio) e nanopartículas metálicas, colocados sobre um material semicondutor. Esse circuito produziria luz que, por sua vez, transmitiria informações com mais eficiência, melhorando o processamento. Os estudos são realizados no Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica (CEPOF), sediado no IFSC.

“Queremos conjugar materiais semicondutores com materiais óxidos, porque os semicondutores são bons produtores de luz, enquanto os materiais

Pesquisadores egressos da Unicamp desenvolveram aplicativo para celular que permite controle do acesso de convidados a espaços físicos por meio de “chaves virtuais”

Um conjunto de dispositivos e softwares desenvolvidos por pesquisadores egressos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) dispensa as tradicionais chaves e o intermédio de recepcionistas para permitir acesso de convidados a espaços físicos restritos, bastando que seja enviado um convite por meio de um aplicativo de smartphone e que o aparelho seja aproximado das portas para abri-las.

Desenvolvida com o apoio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), no âmbito do projeto Airkey: controle de acesso social utilizando dispositivos móveis, a tecnologia foi batizada comercialmente como Magikey e faz com que smartphones funcionem como “chaves virtuais” para portas, portões, catracas e afins.

O anfitrião usuário do sistema pode controlar o acesso de

Tecnologia permite obter cerâmicas porosas com alta eficiência de isolamento térmico

Na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, o trabalho de pós-doutoramento da pesquisadora Vânia Regina Salvini propõe uma tecnologia limpa e inovadora para a obtenção de cerâmicas porosas com alta eficiência de isolamento térmico. O material poderá ser usado no revestimento de equipamentos da indústria cerâmica, tais como fornos de alta temperatura para queima de revestimentos, louças, refratários e outros materiais cerâmicos. O trabalho Green and reliable macro-porous ceramics: processing and properties, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Ciências e Engenharia de Materiais da EESC foi premiado na Itália pelo Italian Ceramic Tecnology Award 2015, na área de materiais isolantes térmicos para novas tecnologias visando a redução do consumo de energia na