Tecnologia

Janaína Welle e Márcia Tait

Semente, semeia, teia... Sementeia é o nome da plataforma digital multimídia – www.sementeia.org.br – criada por pesquisadores de distintas unidades da Unicamp para abrigar conteúdos desenvolvidos dentro da concepção de livre produção e circulação de materiais audiovisuais, textos e imagens. A produção colaborativa do grupo com seus parceiros, sobre grandes temas relacionados a propostas de mudança e ações de resistência no campo e na cidade, já rendeu as primeiras semeaduras, com audiovisuais abordando questões como trabalho rural, movimentos camponeses, agroecologia, economia solidária, comunicação popular e mídia-livre.

A Sementeia acaba de ser premiada pelo Ministério da Cultura (MinC), através da chamada de Pontos de Mídia Livre, com o projeto “Multimídia, Educação e Resistências em plataforma

Equipamento faz detecção por meio de um corante que emite fluorescência

As células cancerígenas, que são disseminadas pelo tumor no organismo de um paciente durante o estágio inicial de um câncer, poderão ser localizadas por meio de um novo equipamento. Desenvolvido por pesquisadores do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, o aparelho detecta as células cancerígenas por meio de um corante que emite fluorescência. A inovação irá auxiliar cirurgiões na localização dessas células, otimizando o tratamento dos pacientes.

O processo no qual as células malignas se desprendem do tumor e se distribuem pelo organismo através da corrente sanguínea é conhecido como Metástase e faz com que essas células se instalem primeiramente no linfonodo sentinela, um gânglio (pequena estrutura)

Tortas são subproduto da prensagem de grãos de algodão e amendoim

A extração de óleo por prensagem dos grãos de algodão e amendoim resulta em um subproduto conhecido como torta, formado por grãos prensados, mas que ainda possuem considerável teor de óleo. No Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba, estudo do pesquisador Samuel Schievano Groppo propõe a extração do óleo por meio do uso de etanol como solvente. O processo gera duas misturas conhecidas como miscelas. A miscela rica, com maior quantidade de óleo, pode ser usada na produção de biodiesel. A miscela pobre possui maior teor de etanol, o que possibilita o reaproveitamento na extração de óleo.

As tortas são resultantes da extração de óleo por prensagem dos grãos

Rodolpho Tinini e Bárbara Teruel

Estudo de doutorado desenvolvido na Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) dá um passo além na implementação de um sistema de imagens espectrais – de um mesmo objeto representado em diferentes comprimentos de onda – para análise de produtos agrícolas durante um processo de desidratação. “É uma técnica de imagem e de calibração de sistema já testada para a cultura da uva e com potencial para ser utilizada também em outros estudos na área de máquinas agrícolas e de pós-colheita”, concluiu o engenheiro agrícola Rodolpho César dos Reis Tinini.

Com os resultados obtidos, foi possível chegar ao protótipo de um sistema que já está pronto para ser transferido a produtores de vinho ou de sucos.

Dispositivo pronto para ser irradiado, laser é usado para o alinhamento do feixe de íon

A radiação cósmica ionizante presente no ambiente espacial é um desafio para o bom funcionamento de equipamentos, como satélites, foguetes e sondas. Ela pode interferir nas informações geradas por componentes eletrônicos e até mesmo deixá-los inutilizados. Testar a resistência desses componentes à radiação cósmica é primordial para projetos espaciais. A tecnologia necessária para a realização de um desses testes foi dominada por pesquisadores do Instituto de Física (IF) da USP.

Ao longo dos últimos dois anos, esses pesquisadores têm realizado medidas para verificar a presença de Single Event Effect (SEE) em diversos componentes eletrônicos quando irradiados por íons pesados. Em janeiro, eles efetuaram com sucesso testes de radiação em FPGA (Field Programmable Gate Array,

Projeto está em processo de patente no Brasil e na Comunidade Europeia

Dispositivos eletrocrômicos são sistemas inteligentes capazes de alterar a cor de vidros. Bastante versáteis, podem ser construídos de diferentes maneiras, com diversos materiais e pensando-se em várias aplicações, como janelas de edifícios e retrovisores de carros. As possibilidades de composição são inúmeras: desde moléculas orgânicas, géis poliméricos até filmes finos cerâmicos. Apesar de toda essa versatilidade e de já existir diversas utilizações em várias partes do mundo, as cores sempre ficam na faixa do azul, o que pode não ser bom para todas as aplicações. Mas agora isso mudou graças às pesquisas da professora Agnieszka Joanna Pawlicka Maule, do Instituto de Química de São Carlos (IQSC). Ela desenvolveu um dispositivo eletrocrômico inédito, denominado camaleão, que

carros autônomos

Pesquisadores do Laboratório de Mobilidade Autônoma (LMA) da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) da Unicamp iniciaram em novembro último os primeiros testes de campo com um automóvel comercial instrumentado para prescindir ou auxiliar o motorista. O objetivo da linha de pesquisa é desenvolver estudos sobre veículos inteligentes utilizando sensores de baixo custo, que possam ser incorporados a projetos de carros autônomos. Os primeiros ensaios pelas ruas do campus de Barão Geraldo foram considerados positivos pela equipe envolvida no projeto.

O LMA é coordenado pelo professor Janito Vaqueiro Ferreira. De acordo com ele, a pesquisa, que já vinha sendo realizada há alguns anos, ganhou impulso com a doação em 2011 de um carro por uma

Exemplo de fileiras de placas com espaçamento entre elas e inclinação

Duas alunas do curso de Engenharia Ambiental da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Unesp de Presidente Prudente apresentaram um Trabalho de Conlusão de Cuso (projeto de implantação) de um sistema de energia fotovoltaica para um prédio da Unidade. Os resultados são relevantes em termos de investimento e de economia para a Unesp como um todo. "Com a atual crise energética e os altos preços da energia elétrica, este projeto é um piloto interessante que pode servir para toda a Unesp", afirma Silvio Rainho Teixeira, orientador do trabalho. "lAgumas universidades brasileiras (UFRJ, Universidade de Pelotas) já estão implantando o sistema fotovoltaico a exemplo de várias universidades americanas e europeias".

O objetivo do trabalho,

Gado

Uma planilha eletrônica auxilia produtores e técnicos a planejar e dimensionar adequadamente a implantação de sistemas de Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), ou mesmo a plantar árvores isoladamente para sombreamento, garantindo o conforto térmico dos animais. A planilha desenvolvida pela equipe de pesquisadores da Embrapa Rondônia pode ser utilizada em inúmeros locais e situações, com algumas adaptações explicadas em comentários escritos dentro da própria planilha.

Muitos estudos buscaram determinar a quantidade de sombra adequada na pastagem para garantir o conforto dos animais. Os resultados são variáveis, segundo o pesquisador da Embrapa Henrique Cipriani, vai de menos de 2 m² a mais de 5 m² de sombra por animal. "Provavelmente, características do local, dos animais e das

Câmera de alta velocidade detectou padrões de escoamento em tubulação

Na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, pesquisa de Iara Hernandez Rodriguez realizou experimentos e desenvolveu um modelo matemático e simulação numérica para compreender e prever o comportamento de misturas de água e óleo em tubulações. O estudo também verificou a ocorrência do fenômeno conhecido como redução de atrito, em que a mistura durante o escoamento apresenta perda de pressão menor que a água isoladamente. Isto pode contribuir para minimizar a perda de energia durante o transporte do óleo, otimizando atividades da indústria petrolífera, como a extração de petróleo nas áreas profundas de reservatórios.

Poços injetores de água ajudam no processo de extração em reservatórios com pressão insuficiente para trazer o

Soja

Um copo medidor e uma armação de dois metros quadrados podem evitar prejuízos para os produtores de soja. A tecnologia é capaz de estimar a quantidade de grãos que a colheitadeira não recolhe, cai no solo e acaba sendo desperdiçada. De acordo com padrões internacionais, a tolerância de perdas é de até uma saca (60kg) por hectare, acima disso é considerado desperdício. No entanto, no Brasil há estimativas de perdas de duas ou mais sacas por hectare, em média, o que poderia ser facilmente evitado adotando-se práticas de aferição na colheita.

Desenvolvida pela Embrapa Soja (PR) durante a década de 1980, a metodologia foi adaptada às máquinas e às técnicas de cultivo atuais e