Tecnologia

bicicleta

Há cinco anos, o hobby pela modalidade de ciclismo conhecida como mountain bike fez surgir uma dúvida técnica na cabeça dos irmãos Helton e Heitor Machado.

Os suportes tradicionais para levar as bicicletas sobre o carro nem sempre eram funcionais. A alternativa de tirar a roda da frente e colocar a bicicleta desmontada no porta-malas, ocupando o espaço que seria de outras bagagens, era um complicador, sobretudo em viagens mais longas. “Não dá para ser diferente?”, eles se perguntaram.

“Foi quando veio a ideia de criar uma espécie de ventosa que grudasse com segurança no teto do veículo para substituir os suportes tradicionais”, afirma Helton Machado, que na época era estudante de engenharia mecânica na

celulose bacteriana

Um trabalho desenvolvido pela Embrapa pode reduzir consideravelmente o custo de produção da celulose bacteriana, um polímero natural considerado nobre mas ainda subexplorado industrialmente. Os cientistas substituíram o insumo mais caro, o meio de cultura sintético, por um de fermentação à base de melaço de soja, obtendo ótimo rendimento em laboratório.

Os resultados animaram os pesquisadores pela possibilidade de se ampliar a utilização da celulose bacteriana em ramos industriais que atualmente não poderiam incorporar um insumo de custo tão elevado. A expectativa é uma redução de até 70% no custo. Mas isso ainda será avaliado em um novo estudo com produção em larga escala.

A celulose bacteriana é produzida por microrganismos a partir de um

smartphone

Em parceira com a IBM e a Recode, o Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde (Cepedes/Fiocruz) promoverá um Ideaton, neste sábado (29/6), a partir das 8h, no We Work Botafogo. A parceria foi intermediada pelo Escritório de Captação de Recursos da Fiocruz. O Ideaton tem como objetivo engajar programadores locais a participarem de um desafio global, o Call for Code, que promove o uso da tecnologia para responder de forma eficiente ao impacto dos desastres naturais. 

Por meio do projeto, desenvolvedores de todo o mundo são convocados para tirar proveito de dados, padrões de código, habilidades criativas e conhecimento técnico para construir soluções com Inteligência Artificial, Blockchain, Nuvem e Internet

Material bioativo

Uma técnica desenvolvida por pesquisadores em São Carlos (SP) promete tornar mais simples e mais barata a fabricação de um material vitrocerâmico com grande potencial de aplicações.

O material pode ser utilizado em próteses oculares, em ossículos artificiais do ouvido, no tratamento da sensibilidade nos dentes e em diversas outras soluções médicas, com menos rejeição do que outros implantes artificiais e estimulando a regeneração de tecidos ósseos.

Pesquisadores do Centro de Pesquisa, Educação e Inovação em Vidros (CeRTEV) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP – conseguiram obter por impressão 3D estruturas formadas pelo material, um vitrocerâmico altamente poroso que atua como suporte (scaffold) para induzir a regeneração

tumor cerebral

Uma metodologia de baixo custo para classificar os diferentes tipos de meduloblastoma, tumor maligno do sistema nervoso central mais comum em crianças, foi desenvolvida por um grupo de pesquisadores em São Paulo em colaboração com colegas de instituições na Suíça e na Alemanha.

O novo método tem precisão semelhante à das caras tecnologias para sequenciamento de última geração e dá subsídios para a tomada de decisão quanto ao melhor tratamento mesmo em países com poucos recursos.

Os resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram publicados na revista Acta Neuropathologica Communications.

Os pesquisadores avaliaram tumores de 92 pacientes, de 1 a 24 anos de idade, atendidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão

Sensor usa molécula do ferrão de abelha

Uma molécula obtida do ferrão de abelhas deu origem a um biossensor que promete detectar bactérias em alimentos e bebidas de forma mais rápida e com menor custo do que os métodos tradicionais.

O dispositivo foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

“O biossensor é capaz de detectar bactérias em uma amostra muito pequena de alimento ou bebida, com alta sensibilidade e tempo que varia entre 10 e 25 minutos”, disse Osvaldo Novais de Oliveira Junior, professor do IFSC-USP e coordenador do projeto.

Pelos métodos tradicionais é preciso analisar todo

estrutura do politiofeno

A eletrônica flexível é uma das grandes tendências tecnológicas na atualidade. Trata-se de um segmento em expansão acelerada com expectativa de dobrar o valor ao longo da próxima década.

Equipamentos optoeletrônicos – que fornecem, detectam e controlam luz – extremamente leves e dobráveis deverão se tornar corriqueiros no futuro próximo e há muita pesquisa sendo feita para isso. Um exemplo é o trabalho recentemente publicado na Scientific Reports.

Conduzido por pesquisadores brasileiros e italianos, trata-se de um estudo experimental e teórico que buscou melhorar as propriedades ópticas e eletrônicas do politiofeno. Por exibir leveza, flexibilidade e facilidade de processamento, o politiofeno é um material orgânico muito atraente em termos mecânicos.

“A configuração do politiofeno, se

potencial do gás

O Estado do Mato Grosso poderia substituir parcialmente o uso de eletricidade, diesel e óleo combustível por gás natural nos três setores que mais usam energia: agropecuária, transporte e indústria.

A conclusão é de um estudo feito no Centro de Pesquisa para Inovação em Gás (RCGI), um Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) financiado pela FAPESP em parceria com a empresa Shell.

Segundo a proposta do grupo coordenado pelo professor Edmilson Moutinho dos Santos, do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP), o gás natural teria de ser transportado na forma de gás natural liquefeito (GNL) e distribuído em pequena escala – de 320 mil m³ por dia até 3,2 milhões

tecnologia produz imagens mais definidas

A Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu nanoestrutura de silício cristalino capaz de projetar imagens tridimensionais. As novas nanoestruturas transmitem com maior intensidade o laser que incide em sua superfície, resultando em imagens mais definidas e sem os chamados fantasmas.

Inédita, a aplicação foi criada pelo Grupo de Metamateriais, Microondas e Óptica (GMETA) do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação da EESC. Na pesquisa, apoiada pela FAPESP, os cientistas projetaram alguns conjuntos de nanoestruturas, chamados de metassuperfícies, a fim de controlar as propriedades da luz.

“Uma tendência marcante no mercado tecnológico é a miniaturização dos dispositivos para torná-los cada vez mais compactos, mas sem comprometer seu

Manejo Matte

A Embrapa Florestas (PR) acaba de lançar o Manejo Matte, aplicativo para tablets e celulares que auxilia a realizar diagnósticos em ervais plantados e sugerir melhorias no manejo. Disponível para dispositivos com sistema operacional Android, a tecnologia é de fácil operação. O produtor escolhe um talhão do erval e responde a perguntas objetivas e o programa gera um diagnóstico e indica soluções para melhorar o potencial produtivo da cultura.

A base de análise do aplicativo é o Sistema Erva 20, um conjunto de práticas em ervais plantados que visam ao aumento da eficiência e sustentabilidade do cultivo de erva-mate. A adoção de melhorias no sistema de produção é capaz de incrementar a produtividade e aumentar

Técnica desenvolvida na USP

Um método otimizado para o tratamento de tumores baseado no uso do calor produzido pela luz (fototermia) foi desenvolvido por pesquisadores do Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia (GNano) do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP).

A técnica consiste em usar nanocápsulas feitas com membranas obtidas de células cancerosas para transportar antitumorais e materiais fotoativos (ativados pela luz) em escala nanométrica (da bilionésima parte do metro) até um tumor. Ao serem irradiadas por luz infravermelha, as nanocápsulas de membrana se rompem e liberam o material presente em seu interior. O calor gerado pela luz promove o aquecimento do material fotoativo, induzindo a morte das células tumorais por hipertermia.

O trabalho