Tecnologia

canaviais brasileiros

O uso da palha da cana-de-açúcar na produção de energia elétrica e de etanol de segunda geração (2G) tem sido apontado como uma forma de aumentar a geração de bioenergia sem ampliar a área plantada. No entanto, um estudo publicado na revista BioEnergy Research aponta que retirar da lavoura a palha, normalmente deixada no solo após a colheita, pode dobrar a necessidade de fertilizantes nos canaviais brasileiros até 2050.

O alerta foi feito por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) e do Laboratório Nacional de Biorrenováveis do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (LNBR-CNPEM), com base em um estudo apoiado pela FAPESP e pelo

Tecnologia na medicina

Inteligência artificial melhora capacidade de decisões médicas, melhorando diagnósticos e prognósticos

A proposta de inteligência artificial (IA) surgiu na década de 1940 e obteve saltos significativos entre as décadas de 1970 e 1980, sendo que atualmente já faz parte do dia a dia da maior parte da população.

A IA está presente em tecnologias de reconhecimento facial, estratégias de marketing, prevenção de fraudes financeiras, análise de voz e outras.

Mas, o que afinal é a inteligência artificial? Consiste na capacidade de softwares aprenderem e tomar decisões, imitando o que seria o raciocínio e comportamento humano.

Com aplicações em diferentes segmentos, a tecnologia também foi incorporada à medicina, promovendo melhorias em diferentes demandas do setor da

tecnologias de controle biológico

Com aplicação desse tipo de manejo em mais de 23 milhões de hectares, o Brasil está na liderança mundial no uso do controle biológico nas lavouras e já exporta tecnologias da área para outros países. Alexandre de Sene Pinto, professor do Centro Universitário Moura Lacerda, de Ribeirão Preto (SP), destaca o pioneirismo brasileiro no ramo. “Toda a tecnologia que os outros países estão usando para grandes áreas está vindo do Brasil. O drone para liberação, as técnicas para quantificar os parasitoides, o momento e a frequência de liberação, tudo é brasileiro. Passamos a ser exportadores de tecnologia de controle biológico para campos abertos”, afirma.

Sene Pinto palestrou no 2º Curso de Controle Biológico de Pragas

Centro de inteligência

A Embrapa está lançando um espaço digital que pretende agregar informações atualizadas sobre mercado e inteligência numa das áreas do agronegócio que mais cresce: a aquicultura. Por meio do Centro de Inteligência e Mercado em Aquicultura (CIAqui), a empresa vai disponibilizar diferentes formatos de conteúdos, como gráficos dinâmicos, publicações e notícias, a princípio. A ideia é divulgar, com o tempo, outros tipos de conteúdos.

Quem está à frente desse trabalho é o pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) Manoel Pedroza, que atua na área de economia aquícola. Ele explica que “o CIAqui tem por objetivo consolidar e divulgar informações econômicas e estratégicas sobre a aquicultura. Essas informações são geradas por meio dos projetos da Embrapa, tais

colmeias

Pesquisadores paulistas desenvolveram uma plataforma eletrônica para conectar apicultores com produtores rurais. A ideia é que, estabelecendo um elo entre as abelhas e as flores, a produtividade no campo aumente. O sistema vai operar em moldes semelhantes ao dos aplicativos usados em mobilidade urbana, que permitem encontrar o motorista próximo do ponto de onde o cliente quer iniciar um deslocamento.

O aplicativo, desenvolvido pela Agrobee, vai contar com ferramentas avançadas para o monitoramento da qualidade das colônias dos insetos e com pontos georreferenciados de registro dos locais de instalação, além de uma bolsa para venda do mel que for gerado.

Com apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP, a empresa Agrobee,

Composição de Alimentos

O Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC) lançou um aplicativo para sistemas Android com a sétima versão da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA). Ampliada e com novos recursos de busca, a TBCA traz a composição química e o valor energético de cerca de 3.500 alimentos (1.600 a mais que a versão anterior), incluindo crus e cozidos, produtos manufaturados e pratos compostos. Só de receitas, são quase 2.100 itens.

O FoRC é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado na Universidade de São Paulo (USP).

O app da TBCA está disponível na loja de aplicativo Play Store nos sistemas Android. Por meio dele, o usuário terá acesso à

programa Ciência Aberta

A ciência e a tecnologia foram fundamentais para a agropecuária brasileira quadruplicar sua produtividade nos últimos 40 anos – no mesmo período o uso da terra para esse fim aumentou apenas duas vezes. Para cumprir a expectativa de produzir 40% de todo o alimento do mundo até 2050, sem aumentar a área ocupada, porém, será preciso agregar novas tecnologias. E o caminho para isso já está sendo trilhado.

A conclusão é de participantes do sexto episódio do programa Ciência Aberta de 2019, lançado nesta terça-feira (10/9) com o tema “O Rural na Era Digital”. Participaram do debate Claudia Maria Bauzer Medeiros, professora do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro da coordenação

Ciclo ILP-FAPESP de Ciência e Inovação

Minerais nobres, como o cobre, estão entre os materiais que podem ser retirados de eletrônicos descartados e reutilizados em novos celulares e computadores. Já o resíduo orgânico doméstico e o proveniente da agroindústria podem dar origem tanto a adubo natural como ao biogás e ao biometano e ser usados diretamente como combustível ou queimados para geração de energia elétrica.

Essa chamada economia circular, no entanto, depende de uma gestão adequada dos resíduos sólidos. Para isso, universidades, governos e empresas precisam trabalhar de forma integrada, criando tecnologias e políticas públicas adequadas.

A análise é de especialistas presentes no seminário “Ciência e a Gestão de Resíduos Sólidos”, ocorrido no dia 26 de agosto como parte do Ciclo

Escola São Paulo de Ciência Avançada

Pesquisadores de 30 países estão elaborando uma proposta com uma série de sugestões estratégicas para facilitar o acesso de produtos tecnológicos a mercados estrangeiros, a internacionalização de startups, a atração de investimentos em pesquisa e desenvolvimento e a mobilização de pesquisadores que atuam fora de seu país de origem.

O intuito do documento, intitulado “São Paulo Framework of Innovation Diplomacy", é pavimentar futuros estudos acadêmicos, estratégias de negócios e políticas relacionadas à diplomacia da inovação, que, embora tenha atividades práticas consolidadas, ainda é um termo recente no campo teórico e acadêmico.

O documento começou a ser elaborado durante a São Paulo School of Advanced Science on Science Diplomacy and Innovation Diplomacy , realizada no Instituto

dados metabolômicos

Uma das estratégias usadas para estudar o funcionamento de um sistema biológico – seja uma simples célula, o conjunto de órgãos que forma um organismo ou mesmo um grupo de espécies de um ecossistema – é representá-lo sob a forma de uma rede complexa, composta por diversas variáveis interligadas entre si.

Desse modo é possível comparar, por exemplo, um tecido sadio e um doente, descobrir o que há de diferente nessas duas redes e em quais variáveis é recomendável intervir para restabelecer o equilíbrio do sistema.

Mas essa comparação requer ferramentas computacionais capazes de avaliar simultaneamente milhões de dados, em geral obtidos por meio de análises genômicas (sequenciamento dos genes), transcritômicas (como esses genes estão

Mapas interativos

O Centro de Pesquisa para Inovação em Gás (RCGI) lançou um conjunto inédito de mapas interativos com o tema “Biogás, Biometano e Potência Elétrica em São Paulo”.

Disponíveis na internet, os mapas estimam o potencial de produção de biogás e biometano no Estado e o potencial elétrico a partir do biogás, por município, de acordo com três grandes fontes de obtenção do gás: resíduos de criação animal, resíduos urbanos e setor sucroalcooleiro.

O RCGI é um Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) constituído pela FAPESP em parceria com a empresa Shell.

Os dados mostram que o potencial de energia elétrica gerada anualmente a partir de biogás em São Paulo é de 36.197 gigawatt-hora (GWh), o