Tecnologia

gás natural veicular

Um grupo de pesquisadores do Research Centre for Gas Innovation (RCGI), um Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) constituído pela FAPESP e a Shell, está testando gás natural veicular (GNV) em um veículo híbrido movido a gasolina.

No veículo foram instalados dois tanques de gás, cada um com 7,5 metros cúbicos (m³). Nos testes preliminares, o híbrido modificado pelos engenheiros fez 22 quilômetros (km) por litro de gasolina. Já com o GNV, em circuito urbano, o veículo rodou 28 km com 1 m³ de gás natural.

“O veículo já tem um consumo muito baixo de gasolina, mas o consumo de GNV foi ainda menor”, disse o professor Julio Meneghini, diretor científico do RCGI

Fórum Regional de Inteligência Artificial da América Latina e do Caribe

Oito Centros de Pesquisa Aplicada (CPA) em Inteligência Artificial (IA) serão criados no país por meio de uma cooperação entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC), a FAPESP e o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI). O acordo de cooperação foi anunciado pelo ministro Marcos Pontes durante a cerimônia de abertura do Fórum Regional de Inteligência Artificial da América Latina e do Caribe, realizada na Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), em 12 de dezembro de 2019.

Os CPAs se dedicarão ao desenvolvimento de pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação, aplicadas e orientadas à resolução de problemas que possam ser resolvidas por meio de Inteligência Artificial.

Os quatro primeiros

aços feitos por impressão 3D

A manufatura aditiva do aço, também conhecida como impressão 3D, é vista como uma alternativa promissora para a indústria aeroespacial, pois permite criar peças customizadas em formatos complexos. Entretanto, sua aplicação prática ainda é desafiadora, pois a microestrutura do aço obtido por essa tecnologia é diferente daquela resultante da fabricação tradicional, o que pode comprometer as propriedades mecânicas do material.

Em artigo publicado no periódico Additive Manufacturing, pesquisadores brasileiros mostraram ser possível manipular as propriedades de um tipo de aço produzido por manufatura aditiva com tratamentos térmicos. O estudo, apoiado pela FAPESP, foi conduzido no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas.

O aço

minerais magnéticos

Pesquisadores das universidades federais de São Paulo (Unifesp) e de São Carlos (UFSCar) estão desenvolvendo materiais magnéticos que poderão auxiliar na remoção de petróleo cru da superfície da água em casos de derramamentos como o que atingiu as praias do litoral brasileiro este ano.

Em testes de laboratório, esses materiais híbridos – compostos por partículas ferromagnéticas em escala nanométrica (da bilionésima parte do metro) e resíduos de biomassa – mostraram ser capazes de remover petróleo bruto e outros tipos de óleo, como de motor de navios, com mais de 80% de eficácia.

Os resultados do projeto da Unifesp, desenvolvido com apoio da FAPESP, serão testados em experimentos de campo no Ceará. O objetivo é avaliar

sistemas quânticos são apresentadas por cientistas

Fenômenos físicos e a manipulação da luz para a transmissão de informação foram assuntos de uma sessão de apresentações na FAPESP Week France que reuniu pesquisadores do Estado de São Paulo e da Universidade de Lyon.

Os pesquisadores abordaram fotônica integrada, nanotecnologia e emaranhamento quântico, entre outros campos que têm permitido ampliar as possibilidades de pesquisa em sistemas ópticos de comunicação e que poderão apoiar o desenvolvimento de computadores quânticos.

“Características quânticas inspiram novos conceitos em ciência da informação, em um cenário no qual a eficiência na computação, no armazenamento e no transporte de informação pode ser ampliada”, disse Paulo Nussenzveig, professor titular no Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP).

Nussenzveig falou

nióbio

O Brasil é o maior produtor mundial de nióbio, concentrando aproximadamente 98% das reservas ativas do planeta. Utilizado na composição de ligas metálicas, principalmente de aço de alta resistência, esse elemento químico tem um espectro de aplicações tecnológicas quase ilimitado, que vai de telefones celulares a turbinas de aviões. Mas praticamente toda a produção brasileira é destinada à exportação, na forma de commodity.

Outra substância de que o país dispõe em grande quantidade, mas pouco usa, é o glicerol, um subproduto de reações de saponificação de óleos ou gorduras na indústria de sabões e detergentes ou de reações de transesterificação na indústria de biodiesel. Neste caso, a situação é até pior, porque o glicerol é,

Agma Traina

Sistemas computacionais sofisticados, capazes de armazenar, indexar, analisar e dar sentido a grandes conjuntos de dados não processáveis por softwares tradicionais, poderão se tornar ferramentas essenciais para apoiar a tomada de decisão na área médica.

Pesquisas direcionadas a esse objetivo têm sido conduzidas pelo Grupo de Bases de Dados e de Imagens (GBdI) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP) em São Carlos. O tema foi abordado pela professora Agma Traina, em palestra apresentada na FAPESP Week France.

“Um dos maiores desafios no campo da Ciência da Computação é integrar, organizar e aproveitar grandes volumes de dados multimodais de plataformas diversificadas para impulsionar processos de tomada de decisão.

inteligência artificial

Máquinas podem ser treinadas para classificar imagens e, desse modo, identificar tumores em tomografias, composições mineralógicas em rochas ou patologias em análises de microscopia óptica. Essa área da inteligência artificial é conhecida como aprendizado de máquina e vem ganhando novas aplicações nos últimos anos.

O treinamento da máquina é feito por meio da repetição de imagens usadas como exemplos de um determinado contexto ou situação e a preparação adequada desse material requer um esforço de especialistas das mais diversas áreas.

“O humano é que coordena. Sem o controle do especialista sobre o processo de treinamento, a máquina pode aprender a tomar decisões com base nas características da imagem que não estão relacionadas ao problema-alvo. Isso

Cientistas paulistas e mexicanos

O combate a doenças transmitidas por mosquitos – como dengue, febre amarela, zika e chikungunya – é um tema que mobiliza pesquisadores do meio acadêmico e também de empresas. No Brasil e no México, países onde essas arboviroses têm alta incidência, produtos inovadores estão sendo desenvolvidos para combater o Aedes aegypti.

Alguns desses projetos foram apresentados durante um workshop promovido pela FAPESP e pelo International Development Research Centre (IRDC), instituição mantida pelo governo canadense que apoia pesquisas em países em desenvolvimento.

“Esse encontro possibilitou um intercâmbio entre empresas e pesquisadores apoiados pela FAPESP, em São Paulo, e pelo IDRC, no México. Para nós, é de alta prioridade o desenvolvimento de parcerias com fundações e agências

eletroencefalografia

Com o objetivo de facilitar o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer, pesquisadores da Universidade Federal do ABC (UFABC) trabalham para desenvolver, aprimorar e validar marcadores baseados na análise computacional de dados de eletroencefalografia quantitativa, técnica de baixo custo e não invasiva que permite um mapeamento da atividade cerebral.

O trabalho é coordenado por Francisco José Fraga da Silva, professor do Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas (CECS), que falou sobre o tema em palestra apresentada na FAPESP Week France.

“Embora seja uma doença progressiva e, até agora, incurável, o diagnóstico e o tratamento precoce permitem retardar a progressão dos sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, disse o pesquisador.

Durante

Embrapa expande conteúdos sobre aquicultura

O Centro de Inteligência e Mercado em Aquicultura (CIAqui), espaço digital organizado pela Embrapa e voltado a essa cadeia produtiva de valor, tem recebido novos tipos de conteúdos. A ideia é acompanhar as necessidades do mercado de aquicultura, procurando gerar e compartilhar dados e informações interessantes para os diversos segmentos ligados à área.

O pesquisador Manoel Pedroza, da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO), está à frente da equipe responsável pela manutenção do CIAqui. Segundo ele, “as atualizações e as inserções de novas temáticas tornam o centro mais interessante aos usuários pois asseguram o acesso a dados recentes e de interesse para o setor. Neste sentido, vale ressaltar que a inserção de novas temáticas de dados sempre visa