Tecnologia

Ciclo de Palestras ILP-FAPESP

A maioria das pessoas associa blockchain à moeda digital bitcoin. Mas, na verdade, blockchain [corrente de blocos, em tradução literal] é uma tecnologia virtual que pode ser usada para criar redes com os mais diversos propósitos.” Esta foi a definição dada à Agência FAPESP por Percival Lucena, líder de pesquisas em blockchain no laboratório da IBM do Brasil. O pesquisador citou como exemplo o rastreio de alimentos, desde a produção das matérias-primas na unidade agropecuária até as prateleiras dos supermercados.

Lucena falou sobre o uso de blockchain em vários segmentos da economia durante o evento “Blockchain e Segurança de Dados”, realizado em 4 de novembro no âmbito do Ciclo de Palestras ILP-FAPESP.

Resultado de uma

mecanismo de captação de glicose

Um sensor óptico para detecção de glicose foi criado por pesquisadores brasileiros em um estudo coordenado por Bruno Manzolli Rodrigues, professor da Universidade Brasil, campus São Paulo. O dispositivo poderá ser usado, no futuro, para monitorar o nível de glicose em portadores de doenças como diabetes, por exemplo.

O estudo foi desenvolvido no âmbito de um projeto apoiado pela FAPESP. Artigo a respeito foi publicado no periódico Materials Today: Proceedings.

“O sensor foi desenvolvido a partir de uma plataforma de nanofibras de PVA (poli [álcool vinílico]) com pontos quânticos de grafeno. O sistema de preparação foi totalmente amigável do ponto de vista ambiental e o resultado mostrou-se muito robusto e de baixo custo”, disse Rodrigues

Manufacturing Execution System

No final da década de 1990, uma pequena empresa paulista apoiada pelo Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP – a PPI-Multitask– começou a desenvolver softwares para gerenciamento de atividades de produção, conhecidos como MES (sigla em inglês para Manufacturing Execution System).

Já usados em mais de 200 fábricas no Brasil e em mais de uma dezena no exterior por clientes de diversos segmentos, os softwares de MES desenvolvidos pela empresa ganharam ainda mais importância, recentemente, com o surgimento da indústria 4.0 – como é definida a integração na indústria de transformação de tecnologias de big data, inteligência artificial e internet das coisas, entre outras, com o objetivo de aumentar o nível

Sistema de realidade virtual

A inteligência artificial tem avançado exponencialmente nos últimos anos e diversas aplicações práticas têm surgido em todo o mundo. O apoio à pesquisa e à formação de recursos humanos nessa área da Ciência da Computação nas últimas décadas permitirá ao Brasil, agora, avançar e até mesmo liderar inovações em setores como agropecuária e exploração de petróleo em alto-mar.

A avaliação foi feita por especialistas que participaram do lançamento do Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) em Inteligência Artificial, financiado pela FAPESP em parceria com a IBM. O evento foi realizado no dia 4 de outubro, durante o “IBM Research Brasil Colloquium 2019 – os caminhos para IA no Brasil”. Na ocasião, a Universidade de

cana-de-açúcar

Um sistema inovador para o mapeamento genético de espécies poliploides – cujos cromossomos não se organizam aos pares, mas em vários conjuntos de distintos tamanhos, como é o caso da cana-de-açúcar – promete agilizar o trabalho dos cientistas e dos profissionais que trabalham com melhoramento genético de plantas, conhecidos como melhoristas.

Resultados do trabalho, desenvolvido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) com apoio da FAPESP, foram publicados na revista G3: Genes, Genomes, Genetics. O sistema nomeado MAPpoly, cuja licença é livre, pode ser acessado gratuitamente na internet.

Até o momento, estavam disponíveis apenas sistemas para mapeamento de espécies diploides (2n) – aqueles que possuem duas cópias de

ministro Marcos Pontes durante encontro com a diretoria da Fundação

A FAPESP e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) articulam a criação de Centros de Pesquisa em Engenharia em Inteligência Artificial para o desenvolvimento de aplicações nas áreas de saúde, agricultura, segurança cibernética e recursos naturais, entre outras.

As linhas gerais da proposta, que está sendo avaliada pela equipe técnica do ministério, foram discutidas ontem (23/10) em um encontro que reuniu o ministro Marcos Pontes e o secretário executivo da pasta, Júlio Semeghini, com diretores da FAPESP. O ministro qualificou a possibilidade de parceria para o desenvolvimento de pesquisas na área de Inteligência Artificial como um “golaço para o país”. A FAPESP e o MCTIC mantêm convênio de cooperação científica e tecnológica

Ciência e inovação digital em saúde

Os gastos com saúde crescem exponencialmente em todo o mundo e, segundo relatório recentemente divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), já equivalem a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) global.

Na avaliação de especialistas, a eScience – termo usado para se referir às pesquisas multidisciplinares que lidam com grandes volumes de dados ou usam métodos computacionais sofisticados – pode ser uma ferramenta para aumentar a eficiência dos processos nesse setor, reduzir gastos com insumos e melhorar a prestação de serviços à população.

A avaliação foi feita pelos participantes do evento "Ciência e inovação digital em saúde", realizado no dia 2 de outubro na sede da FAPESP.

O objetivo do encontro foi discutir como

reagentes químicos

O pesquisador Lucio Freitas Junior, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), lançou a plataforma virtual SocialLab para reunir e compartilhar um inventário de reagentes químicos e células existentes em laboratórios de pesquisadores de todo o Brasil.

Totalmente gratuito, o site foi desenvolvido em parceria com dois alunos do curso de Ciências Moleculares da USP, Fernando Tocantins e Matheus Morroni, com a empresa júnior Poli Júnior, da Escola Politécnica da USP, e a empresa júnior Conpec, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A ideia busca combater o desperdício de reagentes e promover o seu rápido acesso entre os cientistas brasileiros.

Atualmente, após o vencimento dos reagentes, a universidade tem a

Porto Livre

Um portal que reúne livros em formato digital, oferecendo aos internautas acesso livre a centenas de títulos com temáticas que interligam comunicação, informação, saúde pública e ciências sociais. Um acervo online que seleciona, organiza e disponibiliza obras que colaborem para o fortalecimento da ciência e do pensamento social no Brasil — e que possam ser compartilhadas, debatidas e lidas livremente, de forma gratuita. Assim é a Porto Livre, plataforma de livros em acesso aberto que será lançada pelo Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict/Fiocruz), nesta quarta-feira (23/10), às 9h30. O evento será no auditório do INCQS, no campus de Manguinhos da Fiocruz, e vai contar com palestras que abordam a importância da preservação digital no

Elementar

O Laboratório Aberto de Interatividade para a Disseminação do Conhecimento Científico e Tecnológico (LAbI) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) lançou o projeto “Elementar” – em comemoração ao Ano Internacional da Tabela Periódica, celebrado em 2019 a partir de uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU).

O projeto é desenvolvido em parceria com o Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP e sediado na UFSCar. Também participa a Aptor Software, spin-off do CDMF.

Ao longo de 118 dias, o projeto divulgará informações sobre os 118 elementos atualmente presentes na Tabela Periódica nas redes sociais do LAbI: Facebook, Instagram, Twitter e

Instituto de Física Gleb Wataghin

Um grupo de pesquisa do Instituto de Física “Gleb Wataghin” (IFGW) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) adquiriu da Versatus/Dell um novo sistema de computação de alto desempenho (HPC), que recebeu o nome de Cluster Bohr.

Apoiado pela FAPESP por meio do Projeto Temático “Modelagem computacional da matéria condensada”, o grupo é associado ao Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP e sediado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O grupo é formado pelos professores Alex Antonelli, Edison Zacarias da Silva e Maurice de Koning, do IFGW-Unicamp, e Miguel Angel San Miguel Barrera , do Instituto de Química da Unicamp.

O