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O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde (MS) e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), está organizando o Simpósio Desafios e Oportunidades na Pesquisa Clínica em Chikungunya: Produzindo Evidências para Saúde Pública. O evento acontecerá no dia 10 de maio, no hotel Rio Othon Palace Hotel, e é voltado para profissionais de saúde, pesquisadores, gestores, estudantes de graduação e pós-graduação, e demais interessados no tema. As inscrições estão abertas até o dia 5 de maio e as vagas são limitadas.

O simpósio vai promover uma ampla discussão sobre os desafios enfrentados no manejo clínico e na busca por evidências científicas para uma melhor condução da infecção por chikungunya. Para tanto, envolverá os integrantes da Rede de Pesquisa Clínica e Aplicada em Chikungunya (Replick), responsáveis pela condução do Estudo Multicêntrico da História Natural e Resposta Terapêutica da Infecção pelo Chikungunya, e seus parceiros estratégicos do Ministério da Saúde (SVS, SAS e DECIT), da Opas e do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz).

A abertura do encontro contará com as presenças da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima; da diretora do INI/Fiocruz, Valdiléa Gonçalves Veloso dos Santos; do secretário Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), Edmar Santos; da secretária Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-RJ), Ana Beatriz Busch; e do presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), Sinval Pinto Brandão Filho. Confira a programação completa do simpósio.

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A Rede de Pesquisa Clínica e Aplicada em Chikungunya (Replick) é um consórcio harmonizado de estudos clínicos aplicados à chikungunya que visa a constituição de um biorepositório/biobanco sobre a doença e de informações uteis baseadas em evidências científicas.

Coordenados pelo INI/Fiocruz, no Rio de Janeiro, os estudos realizados pela Rede são financiados pelo Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit), do Ministério da Saúde, e envolve 11 centros de pesquisa espalhados em nove estados brasileiros (Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo).

A principal pesquisa da Rede e que deu origem a ela é o Estudo Multicêntrico da História Natural e Resposta Terapêutica de Chikungunya com foco nas Manifestações Musculoesqueléticas Agudas e Crônicas, no qual dois mil participantes envolvidos serão acompanhados, através de uma coorte prospectiva com três anos de duração, de forma a estimar a taxa de gravidade e cronificação e fatores associados à doença, além de avaliar estratégias de manejo da doença e estimar o impacto socioeconômico e psicossocial da Chikungunya de forma a prover evidências de qualidade para guiar estratégias e políticas de atenção à saúde em todo território nacional.

Chikungunya

A febre pelo vírus chikungunya é um arbovírus, ou seja, aqueles transmitidos por picadas de insetos, especialmente mosquitos (Aedes aegypti e Aedes albopictus). Foi identificado no Brasil pela primeira vez em 2014, tendo sido isolada pela primeira vez em 1952, na Tanzânia.

A infecção pela doença pode ser identificada através de febre, dor de cabeça, mal-estar, dores no corpo e nas juntas e articulações (joelhos, cotovelos, tornozelos etc). O quadro agudo dura até 15 dias e a cura ocorre espontaneamente. A pessoa infectada pode apresentar, em alguns casos, manchas vermelhas ou bolhas pelo corpo nesse período.

Algumas pessoas podem ainda desenvolver um quadro pós-agudo e crônico de chikungunya, resultando em dores nas juntas que podem durar meses ou anos. É importante destacar que uma vez infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Não existem vacinas ou medicamentos contra chikungunya. A única forma de prevenção é acabar com o mosquito, mantendo os domicílios sempre limpos e eliminando possíveis criadouros.

Segundo dados do Boletim Epidemiológico, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, até a semana 11 de 2019 (30/12/2018 a 16/3/2019), oram registrados 12.942 casos prováveis de chikungunya no país, com uma incidência de 6,2 casos/100 mil habitantes. Nesse mesmo período, em 2018, foram 23.484 casos prováveis. Em 2019, a região Sudeste apresentou o maior número de casos prováveis da doença, com 8.536 casos (66,0 %) em relação ao total do país. Em seguida, aparecem as regiões Norte (2.139 casos; 16,5%), Nordeste (1.786 casos; 13,8 %), Centro-Oeste (293 casos; 2,3 %) e Sul (188 casos; 1,5 %). Em 2019, não foram confirmados óbitos por chikungunya e existem 14 óbitos em investigação. No mesmo período de 2018, foram confirmados 9 óbitos (1 na Paraíba, 4 no Rio de Janeiro, 4 no Mato Grosso). Saiba mais sobre a doença no site do Ministério da Saúde.

Antonio Fuchs
INI/Fiocruz

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