anticorpos

Uma pesquisa conduzida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Umëa, na Suécia, propõe uma nova abordagem de detecção de aterosclerose, usando como marcadores os anticorpos que são produzidos pelo organismo para combater algumas das toxinas liberadas durante a formação das placas de ateroma.

A formação da aterosclerose ocorre quando placas de ateroma (gordura) se acumulam nas artérias, estreitando, enrijecendo ou mesmo obstruindo os vasos sanguíneos. O responsável por este processo é o colesterol LDL, chamado de colesterol ruim, que uma vez oxidado libera os componentes que se acumulam nos vasos.

Magnus Gidlund, professor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, explicou, em entrevista à Assessoria de Imprensa do ICB-USP, que o sistema imune produz anticorpos que eliminam alguns desses componentes liberados pelo LDL. “Assim, quando mais placas de ateroma são formadas, mais LDL oxidado estará presente e mais anticorpos serão produzidos pelo organismo. Com a determinação dos níveis desses anticorpos, é possível usá-los como marcadores para a evolução da doença”, disse.

A doença cardiovascular é multifatorial e ainda carece de marcadores mais específicos para prevenir as consequências da aterosclerose.

Os pesquisadores ressaltam que o trabalho do grupo com anticorpos no cenário de doenças cardiovasculares, além de possibilitar uma técnica mais barata e efetiva de diagnóstico da aterosclerose, também é promissor para o desenvolvimento de novas terapias para combater a doença, especialmente no que se refere a uma vacina para as doenças cardiovasculares.

Agência FAPESP*
*Com informações da Assessoria de Imprensa do ICB
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Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

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