laboratórios de pesquisa

A Plataforma Científica Pasteur-USP será inaugurada nesta quinta-feira (04/07) pelo Instituto Pasteur, fundação francesa de pesquisa em prevenção e tratamento de doenças infecciosas, no campus da Universidade de São Paulo (USP) na zona oeste da capital paulista.

Localizada no Centro de Pesquisa e Inovação Inova USP, em uma área de 1.700 metros quadrados, a plataforma será composta por 17 laboratórios. A plataforma terá laboratórios de pesquisa de nível de biossegurança 3 equiparáveis aos parâmetros internacionais, onde serão estudados patógenos de alto risco. O investimento previsto é de cerca de R$ 40 milhões, sendo R$ 15 milhões em equipamentos.

A partir de uma parceria científica entre o Pasteur, a USP e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), assinada em junho de 2015, na plataforma serão desenvolvidas pesquisas voltadas para o estudo de agentes patogênicos emergentes, cujas infecções podem provocar danos no sistema nervoso central, como os vírus da zika, dengue, febre amarela e influenza, além de protozoários como os tripanosomas causadores da doença do sono. O principal objetivo será desenvolver métodos para prevenir epidemias dessas doenças.

“Nos últimos 80 anos, não houve uma iniciativa como essa na USP. Estamos trabalhando a internacionalização da pesquisa, do ensino e da inovação”, disse Luís Carlos Ferreira, diretor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP.

Ferreira coordenará a plataforma ao lado de Paola Minoprio, diretora de Pesquisa do Instituto Pasteur. Segundo ela, a escolha da USP para sediar a plataforma foi feita com base na relevância e no impacto global da instituição em termos de pesquisa científica.

“Além disso, as linhas de pesquisa do Pasteur são muito semelhantes às do ICB-USP e os dois institutos já desenvolvem projetos colaborativos”, disse Minoprio. Os institutos têm em comum pesquisas nas áreas de Imunologia, Biologia Celular, Microbiologia e Parasitologia.

Biossegurança

Dos 17 laboratórios da plataforma, quatro serão de biossegurança nível 3 (NB3) para estudo de microrganismos que representam alto risco individual e risco moderado para a comunidade. Ou seja, que transmitem e causam doenças potencialmente letais, mas que têm medidas de prevenção e tratamento conhecidas.

As instalações de 200 metros quadrados são compostas individualmente por três câmaras pressurizadas para garantir a contenção e têm acesso controlado. Os pesquisadores que atuarão na plataforma também passarão por um treinamento de procedimentos de segurança.

Oito pesquisadores já foram selecionados pelos parceiros para participar da plataforma. Entre eles estão Paolo Zanotto (ICB-USP), Edison Durigon (ICB-USP), Jean Pierre Peron (ICB-USP), Patrícia Beltrão Braga (ICB-USP), Eduardo Massad (Faculdade de Medicina da USP) e Helder Nakaya (Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP), todos com projetos de pesquisa apoiados pela FAPESP. Completam o grupo inicial Pedro Teixeira (Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz) e Minoprio, do Instituto Pasteur.

Todos manterão suas vinculações às unidades de origem e dedicarão parte de suas pesquisas à plataforma. A partir de 2020, serão selecionados anualmente mais três grupos de jovens pesquisadores para integrar a equipe. No total, espera-se que a plataforma tenha de 80 a 100 pesquisadores.

* Com informações da assessoria de imprensa do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

Agência FAPESP *

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

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