Ciência

Estudo da USP

Os carrapatos são ectoparasitas hematófagos que se alimentam do sangue de vertebrados. São vetores de muitos tipos de microrganismos causadores de doenças que atingem cavalos, bovinos, cães, gatos e roedores, além do ser humano.

O carrapato bovino (Rhipicephalus microplus) é agente transmissor de doenças que causam perdas severas para a pecuária brasileira, chegando a US$ 3,2 bilhões ao ano, segundo dados de 2014.

Uma pesquisa liderada por virologistas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) tem ampliado o conhecimento sobre a diversidade dos vírus que infestam esses carrapatos.

Em um novo trabalho, cujos resultados foram publicados na revista Scientific Reports, os pesquisadores afirmam ter identificado, pela primeira vez no

Estrutura formada por monocamada de bissulfeto de molibdênio e substrato de azobenzeno

Materiais híbridos em sua composição (combinando precursores orgânicos e inorgânicos) e quase bidimensionais em sua estrutura (dispostos em arranjos moleculares maleáveis e altamente compactáveis) constituem uma das apostas atuais para várias aplicações tecnológicas – como a confecção de dispositivos optoeletrônicos cada vez menores.

Um artigo publicado na revista Physical Review B trata de um estudo relacionado ao tema realizado durante os doutorados de Diana Meneses Gustin e de Luís Cabral, orientados pelo professor Victor Lopez Richard, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Cabral foi coorientado pelo professor Juarez Lopes Ferreira da Silva, do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP). Gustin recebeu Bolsa de Doutorado e Bolsa no Exterior

Amebas

Ao reconstruir a história evolutiva das amebas, pesquisadores brasileiros demonstraram que a Terra no fim do Pré-Cambriano – há, pelo menos, 750 milhões de anos – era muito mais diversa do que sugeria a teoria clássica. O estudo, apoiado pela FAPESP, revelou oito linhagens de ancestrais das teca-amebas, grupo cujos indivíduos são parcialmente cobertos por uma carapaça.

As teca-amebas representam o maior grupo do clado (conjunto de organismos originados de um ancestral comum) Amoebozoa, uma grande linhagem de organismos que se locomovem por tentáculos chamados pseudópodes.

A descoberta de maior diversidade de espécies de amebas tem impacto também nas interpretações sobre a evolução da atmosfera terrestre e das mudanças climáticas.

No trabalho, publicado na revista Current

Mudanças Climáticas Globais

Embora a ciência climática tenha avançado muito nos últimos anos – seja em modelagem ou na avaliação de riscos e impactos – parte da sociedade ainda põe em dúvida o conhecimento científico acumulado sobre o assunto. Essa situação sui generis tem sido observada no Brasil e em outros países que lideram as pesquisas na área.

Para piorar a situação, esse ceticismo ocorre no mesmo período em que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas alerta para a urgência de medidas para reduzir do ritmo das mudanças climáticas.

“As mudanças climáticas são um dos maiores exemplos de como a ciência é importante para a sociedade. Porque foi a ciência que descobriu

Moléculas fluorescentes

Lipossomas são pequenas vesículas esféricas com paredes constituídas por duas camadas de lipídios e que delimitam um conteúdo interno aquoso. São estruturas que têm sido exploradas como carreadores de fármacos ou de princípios ativos de cosméticos. Porém, o encapsulamento de nanopartículas magnéticas em lipossomas oferece também outra possibilidade: a de se usar essas vesículas como suportes para a transferência de sinais.

Um artigo que acaba de ser publicado por uma equipe de pesquisadores brasileiros no Royal Society Open Science considerou essa possibilidade.

“Nossa pesquisa foi realizada no âmbito da ciência fundamental, mas tem potencial de aplicação, por exemplo, na transmissão de sinais em computação. Construímos um modelo com dois tipos de lipossomas: um de tamanho

neurônios de animais

Um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriu que o hormônio do crescimento (GH, do inglês growth hormone), ligado ao desenvolvimento ósseo e ao aumento de estatura, também atua diretamente no cérebro para conservar energia quando se perde peso.

A descoberta foi publicada na revista Nature Communications. "Descobrimos que um hormônio conhecido há décadas faz muito mais do que se imaginava”, disse José Donato Junior, professor no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP e um dos autores do estudo.

"Receptores de GH são encontrados em grande quantidade nos músculos, no fígado, em tecidos e órgãos diretamente envolvidos no metabolismo de crescimento. Mas descobrimos que o cérebro está também repleto de receptores

superacelerador de partículas instalado no CERN

O LHC, superacelerador de partículas que tornou possível provar a existência do bóson de Higgs – a partícula elementar, surgida logo após o Big Bang, que confere massa à matéria ordinária –, pode agora ajudar a solucionar um dos maiores mistérios da ciência atual: a matéria escura.

O Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), que funciona na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), na fronteira franco-suíça, trabalha hoje na detecção da matéria escura, que constitui provavelmente 25% do conteúdo do Universo e só teve sua existência indicada de forma indireta.

“O que fazemos no CERN, no LHC, é tentar entender realmente o início do Universo. Isso obviamente se conecta com muitos

Caenorhabditis

Um grupo de pesquisadores brasileiros tem estudado em vermes o papel de genes relacionados com a esquizofrenia na resposta a drogas antipsicóticas usadas em pacientes esquizofrênicos. Os resultados obtidos até o momento indicam novos caminhos para entender a resistência a certas classes de medicamentos.

O estudo é conduzido no Departamento de Farmacologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e conta com a colaboração de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Um artigo sobre o trabalho foi publicado na revista Progress in Neuro-Psychopharmacology and Biological Psychiatry.

A esquizofrenia é um transtorno mental bastante complexo, de causas ainda desconhecidas e, até o momento, sem cura. O tratamento farmacológico consiste basicamente

metabarcoding

Ao inserir uma pequena amostra de água de rio em um dispositivo menor que um smartphone, cientistas são capazes de determinar quais espécies de peixes, fungos, algas, invertebrados e bactérias vivem naquele corpo d’água. Isso tornou-se possível graças à tecnologia de sequenciamento de DNA portátil que permite, além de conhecer as espécies, desvendar as interações entre elas.

De acordo com Darren Evans, professor da Newcastle University, no Reino Unido, essa ferramenta pode ajudar a gerenciar melhor os ecossistemas e até mesmo a restaurar os que foram degradados.

O tema foi abordado pelo pesquisador durante uma palestra apresentada na FAPESP Week London, simpósio realizado na capital inglesa nos dias 11 e 12 de fevereiro de 2019.

sofosbuvir

Publicados em revistas científicas internacionais, dois estudos liderados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) demonstram ação do antiviral sofosbuvir – medicamento usado no tratamento da hepatite C – em infecções por febre amarela e chikungunya. Os dados inéditos foram obtidos em testes com camundongos, considerados modelos para estudo dos agravos. Na infecção por febre amarela, o antiviral diminuiu a mortalidade e as lesões no fígado dos animais. Já nos casos de chikungunya, o sofosbuvir reduziu a mortalidade, a inflamação articular e as sequelas neurológicas. Os estudos foram liderados pelo grupo de cientistas que apontou, de foram pioneira, a ação do sofosbuvir sobre o vírus zika, em 2016. O artigo referente ao vírus da febre amarela foi

Aedes aegypti

A presença da bactéria Wolbachia em Aedes aegypti tem a capacidade de reduzir a transmissão do vírus da febre amarela nesta espécie de mosquito. A descoberta é o tema de um artigo publicado pela Gates Open Research. A pesquisa que resultou no artigo, intitulado Pluripotency of Wolbachia against Arbovirus: the case of yellow fever, foi supervisionada pelo pesquisador da Fiocruz e líder do World Mosquito Program (WMP) no Brasil, Luciano Moreira. O WMP é um programa internacional de combate à doenças transmitidas por mosquitos e, no Brasil é conduzido pela Fundação.

O artigo é resultado do trabalho conjunto de pesquisadores de três instituições: Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas), Fundação Ezequiel Dias (Funed) e Universidade Federal