Ciência

Sistema Solar

Nas últimas três décadas, foram descobertos quase 4 mil objetos semelhantes a um planeta situados fora do Sistema Solar – e por isso chamados de exoplanetas – orbitando estrelas isoladas. Já a partir de 2011, por meio do satélite Kepler, da agência espacial norte-americana (Nasa), foi possível observar os primeiros exoplanetas girando em torno de sistemas binários jovens, compostos por duas estrelas vivas, em cujos núcleos ainda há queima de hidrogênio.

Agora, um grupo de astrônomos brasileiros encontrou as primeiras evidências da existência de um exoplaneta ao redor de um sistema binário mais velho ou evoluído, em que uma das duas estrelas está morta.

O estudo, resultado de um pós-doutorado e de um estágio de

fotossensibilizante

Os oncologistas enfrentam um dilema ao diagnosticar um paciente com câncer de próstata em estágio inicial. As duas opções terapêuticas para esses casos – a cirurgia de remoção do tumor e a radioterapia – atingem toda a próstata e podem causar sérios efeitos colaterais, como disfunção erétil e incontinência urinária.

Um novo método para o tratamento de tumores de próstata em estágio inicial, desenvolvido no Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, poderá oferecer aos médicos uma alternativa às terapias convencionais, reduzindo o risco de danos desnecessários aos pacientes. A nova técnica, não invasiva, usa uma droga fotossensibilizante e uma fonte de luz para atacar especificamente os tumores prostáticos, sem danificar tecidos saudáveis e o trato

células tumorais

Novos testes em animais e em células de melanoma em cultura mostraram que uma molécula conhecida como RMEL3, presente na maioria dos casos desse tipo agressivo de câncer de pele, tem função importante na sobrevivência e na proliferação do tumor. Os novos achados reforçam estudos anteriores, segundo os quais a inibição do RMEL3 pode ser uma nova opção de tratamento, auxiliando nos casos resistentes ao medicamento mais usado hoje.

Resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram divulgados em artigo publicado na revista Pigment Cell & Melanoma Research.

“Esse trabalho caracteriza o papel de um RNA longo não codificante [que não é traduzido em proteína], o RMEL3, na tumorigênese do melanoma. Observamos que, quando ele é introduzido

acelerador de partículas Sirius

Um primeiro feixe de elétrons circulou no acelerador de partículas Sirius no dia 8 de março. O feito é considerado um marco para a implantação da nova fonte de luz síncrotron brasileira, situada no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas.

Segundo informou a assessoria de comunicação do CNPEM, as partículas circularam pela primeira vez no booster, o segundo dos três aceleradores de elétrons que compõem o Sirius.

Após a produção e aceleração inicial dos elétrons no acelerador linear (Linac), é no booster que as partículas circulam para ganhar cada vez mais energia, até que atinjam os níveis adequados para gerar a luz síncrotron. Quando estão "prontos", os elétrons são depositados

diagrama

O aumento da desordem pode produzir ordem. Esta ideia contraintuitiva foi demonstrada, por colaboração internacional, em um experimento coordenado por Armando Paduan Filho, professor no Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP), que resultou em artigo publicado na revista Physical Review Letters.

“Uma maneira de entender essa ideia é considerar um ímã, cuja propriedade de atrair outros corpos está fundamentada na existência de pequenas partículas que possuem momento magnético e que se ordenam macroscopicamente. Se acrescentarmos impurezas ao material, pouco a pouco, enfraquecemos o ímã, podendo chegar a um ponto em que a ordem magnética seja inteiramente destruída e o antigo ímã deixe de se comportar como tal. Porém, se continuarmos acrescentando impurezas,

aerênquima da raiz de cana

Durante o período de amadurecimento do mamão (Carica papaya), as células da parede celular do fruto se separam, tornando o tecido mais amolecido e de fácil digestão. Esse processo permite a disponibilização de conteúdos celulares e facilita a extração do açúcar (sacarose) da fruta ao ser ingerida.

Recentemente, constatou-se que a raiz da cana-de-açúcar realiza um processo similar. Durante seu desenvolvimento, as paredes celulares são modificadas e formam-se espaços preenchidos de ar (chamados de aerênquimas) que separam as células.

“Os aerênquimas são muito comuns em plantas alagadas, como o arroz, pois favorece a sustentação ou a flutuação na água, a chegada de oxigênio e a retirada de gás carbônico das partes submersas do vegetal”, disse

Via Láctea

Uma das condições que permitiram o surgimento e a manutenção da vida na Terra é o fato de o planeta ser geologicamente ativo, com terremotos e vulcões.

A atividade vulcânica, gerada pela movimentação das placas tectônicas sobre o manto terrestre (tectonismo) possibilita reciclar gases, como o dióxido de carbono, através do manto, da crosta, da atmosfera e dos oceanos. Dessa forma, contribui para tornar a Terra habitável ao manter a temperatura do planeta em condições ideais para a sobrevivência dos seres vivos, explicam os cientistas.

Um estudo feito por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sugere a existência de outros planetas rochosos na galáxia em que se encontra a Terra – a Via

Centro de Química Medicinal

Os laboratórios farmacêuticos Aché e Eurofarma têm firmado, nos últimos anos, parcerias em pesquisa com o Centro de Química Medicinal (CQMED), sediado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com o objetivo de desenvolver moléculas potentes e seletivas para proteínas-alvo específicas que possam resultar em novos medicamentos.

As pesquisas colaborativas seguem o modelo de inovação aberta. O centro foi criado com apoio da FAPESP por meio do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), em cooperação com o Structural Genomics Consortium (SGC) – consórcio internacional de universidades, governos e indústrias farmacêuticas para acelerar o desenvolvimento de novos medicamentos.

O modelo estabelece que todo o conhecimento gerado até a fase de validação de

neutrófilos

Indivíduos obesos e com diabetes do tipo 2 estão mais propensos a desenvolver doenças infecciosas, pois as duas condições afetam o sistema imune. O que não se sabia até agora era o mecanismo envolvido na queda da imunidade desses pacientes.

Estudo realizado no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e publicado na revista Scientific Reports sugere que o fenômeno está ligado a alterações nos neutrófilos, as primeiras células de defesa a reagir diante de um agente invasor.

O trabalho é resultado do projeto de doutorado do bioquímico Wilson Mitsuo Tatagiba Kuwabara, realizado sob orientação da bióloga Tatiana Carolina Alba-Loureiro, com apoio da FAPESP. A investigação foi conduzida no ICB-USP, no antigo laboratório

radiação vermelha

Uma nova técnica que possibilita descontaminar órgãos para transplante com uso de radiação ultravioleta e luz vermelha foi desenvolvida por pesquisadores brasileiros e canadenses e descrita em artigo publicado na revista Nature Communications.

O trabalho conta com apoio da FAPESP e foi parcialmente desenvolvido no Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica (CEPOF), sediado na Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos.

“Esta técnica biofotônica é revolucionária, pois ajuda a evitar a transmissão de doenças durante transplantes de órgãos”, disse Vanderlei Bagnato, diretor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) e coordenador do CEPOF, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiados pela FAPESP.

O grupo de Bagnato trabalhou em parceria com

formigas do gênero Cyphomyrmex

A resistência microbiana a medicamentos antibióticos e antifúngicos é um dos grandes problemas de saúde pública no mundo. E a solução, como sugere um estudo publicado recentemente na revista Nature Communications, pode estar nos pequenos corpos dos insetos ou, mais precisamente, na microbiota que carregam.

Essa hipótese inovadora foi proposta por pesquisadores brasileiros e norte-americanos como parte de um projeto colaborativo que teve início em 2014, com apoio da FAPESP e do National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos.

A ideia era isolar bactérias que vivem em simbiose com formigas cortadeiras, como a saúva, em busca de compostos naturais com potencial para dar origem a novos fármacos (leia mais em: http://agencia.fapesp.br/19406).

Foi com essa