Ciência

análise sanguínea

Pesquisadores da Université d'Orléans, na França descobriram um mecanismo-chave que ativa a inflamação pulmonar causada pela silicose. O achado abre caminho para novos tipos de terapia contra a doença que ainda não tem cura.

Normalmente relacionada a trabalhadores de minas, a silicose ocorre pela ação de microcristais de sílica que entram no pulmão e, não podendo ser destruídos, provocam a morte celular de macrófagos, neutrófilos, fibroblastos e células epiteliais do pulmão.

A inflamação pode ser tão severa a ponto de ocorrer a substituição completa do tecido pulmonar por outro cicatricial (fibrose). O quadro leva à insuficiência respiratória e, a menos que seja feito um transplante de pulmão, ao óbito do paciente.

O processo inflamatório, verificado

gado

Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Universidade de Maryland e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), desenvolveu um método que acrescenta um novo parâmetro na seleção e preservação da variabilidade genética em uma população de gado.

O estudo, publicado no Journal of Dairy Science, foi financiado pela FAPESP e pela USDA.

Além do valor genético, associado ao potencial de um exemplar produzir leite, gordura e proteína, entre outros, a nova abordagem considera também a chamada variância da diversidade gamética. Esse novo parâmetro determina a capacidade de um indivíduo transmitir suas características às próximas gerações.

“Nem todos os descendentes de animais altamente produtivos herdam essa qualidade. Com o novo método,

vírus da febre amarela

A origem do vírus responsável pelo recente surto de febre amarela, o maior dos últimos 40 anos, foi traçada por cientistas do Instituto Adolfo Lutz (IAL) e da Universidade de São Paulo (USP).

Por meio de estudo molecular do vírus da febre amarela encontrado em macacos mortos e em mosquitos, o grupo descobriu que a linhagem causadora do surto ocorrido do fim de 2016 ao início de 2018 teve origem no Pará, em 1980.

De lá, o vírus infectou macacos e se espalhou por toda a região amazônica, chegando a atingir a Venezuela e o Suriname. A partir do início dos anos 2000, sempre por meio da infecção de macacos, a doença migrou em direção

nanomateriais

Partículas de prata em escala nanométrica (bilionésima parte do metro) com capacidade bactericida 32 vezes maior do que as obtidas até hoje são algumas das estruturas desenvolvidas nos laboratórios do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP. instalado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Para criar materiais inovadores como esse, os pesquisadores desenvolveram técnica que permite identificar a forma ideal que uma nanopartícula deve ter para apresentar uma determinada característica, e ainda avaliar como métodos químicos –aplicação de solventes, aditivos ou controle de pH (acidez) – e físicos – térmicos,, por exemplo – podem modificar a morfologia desses nanomateriais.

Alguns dos

Doenças Inflamatórias

Um mecanismo imunológico que torna as crianças mais suscetíveis a morrer de sepse do que os adultos foi identificado por cientistas do Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID), em Ribeirão Preto. O estudo foi publicado na revista Critical Care e, com base na descoberta, o grupo planeja testar novas abordagens terapêuticas.

“Estamos planejando um ensaio clínico com fármacos já aprovados para uso humano e que sabidamente atuam nesse mecanismo imunológico. O objetivo é aumentar a sobrevida de crianças com sepse”, disse Fernando de Queiroz Cunha, coordenador do CRID – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP.

Embora seja conhecida como infecção generalizada, a sepse é, na verdade, uma inflamação

maracujá orgânico

Cientistas da Embrapa desenvolveram o primeiro sistema orgânico do País para a produção do maracujazeiro. Experimentos realizados no município de Lençóis, na Chapada Diamantina, Bahia, mostraram níveis de produtividade muito superiores aos registrados no sistema convencional no estado: 28 toneladas por hectare (t/ha) contra 10,5 t/ha, em média. O resultado também supera em mais de duas vezes a produtividade média nacional, de 13,5 t/ha. Por enquanto, o pacote tecnológico está restrito a essa região, mas a ideia é estendê-lo a outros polos produtores no Brasil. A iniciativa é um dos frutos do projeto "Desenvolvimento de sistemas orgânicos de produção para fruteiras de clima tropical", conduzido em parceria pela Embrapa e a empresa Bioenergia Orgânicos desde

Laboratório

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) desvenda detalhes de um aspecto pouco conhecido da biologia do Aedes, que pode contribuir para novas estratégias de controle do vetor da dengue, zika e chikungunya. Publicado na revista científica Frontiers in Physiology, o estudo aponta que a inibição de uma enzima que atua no processo digestivo das larvas do mosquito pode bloquear o desenvolvimento do inseto, impedindo que o Aedes chegue à fase de mosquito adulto, momento em que é capaz de transmitir os vírus.

Segundo Fernando Genta, pesquisador do Laboratório de Bioquímica e Fisiologia de Insetos do IOC e coordenador do trabalho, os achados abrem portas para a produção de novos larvicidas. “Os dados indicam

materiais vitrificáveis

Um novo modelo teórico que permite descrever melhor e prever a velocidade de cristalização de partículas vítreas foi desenvolvido por cientistas do Centro de Pesquisa, Educação e Inovação em Vidros (CeRTEV).

O trabalho, publicado na revista Acta Materialia, pode ser útil para o desenvolvimento de novos materiais vitrificáveis e para a determinação da estabilidade de vidros durante o uso. Isso ajudaria a evitar, por exemplo, a cristalização descontrolada de um vidro usado em um forno de cozinha durante o aquecimento, causando o estilhace.

Como explica Edgar Dutra Zanotto, professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e coordenador do CeRTEV, a cristalização é um fator crítico na produção de vidros e de materiais vitrocerâmicos.

Vírus

Pesquisadores do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) conseguiram manipular geneticamente um tipo de vírus que, uma vez injetado em camundongos com câncer de próstata, destruiu células tumorais.

O vírus também deixou as células tumorais ainda mais sensíveis ao tratamento com quimioterapia, chegando a eliminar os tumores completamente.

Os resultados foram obtidos pela equipe de Bryan Eric Strauss, diretor do Laboratório de Vetores Virais no Centro de Investigação Translacional em Oncologia (CTO) do Icesp, e publicados na revista Gene Therapy, do grupo Nature.

O trabalho contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), no âmbito do Projeto Temático “Terapia gênica do câncer: alinhamento estratégico

bromelina do abacaxi

Velha conhecida da indústria farmacêutica, a bromelina – enzima encontrada no abacaxi – acaba de ter seu mecanismo de ação analgésica desvendado.

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em estudo apoiado pela FAPESP por meio de um Projeto Temático, descobriram que a bromelina é responsável pela liberação de encefalina – considerada uma morfina endógena – a partir de sua proteína precursora, a proencefalina, que também é encontrada na parede do intestino delgado.

No encéfalo, a liberação de encefalina a partir da proencefalina é bem conhecida pela ciência. Ela ocorre pela ação de proteases específicas – enzimas que quebram proteínas e peptídeos –presentes no tecido cerebral e é uma

estrela HD 2307

A União Astronômica Internacional (IAU) anunciou um concurso para nomear exoplanetas, como são chamados os planetas que orbitam outras estrelas além do Sistema Solar.

O Brasil será o responsável por escolher um nome para o planeta que orbita a HD 23079 e também para essa estrela. Todos os brasileiros podem participar do concurso, sugerindo nomes que serão submetidos a votação popular. Escolas, clubes de astronomia, associações ou indivíduos podem concorrer, sejam astrônomos ou não.

Segundo as regras, os pares de nomes devem estar ligados à cultura indígena no território nacional, à cultura afrobrasileira ou à literatura brasileira, de forma a garantir que o resultado final represente o país.

A estrela HD 23079 fica a 109