Ciência

erva-mate

Um trabalho importante da pesquisa vai permitir, pela primeira vez no Brasil, que cultivares de erva-mate (Ilex paraguariensis) sejam legalmente protegidas. Os cientistas organizaram e publicaram os chamados descritores mínimos da planta, uma série de características técnicas que servem para a identificação de cultivares e evidenciam as diferenças entre elas.

Com esse avanço, instituições, produtores e empresas interessadas em desenvolver trabalhos de melhoramento genético com a espécie passam a ter maior segurança jurídica ao gerar novas cultivares.

“A publicação dos descritores pode impulsionar novas pesquisas com a espécie”, analisa Ricardo Zanatta Machado, coordenador do Serviço Nacional de Proteção de Cultivares do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “A possibilidade de proteção é um estímulo

Agricultoras

Seis cultivares de feijão lançadas pela Embrapa e parceiros trouxeram a pequenos agricultores do município de Jequitibá (MG), a 100 quilômetros de Belo Horizonte, a possibilidade de produzir em escala e com estabilidade para atender ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que distribui o produto para a elaboração de merenda em estabelecimentos de ensino da região metropolitana da capital mineira.

Os produtores não conseguiam atender à demanda das escolas porque a produtividade das lavouras era insuficiente e grande parte deles não tinha experiência na cultura do feijão, eram plantadores de frutas ou hortaliças. O sucesso na adoção das cultivares na região foi tão grande que a produção já comercializada para o PNAE alcançou 34,5 toneladas

crânios em 3D

Crânios de duas espécies de primatas já extintas – Caipora bambuiorum e Cartelles coimbrafilhoi – foram examinados por tomografia computadorizada e reconstruídos em imagens tridimensionais por um grupo que reúne cientistas de diversos países. Foram usados no trabalho fósseis encontrados há quase 30 anos no fundo de uma gruta da Caatinga, no norte da Bahia.

As imagens foram comparadas com as de outros 14 primatas do Novo Mundo ainda viventes, o que permitiu descobrir adaptações e inferir relações até então desconhecidas daquelas duas espécies extintas com os macacos que atualmente habitam as matas das Américas do Sul e Central, além do Caribe.

“Pela primeira vez, foi conduzido um estudo da morfologia endocraniana [formato do interior

flebotomíneos

A leishmaniose é uma doença com alto índice de manifestação em Rondônia. Dados da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) confirmam que entre 2017 e 2018, foram registrados 2.175 casos, e só em 2019 foram contabilizados 226 registros, no estado. A doença é causada por protozoários parasitas do gênero leishmania, que são transmitidos ao homem pelas fêmeas de flebotomíneos, insetos popularmente conhecidos como mosquito palha. Em Rondônia, até o ano passado, 131 espécies desses insetos tinham sido registradas, mas um estudo recente publicado na revista periódica Brazilian Journal Of Biology destaca quatro novas ocorrências de espécies de flebotomíneos, elevando para 135 o número de espécies, já registradas para o estado de Rondônia.

A descoberta

genética de arbovírus

De 13 a 27 de maio, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de instituições nacionais e internacionais percorrerão as cidades de Cuiabá (MT), Campo Grande, Coxim e Chapadão do Sul (MS), Goiânia (GO) e Brasília (DF) com o objetivo de mapear os arbovírus circulantes na região Centro-Oeste do país. A bordo de um ‘motorhome’, onde foi montado um laboratório móvel, os cientistas estarão munidos de uma tecnologia inovadora de sequenciamento genético que cabe na palma da mão. O grupo, que percorrerá cerca de 12 mil quilômetros, integra o projeto Zibra 2: Mapeamento genético do Zika e outros arbovírus no Brasil. A iniciativa tem financiamento do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) e da Secretaria

Fiocruz

"A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por prezar pela transparência e em razão de seu compromisso com a sociedade brasileira, vem a público prestar alguns esclarecimentos sobre o 3° Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira, pesquisa realizada pela Fundação a partir de edital público lançado, em 2014, pela Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad), órgão ligado ao Ministério da Justiça.

A pesquisa teve início ainda em 2014 e se estendeu até o final de 2017, quando foi enviado à Senad relatório completo com os resultados previstos em edital de licitação. Ao todo, o projeto envolveu cerca de 500 profissionais de diferentes áreas, dentre entrevistadores de campo, pesquisadores da área de epidemiologia

tomografia

Pesquisadores validaram no Brasil uma metodologia capaz de mapear o acúmulo de peptídeo beta-amiloide no cérebro humano por meio de tomografia por emissão de pósitrons (PET, na sigla em inglês). Em pacientes com Alzheimer, esse peptídeo se agrupa de forma anômala e promove a deposição de placas no córtex cerebral.

A metodologia, aliada a outras análises, constitui uma ferramenta importante para diferenciar casos de doença de Alzheimer de outras demências degenerativas. Embora já tenha sido testada em voluntários, ainda não está liberada para uso na rotina clínica.

No estudo, resultado de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP, a equipe de pesquisadores validou a metodologia de produção de um radiofármaco.

Denominado 11C-PIB, o radiofármaco atua como

Londa Schiebinger

Dez drogas foram recentemente retiradas do mercado norte-americano por causa de seus efeitos na saúde. Oito delas apresentavam graves riscos para mulheres. Essas drogas custaram bilhões de dólares para serem desenvolvidas. E, quando falharam, provocaram morte e sofrimento.

“Não podemos nos dar ao luxo de errar”, disse Londa Schiebinger, professora de História da Ciência na Stanford University e diretora do Gendered Innovations in Science, Medicine, Engineering, and Environment Project, em palestra apresentada durante a 8ª Reunião Anual do Global Research Council (GRC), em São Paulo.

Exemplos como esse levam a questionamentos inevitáveis: “Podemos aproveitar o poder criativo da análise de sexo e gênero para a descoberta? Podemos considerar que o gênero adiciona uma dimensão valiosa

Macieira

Descoberta de pesquisadores da Embrapa Uva e Vinho (RS) abre caminho para o desenvolvimento de macieiras que precisam de menos dias de frio para produzir. Eles descobriram o mecanismo de ação do gene ICE1 no processo de indução e superação da dormência da planta, etapa fundamental para garantir a produção dos frutos. De acordo com a hipótese dos cientistas, esse gene funciona como um gatilho térmico que, ao ser estimulado pelo frio, dispara uma cascata de respostas como a indução da dormência, processo fundamental para plantas originalmente de clima temperado florescerem e produzirem frutos.

“Esse processo é tão importante que instituições de pesquisa do mundo inteiro investem recursos em estudos para tentar entendê-lo”, frisa o

France Córdova

Aos 71 anos, a astrofísica France Córdova dirige a principal agência de fomento à pesquisa dos Estados Unidos e uma das mais importantes do mundo, a National Science Foundation (NSF), cujo orçamento anual ultrapassa os US$ 8 bilhões.

E este não é o único posto de liderança que ocupou em sua trajetória. Córdova foi a primeira mulher e a pessoa mais jovem a se tornar cientista-chefe da agência espacial Nasa e também a primeira reitora da Purdue University, no estado de Indiana.

A incursão no território até então dominado por homens não foi livre de obstáculos. Ainda criança, foi desencorajada pela escola e pela família a seguir carreira nas áreas conhecidas como STEM (Science, Technology,

jogos de divulgação científica

Um jogo de tabuleiro onde os participantes precisam avançar por um caminho dentro do campus da Fiocruz, podendo cair em “casas” onde há vírus, cientistas ou perguntas relacionadas às ciências — passam à frente ou retrocedem, dependendo da resposta, e ganha quem chegar mais rápido ao posto de vacinação. Uma disputa de cartas em que vence aquele que ficar de mãos vazias primeiro e na qual, além das cores e números do baralho, há informações sobre viroses e pesquisadores. Assim são os jogos Caminhos de Oswaldo e Imune, os dois recursos educacionais cujos protótipos a Fundação vai apresentar à comunidade durante o Simpósio Avançado de Virologia Hermann Schatzmayr, entre os dias 14 e 16 de